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Maioria dos brasileiros defende regras que incentivem inovação com IA

Maioria dos brasileiros defende regras que incentivem inovação com IA

Pesquisa mostra apoio a mais investimentos em IA e alerta contra regulações que possam afastar empresas e frear o avanço tecnológico.
Pesquisa mostra apoio a mais investimentos em IA e alerta contra regulações que possam afastar empresas e frear o avanço tecnológico.
Foto: Shutterstock.
Pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com a OpenAI mostra que a maioria dos brasileiros defende uma regulação equilibrada da IA, sem travar inovação ou afastar investimentos. Com a tecnologia já presente no dia a dia, a população pede mais investimentos, diálogo entre setores e soluções que respeitem a cultura brasileira. O recado ao Congresso é claro: regras são necessárias, mas sem frear o avanço e o potencial econômico da IA no País.

Enquanto o Congresso Nacional discute o Projeto de Lei da Inteligência Artificial (PL 2338/2023), dados mostram que o Brasil quer avançar e não travar o desenvolvimento da tecnologia. É o que mostra uma pesquisa nacional do Instituto Locomotiva, realizada em parceria com a OpenAI. O levantamento revela uma ampla maioria favorável a regras equilibradas e a mais investimentos em Inteligência Artificial (IA).

Segundo o levantamento, 68% dos brasileiros com acesso à internet afirmam que a regulação da IA não pode impedir a inovação. A percepção é reforçada por outros dados expressivos: 73% defendem que o País precisa investir mais na tecnologia para garantir competitividade global e não ficar para trás, enquanto o mesmo percentual enxerga a Inteligência Artificial como um motor estratégico de crescimento econômico.

A preocupação com possíveis excessos regulatórios também aparece com força. Para 54% dos entrevistados, normas muito rígidas acabam prejudicando os próprios usuários. Já 64% acreditam que o Brasil deve evitar regulações que afastem empresas estrangeiras e reduzam investimentos no País. Um sinal de alerta em um momento em que o cenário global disputa talentos, capital e inovação.

Mais do que regras, os brasileiros pedem diálogo. Para 73% dos participantes, o desenvolvimento responsável da IA exige uma construção conjunta, envolvendo governo, especialistas, empresas nacionais e gigantes internacionais de tecnologia.

IA já faz parte da rotina

O estudo também mostra que a IA deixou de ser um conceito distante e passou a integrar o dia a dia dos brasileiros. Hoje, 92% dos internautas afirmam conhecer ao menos um pouco sobre IA. Já 56% dizem compreender bem o que a tecnologia representa. Na prática, 62% já utilizam ferramentas de IA para aprender ou estudar.

A percepção de utilidade é quase unânime. Mais de 84% reconhecem que a Inteligência Artificial pode ajudar em tarefas cotidianas, como trabalhar, organizar finanças, gerenciar atividades domésticas, obter dicas de negócios, fazer compras e até produzir arte. A tecnologia, portanto, não é vista apenas como uma promessa futura, mas como uma aliada concreta no presente.

Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, os dados revelam um desejo por uma IA conectada à realidade do País. “Quando pedem mais investimento e uma regulação equilibrada, estão dizendo que inovar é importante demais para ficar parado. O Brasil quer uma IA que fale português, entenda nossa cultura e ajude no dia a dia, do estudo ao trabalho. Esse movimento revela um País atento às transformações tecnológicas e disposto a participar das decisões que moldam seu futuro digital”, afirma.

Português, cultura e acesso amplo

A pesquisa também aponta expectativas claras sobre como a tecnologia deve evoluir no Brasil. Para 71% dos entrevistados, a IA precisa ser treinada para falar português e compreender a cultura brasileira, algo que depende diretamente do uso responsável de dados. Além disso, 70% defendem que o acesso seguro à Inteligência Artificial deve ser um direito amplo. Ou seja, sem barreiras financeiras ou licenças que limitem seu uso.

Outro ponto sensível aparece no debate sobre direitos autorais. Para 57% dos brasileiros, essas regras não podem se tornar um obstáculo para que a tecnologia seja treinada e desenvolvida no País. Indicando, portanto, a necessidade de soluções que conciliem proteção intelectual e avanço tecnológico.

O levantamento ouviu 1.000 pessoas com mais de 18 anos, em todo o território nacional, todas com acesso à internet. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

Em meio às discussões legislativas, os dados reforçam que a sociedade brasileira quer participar do futuro da IA. Com regras, sim, mas sem perder o ritmo da inovação.

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