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Influenciadores; quem são, como vivem?

Influenciadores; quem são, como vivem?

Relatório inédito da Squid mostra inspiração e condições de creators no Brasil e revela quais são as inspirações para os milhares de nano, micro e mezzo influenciadores país afora

Quais são os criadores de conteúdo que mais inspiram os influenciadores brasileiros? Foi essa pergunta que o Censo de Criadores de Conteúdo do Brasil (CCCB) tentou responder. O estudo avaliou a fonte de inspiração dentro e fora das redes sociais e teve como referência nomes nos quais os criadores vislumbram, se identificam e principalmente, se inspiram.

Estudos sugerem que o número de criadores pode variar de 500 mil até 9 milhões. Se o total pode até não ser um consenso, uma coisa é certa: o marketing de influência é a realidade de mercado hoje.

Na definição do Squid, criadores de conteúdo digitais, por mais que influenciam comportamento dentro e fora da internet, devido à sua autoridade, relevância e/ou aproximação com sua audiência, são antes de influenciadores, criadores.

Leia mais:
Marketing de influência: o que aprendemos com marcas fast fashion?

Na pesquisa realizada pela Squid, empresa de tecnologia líder em marketing de influência baseada em dados, os nomes foram divididos em duas categorias, sendo a primeira os creators mais lembrados pelos influenciadores e a segunda, os creators que mais se inspiram.

“Notamos com o desenvolvimento do CCCB que os grandes creators se tornaram ídolos, porque os criadores os veem como uma referência do que desejam ser e acreditam que conseguem se tornar, se inspirando em suas histórias e trajetórias de vida, principalmente em como começaram pequenos como muito deles são, e se tornaram gigantes”, explica Duda Dias, gerente de Market Insights da Squid.

Raio X dos influencers

Como se identificam
74,7% são mulheres
19,1% são homens
0,9% não-binários
0,4% mulheres trans
0,2% homens trans

Onde eles estão?
61% Sudeste
19% Nordeste
11% Sul
06% Centro-Oeste
03% Norte

Influencers e criadores de conteúdo são relevantes em todas as faixas etárias no Instagram. Mas, quanto mais jovem é o creator, maior é a importância do TikTok. Em relação ao LinkedIn, o relatório da Squid observa claramente a predominância de pessoas mais velhas dentro da rede social com foco profissional.

Para o novato Kwai, a surpresa é que o fenômeno de vídeos curtos atinge um percentual de criadores mais velhos, não sendo assim uma sobreposição direta do TikTok. Enquanto isso, o veterano Facebook é cada vez menos relevante para as novas gerações, com mais de 60% deles sem ter nem mesmo cadastro na plataforma.

Quantos anos têm?
21% Gen Z
36% Millenials
26% Zennials
17% Geração X

E são de qual raça?
49% Brancos
16% Pretos
31% Pardos
04% Outros

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A pirâmide da influência

Quase todo perfil de influenciador vale a pena. Enquanto os mega influenciadores, que têm mais de 500 mil seguidores até dezenas de milhões ajudam a aumentar a visibilidade das marcas, os pequenos, micro e nanos estão realmente próximos de seus públicos. “No mundo da criação de conteúdo, grandes nomes permitem que a sua marca seja amplificada, ao passo que os pequenos criadores garantem que o conteúdo chegue com credibilidade e frequência”, explica a Squid.

+ 1 milhão 1,3%
500 mil a 1mi 2%
200 mil a 500 mil 4%
100 mil a 200 mil 8%
10 mil a 50 mil 37%
Até 10 mil 41%

Como (sobre)vivem os influenciadores e
criadores de conteúdo

O aumento de profissionalização e relacionamento da marca com o criador aumenta conforme o crescimento da base de seguidores que ele possui. Independentemente do tamanho e de fazer trabalhos remunerados, a divulgação de recebidos e trabalhos em troca de brand experience se mantém.

Apenas 18% dos criadores possuem renda total vinda do marketing de influência. Contudo, quanto maior o crescimento da audiência do creator, a possibilidade de contratos e ações publicitárias pagas aumenta consideravelmente.

