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O papel das empresas na educação financeira

O papel das empresas na educação financeira

Para executiva da Serasa, organizações têm o dever de disseminar a educação financeira e evitar a inadimplência de seus colaboradores.
Uma pessoa deposita uma moeda em um cofrinho no formato de um porco cor de rosa claro.
Uma pessoa deposita uma moeda em um cofrinho no formato de um porco cor de rosa claro.
Foto: Shutterstock.

A educação financeira desempenha um papel fundamental na promoção da estabilidade econômica e no combate à inadimplência. À medida que as sociedades evoluem e as transações financeiras se tornam mais complexas, a necessidade de compreensão e gestão adequada dos recursos financeiros torna-se premente. 

Nesse cenário, as empresas desempenham um papel crucial como agentes de disseminação de conhecimento e práticas saudáveis de gestão financeira. Ao investirem na educação financeira de seus colaboradores, as organizações não apenas fortalecem a resiliência financeira de seus funcionários, mas também contribuem para a prevenção da inadimplência, fomentando uma cultura de responsabilidade financeira.

As companhias podem assumir um papel proativo na promoção da educação financeira, oferecendo programas de treinamento e recursos educativos que capacitam os colaboradores a tomar decisões informadas sobre suas finanças pessoais. Essas iniciativas não apenas beneficiam os indivíduos, mas também têm impactos positivos na cultura organizacional, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo. 

A prevenção à inadimplência, nesse contexto, torna-se um objetivo tangível, uma vez que colaboradores financeiramente educados estão mais propensos a gerenciar suas dívidas de maneira consciente e a evitar comprometimentos financeiros desfavoráveis.

Além disso, as empresas desempenham um papel significativo ao incorporar práticas transparentes e éticas em suas operações financeiras. A adoção de políticas que promovem a transparência nas transações, a clareza nas condições de pagamento e a oferta de soluções flexíveis em casos de dificuldades financeiras demonstram um compromisso com a prevenção à inadimplência. 

Educação financeira não deve ser tabu     

Quando o assunto é educação financeira, existe uma infinidade de iniciativas que poderiam ser adotadas pelas empresas e não se precisa ir muito longe para elaborar coisas complexas para serem efetivas. 

“Falar sobre o assunto abertamente já pode ajudar, e muito, as pessoas a começarem a tomar consciência sobre a relação com o dinheiro. Ações muito simples poderiam partir de benefícios, oferecidos pelo time de Recursos Humanos, workshops sobre organização financeira, assim como a maioria das empresas já promove para seus funcionários”, afirma Clara Aguiar, Especialista de Educação Financeira da Serasa

“Assim como existem debates e pacotes de benefícios para cuidar da saúde, alimentação e lazer, por exemplo, a educação financeira também é outro pilar importante para a vida de todas as pessoas. Introduzir esse assunto aos funcionários já ajudaria ao debate, para que seja ainda mais difundido e priorizado dentro e fora das empresas”, completa.

Afinal, quem tem educação financeira é quem sabe organizar o orçamento. Ter essa consciência ajuda a evitar as dívidas, porque, com conhecimento, é possível tomar melhores decisões financeiras. 

“A pessoa que busca educar-se financeiramente possui o ‘raio X’ das finanças, e sabe quais tipos de parcela pode assumir, seu teto de gastos e que o cartão não é uma extensão do salário. Se a pessoa tem o básico de conhecimento sobre educação financeira e tem o hábito de olhar para as próprias finanças, é muito difícil sair do controle. Consequentemente, o conhecimento acaba reduzindo a chance de ficar inadimplente”, explica a executiva.

Os obstáculos da inadimplência a
serem superados

Clara Aguiar diz que existem vários fatores externos que instigam esse cenário de inadimplência, incluindo a desigualdade social do país e o território de proporções continentais, por exemplo. Mas um fator muito importante, que vai na base dessas questões, é a educação, segundo a profissional. Infelizmente, quem mais precisa de educação financeira ainda é quem menos tem acesso a ela. 

Dessa forma, uma conscientização maior da importância de lidar com as finanças é muito importante em todas as classes sociais e em todos os Estados, assim como se fala de cuidados com a saúde, com a casa, entre outros. “É um caminho longo a ser trilhado, mas vemos uma evolução nos últimos anos. Temos uma infinidade de perfis, páginas, materiais e artigos na internet que contribuem para a democratização desse conhecimento em geral, atualmente”, descreve Clara Aguiar

Então, projetos como o da Serasa, que estimulam a educação financeira a partir desse hub de conteúdos gratuitos, ajudam muito nesse caminho. “Diariamente, criamos e trazemos esse debate com a leveza que o brasileiro vive a vida. A dica que fica é acompanhar essas conversas e buscar conhecimento, porque, inteirando-se sobre esse tema, é possível ter mais clareza para tomar decisões e melhorar a saúde financeira”, aconselha.

É hora de aprender!

A Serasa tem diversos projetos envolvendo educação financeira, porque sabe que não basta a renegociação de dívidas para a pessoa manter a saúde financeira em dia: mesmo a partir da regularização das pendências, se não tiver conhecimento e planejamento do dinheiro, o consumidor pode perder o controle novamente. 

Nas plataformas há um curso básico de finanças gratuito e uma infinidade de conteúdos para orientar as pessoas sobre como lidar com o dinheiro no dia a dia, de forma básica e fácil, sem complicações. São vários artigos e vídeos com assuntos sobre crédito, dívidas, organização, monitoramento de dados – tema que, muitas vezes, é negligenciado, mas muito importante, justamente, para não cair em prejuízos financeiros. 

“Também temos projetos com influenciadores e criadores de conteúdo, a partir de uma comunidade de creators, que abastecemos com debates sobre finanças, pesquisas sobre comportamento financeiro dos brasileiros e outros materiais exclusivos”, frisa a executiva. 

A proposta da companhia é difundir, a partir dessas audiências na internet, a mensagem de que é preciso falar sobre educação financeira para que as pessoas naturalizem esse assunto, que faça parte do dia a dia, e se torne um hábito. 

Os próprios canais oficiais também fomentam essa prática: são muitos conteúdos disponíveis gratuitamente nos blogs, nos perfis da Serasa nas redes sociais e o Serasa Ensina no YouTube, que, como o próprio nome já diz, ensina sobre educação financeira de forma descomplicada a todos os consumidores. 

“Cada vez mais, queremos que esse tema não seja mais um tabu e que as pessoas não se sintam desconfortáveis ao falarem sobre isso. Afinal de contas, precisamos lidar com dinheiro todos os dias na rotina e, por isso, podemos adotar a organização a nosso favor”, salienta Clara Aguiar. “Em nossa visão, educação é a chave para tomar decisões mais acertadas na vida financeira e conhecimento é esse poder de liberdade”.

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