O ano de 2024 foi marcado por uma onda de experimentação de novas tecnologias, e em diversas áreas das companhias. Mesmo diante dos desafios, essas iniciativas geraram lições que podem resultar em estratégias mais eficazes. Diante disso, o foco em 2025 será manter as inovações e, ao mesmo tempo, garantir aprendizados para decisões futuras. Para isso, é importante manter a atenção sobre as tendências tecnológicas e de segurança que moldarão o ano. O relatório “Predictions 2025: Technology & Security“, da Forrester Research, traz um panorama que mostra tanto oportunidades quanto desafios para empresas que buscam avançar nesse mercado competitivo.
A aceleração da adoção de AIOps
Uma das principais previsões do relatório é o aumento significativo no uso de plataformas AIOps (operações assistidas por Inteligência Artificial). Essas soluções prometem melhorar o julgamento humano ao fornecer dados contextualizados, automatizar a remediação de incidentes e potencializar os resultados comerciais. Contudo, a transição para o AIOps não é simples: os desafios de implantação incluem a necessidade de uma arquitetura robusta, cultura organizacional adaptada e práticas de segurança aprimoradas. Apesar disso, espera-se que essa tecnologia tenha um impacto duradouro na redução da dívida tecnológica, que se encontra em níveis críticos em muitas empresas.
O ROI da IA em perspectiva
Embora a Inteligência Artificial (IA) esteja transformando a experiência do cliente, a produtividade e até mesmo gerando novas fontes de receita, as expectativas em torno do retorno sobre o investimento (ROI) estão sendo revisadas. Segundo a pesquisa da Forrester, 49% dos executivos esperam retorno em até três anos, enquanto 44% preveem ROI entre três e cinco anos. Essa impaciência pode levar algumas organizações a interromper investimentos, o que seria um erro estratégico. O relatório recomenda que as empresas alinhem suas estratégias de IA a objetivos de longo prazo, escolhendo casos de uso que maximizem os dados e o conhecimento único de cada organização.
A revolução dos TuringBots
Os TuringBots, ferramentas de desenvolvimento que utilizam IA generativa, tem remodelado o ciclo de vida do desenvolvimento de software. Essas soluções não apenas automatizam tarefas, mas também geram documentos de requisitos, produzem feedbacks escaláveis e criam modelos de infraestrutura. Segundo a Forrester, 30% das equipes acelerarão seus ciclos de desenvolvimento utilizando TuringBots em 2025, capitalizando os avanços recentes em IA multimodal e a expansão das capacidades de processamento de modelos de linguagem.
Multas por violações da lei de IA da UE
Outro ponto do relatório é a previsão de que a União Europeia aplicará, em 2025, a primeira multa a um provedor de IA generativa por violação da Lei de IA da União Europeia. Essa regulamentação exige que provedores divulguem as fontes de treinamento de seus modelos e compartilhem resultados de testes adversários. As empresas usuárias desses modelos precisam estar preparadas, examinar seus fornecedores com cautela e documentar as evidências necessárias para mitigar riscos de conformidade. À medida que a regulamentação se intensifica, o esperado é um aumento na colaboração entre autoridades e provedores para evitar penalidades.
A evolução das arquiteturas de agentes de IA
As arquiteturas de agentes de Inteligência Artificial, que prometem levar a IA generativa para tarefas mais complexas, ainda enfrentam desafios significativos. Com estruturas complicadas e necessidades de integração avançadas, a previsão é que 75% das empresas que tentarem criar essas soluções internamente falharão. Como alternativa, muitas recorrerão a consultorias ou optarão por agentes integrados em softwares de fornecedores estabelecidos. A Forrester sugere que as organizações adotem uma abordagem pragmática, contando com parceiros especializados para navegar pelas limitações tecnológicas atuais.
O crescimento da nuvem privada
A computação local tem retomado seu espaço devido a preocupações com soberania, custos e segurança de dados. A maioria das grandes empresas já adota uma abordagem de nuvem híbrida e investirá ainda mais em nuvem privada para cargas de trabalho que exigem armazenamento e processamento de dados no local para segurança, privacidade e conformidade regulatória. Elas ainda têm reforçado investimentos em nuvens privadas para lidar com cargas de trabalho que exigem maior controle sobre os dados. Em 2025, a previsão é de que os principais provedores de nuvem pública aumentem sua presença nesse segmento. Ao mesmo tempo, o crescimento da nuvem privada ocorrerá em paralelo ao da nuvem pública.
Planejamento baseado em lições aprendidas
Por fim, o relatório destaca a importância de aprender com as experiências anteriores. Em 2024, muitas organizações experimentaram tecnologias emergentes e ajustaram suas estratégias em resposta às mudanças no mercado. Para 2025, a recomendação é que os líderes de tecnologia e segurança priorizem inovações que ofereçam valor real, evitando distrações e erros causados por pressões de curto prazo. Essa abordagem pragmática deve equilibrar a ousadia com a prudência, permitindo que as empresas continuem inovando sem comprometer a sustentabilidade de longo prazo.
*Foto: Shuttestock.com






