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Jusbrasil consolida plataforma como ambiente de IA jurídica

Jusbrasil consolida plataforma como ambiente de IA jurídica

Com mais de 500 mil novas ações por ano, nova fase da plataforma aposta na democratização da inteligência jurídica.
Daniela Panteliades explica como o JusIA busca acelerar a análise jurídica e melhorar a resposta ao consumidor. Foto: Divulgação/Jusbrasil.
Daniela Panteliades explica como o JusIA busca acelerar a análise jurídica e melhorar a resposta ao consumidor.
Foto: Divulgação/Jusbrasil.
A judicialização do consumo no Brasil segue alta, com milhões de processos impulsionados por conflitos mal resolvidos, especialmente em bancos e telecom. O Jusbrasil lança o JusIA, ampliando o acesso à IA jurídica para advogados e prometendo decisões mais rápidas, consistentes e acessíveis. A tecnologia tende a reduzir desigualdades no acesso à Justiça e melhorar a experiência do consumidor, com mais agilidade e segurança.

A judicialização do consumo no Brasil segue em alta e o consumidor sente isso na prática. Em 2025, o Judiciário recebeu 39,7 milhões de novos processos, o equivalente a mais de 100 mil ações por dia, segundo o Conselho Nacional de Justiça.

Por trás desse volume está um padrão que se repete. Conflitos cotidianos mal resolvidos, especialmente em setores como bancos e telecomunicações, continuam empurrando milhões de brasileiros para a Justiça.

É nesse contexto que o Jusbrasil anuncia uma mudança que pode redesenhar essa relação: transformar sua plataforma em um ambiente completo de trabalho jurídico com Inteligência Artificial – agora acessível a todos, inclusive em planos gratuitos. Mais do que uma inovação para advogados, o movimento aponta para o potencial de reequilibrar o acesso à Justiça para o consumidor.

Quando o problema não é só o direito

Fato é que o maior obstáculo do consumidor não é saber que tem um direito. É conseguir exercê-lo.

A desigualdade estrutural do sistema jurídico brasileiro ainda pesa, e o evento de lançamento da plataforma JusIA, realizado no MASP no dia 13 de abril, trouxe esse ponto de forma direta. “O direito favorece quem tem mais estrutura. Quem pode pagar mais, tem mais acesso – e isso torna o jogo muito desigual”, afirma Rafael Costa, CEO e fundador do Jusbrasil.

A promessa agora é outra. “Estamos abrindo as portas da inteligência jurídica mais confiável do Brasil para toda a classe, não apenas para quem pode pagar mais”, completa.

Dados apresentados durante o evento reforçam a escala dessa transformação: mais de 300 mil profissionais do Direito já utilizam o JusIA mensalmente, com centenas de milhares de interações diárias – movimento que aponta para a consolidação da Inteligência Artificial como infraestrutura do trabalho jurídico.

No palco, Rafael Costa apresenta os números que mostram a escala da adoção do JusIA.
Foto: Divulgação/Jusbrasil.

Nesse ínterim, isso significa que ferramentas que antes estavam restritas a escritórios estruturados passam a chegar a uma base muito mais ampla de profissionais – o que, inevitavelmente, impacta o consumidor na ponta. Hoje, mais de 80% dos advogados brasileiros estão cadastrados na plataforma, que reúne mais de 7 bilhões de documentos jurídicos, escala que ajuda a explicar o alcance dessa transformação.

Do caos jurídico à decisão mais rápida

Se o consumidor moderno é imediatista, o sistema jurídico ainda funciona em outro ritmo: lento, complexo e fragmentado.

Diante desse cenário, a proposta da nova fase da plataforma é justamente atacar esse gargalo. “Não se trata mais só de pesquisar jurisprudência. A ideia do JusIA é acompanhar o raciocínio jurídico do início ao fim”, explica Daniela Panteliades, gerente de Produto no Jusbrasil.