À medida em que a base de seguidores de um criador cresce, aumenta também a importância da criação de conteúdo como fonte de renda. A Squid destaca alguns dados que merecem atenção especial:

Para ¼ dos creators nas faixas 50 a 100, 100 a 200 e 20 a 500k de seguidores, a criação de conteúdo não representa valores expressivos na renda, com a realização apenas de trabalhos esporádicos ou não remunerados. Até entre os com mais de 1 milhão de seguidores, cerca de 35% não trabalha apenas com criação de conteúdo, mas para 57% é o principal trabalho.

Segundo a Squid, conforme o criador passa a ser remunerado pelo trabalho, ele contrata pessoas para auxiliá-lo. Como resultado, os conteúdos passam a ser cada vez mais profissionais, com a contratação de especialistas em áreas como fotografia e edição, que completam suas habilidades.

Isso gera um círculo virtuoso, uma cadeia empregatícia. “Quando pensamos em Creators Economy, é necessário entender toda a movimentação socioeconômica que este novo formato de mercado consegue gerar”, reflete o relatório. No entanto, entre os criadores com mais de 500 mil seguidores, 6 em 10 trabalham sem auxílio ou equipe.

NANO até 10 mil

1/3 nunca realizou nenhum tipo de trabalho ou parceria

Menos de 20% já fez algum trabalho remunerado

5% já assinou algum contrato com marca

MICRO até 50 mil

84% já fez parceria ou permuta & divulgação de recebidos

Metade já foi remunerado pontualmente

Apenas 25% já assinou algum contrato com marca

MEZZO 50 a 200 mil

Cerca de 80% já fez parceria, permuta ou divulgação de recebidos

Aproximadamente 57% já realizou trabalhos pontuais

1/3 já teve algum contrato com marcas

MACRO + 500 mil

Por volta de 80% já fez parceria, permuta ou divulgação de recebidos

Cerca de 65% já fez trabalhos remunerados

Metade já assinou contrato com marcas

Leia mais:
Quem compra mais com base em recomendações: geração Z ou millennials?

Top of Mind “inspiração”

Nessa categoria, que trouxe mais de 1.900 nomes citados espontaneamente, uma das perguntas feitas aos participantes foi sobre de muitos influenciadores terem iniciado suas trajetórias de forma modesta e tímida e terem chegado aonde chegaram. E por isso se tornaram uma inspiração.

Virginia Fonseca possui duas vezes mais menções como fonte quando é lembrada do que quando é vista como inspiração e Gkay não figura no top 10. Além disso, o relatório da Squid destaca diversas menções relacionadas a “não tenho uma fonte de inspiração” e “eu”.

Confira os TOP 10 inspiradores:

Top of Mind “os mais lembrados”

Uma das percepções do estudo é que na criação de conteúdo os creators se unem para apoiar um ao outro. “Existe entre os creators a ideia de que todos possam crescer e se desenvolver na profissão de forma conjunta, na qual o topo é para todos. É possível verificar uma visão de fortalecimento do segmento, reconhecimento e inspiração nesse setor. Por exemplo, um criador fala sobre o outro e incentiva que ele seja igualmente seguido por sua base”, reforça Duda Dias.

O estudo também ouviu os nomes mais lembrados pelos creators brasileiros. Os criadores mais lembrados são, não apenas gigantes em tamanho de base, mas possuem em comum o fato de terem começado pequenos, além de serem pessoas que ascenderam socioeconomicamente por meio da criação de conteúdo. Confira o ranking abaixo:

Conheça o Mundo do CX

O Censo dos Criadores de Conteúdo do Brasil (CCCB) é o primeiro raio-x completo do criador de conteúdo brasileiro. O estudo proprietário da Squid foi realizado pelas áreas de Business Intelligence e Market Insights.

A pesquisa coletou dados de mais de 4.500 creators brasileiros durante o período de 01 a 31 de janeiro de 2023, e apresenta um total de 98.5% de índice de confiabilidade.



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