Na prática, isso se traduz em ganhos concretos no dia a dia:

  • Em primeiro lugar, menos tempo para analisar um caso;
  • Por consequência, mais consistência nas decisões;
  • E, óbvio, respostas mais rápidas para o cliente.

Ou seja, quanto mais rápido um advogado entende, estrutura e atua, mais rápido seu cliente vê o resultado. E com o consumidor não é diferente.

Além disso, o avanço não acontece apenas no uso individual. Hoje, mais de 300 organizações – entre instituições públicas e empresas – já utilizam a tecnologia em seus fluxos jurídicos, ampliando o impacto da automação para além do profissional autônomo.

Menos “alucinação”, mais confiança

Um dos maiores medos quando se fala em Inteligência Artificial no Direito é a confiança. Afinal, é possível confiar nas análises feitas por uma IA?

Dados apresentados pelo Jusbrasil no evento mostram que a solução liderou 70% das avaliações em um estudo com advogados; e registrou 43% menos “alucinações” que outras ferramentas.

“A ferramenta analisa, verifica e fundamenta cada informação. O advogado consegue rastrear exatamente de onde veio”, reforça Daniela.

Para o consumidor, isso se traduz em menos erro e mais segurança nas decisões que impactam sua vida.

O impacto invisível que chega ao consumidor

Não é todo consumidor que usará o JusIA diretamente. Ainda assim, vai sentir seus efeitos. Isso porque, no fim do dia, essa transformação acontece nos bastidores e se revela na experiência.

Na prática, isso se traduz em:

  • Respostas mais rápidas;
  • Menos retrabalho;
  • Melhor fundamentação;
  • Mais previsibilidade.

E, principalmente, em mais equilíbrio na relação com empresas que já operam com estrutura jurídica robusta. “Não estamos substituindo o advogado. Estamos potencializando o trabalho dele”, disse Daniela. “E isso muda tudo.”

O lançamento do JusIA acontece em um momento simbólico. O Conselho Nacional de Justiça aponta um estoque de cerca de 75 milhões de processos em tramitação no País, em janeiro de 2026. Ao mesmo tempo, o volume de demandas consumeristas continua pressionando o sistema e evidencia a dificuldade de resolver, na origem, conflitos que seguem se repetindo.

Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser diferencial e, automaticamente, passa a ser alicerce. Em síntese, ao reposicionar a plataforma como infraestrutura do trabalho jurídico, ou, nas palavras da empresa, um “sistema operacional” da advocacia, o Jusbrasil promove uma mudança mais profunda: transforma a tecnologia de ferramenta em base que estrutura a forma como as decisões são construídas.

Assim, a pergunta já não é mais se a Inteligência Artificial será usada. É quem terá acesso a ela. E, pela primeira vez, a resposta começa a mudar.

IA deixa de ser tendência no Direito

Mais do que um movimento isolado, esse avanço acompanha uma transformação clara e já em curso dentro da própria advocacia. Segundo levantamento recente com mais de 1.500 profissionais do Direito, 78% já se consideram usuários frequentes de Inteligência Artificial, enquanto 94% acreditam que a adoção tende a crescer nos próximos anos.

Por consequência, mais do que números, o dado revela uma mudança de mentalidade: a IA deixa de ser vista como apoio pontual e passa a ocupar um papel estrutural na rotina jurídica. Na prática, isso significa que tarefas antes manuais (como pesquisa, análise de precedentes e estruturação de peças) passam a ser automatizadas ou aceleradas, liberando tempo para decisões mais estratégicas. Ao mesmo tempo, cria-se um novo padrão de produtividade e eficiência, que redefine o que é considerado um bom atendimento jurídico.

Para o consumidor, essa mudança é silenciosa. Ao mesmo tempo, decisiva. À medida que a tecnologia se consolida como parte do fluxo de trabalho, a tendência é de respostas mais rápidas, maior consistência nas orientações e uma redução na assimetria entre quem busca um direito e quem tem estrutura para defendê-lo.

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CAPA: Camila Nascimento
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