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Cidade americana obrigará comércio a aceitar dinheiro

Cidade americana obrigará comércio a aceitar dinheiro

Prefeito da Filadélfia argumenta que lojas que não aceitam dinheiro como pagamento excluem população de baixa renda
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Enquanto muita gente está na contagem regressiva para o fim do dinheiro físico – ou pelo menos uma considerável redução nas notas circulantes – uma nova lei entrará em vigor na cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos, exigindo que a maioria das empresas locais aceite dinheiro como pagamento, indo na contramão do crescente uso de cartões ou de pagamentos digitais. A lei entrará em vigor em 1º de julho.

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O prefeito da cidade, Jim Kenney, assinou o projeto na semana passada depois de ter sido aprovado pelo conselho da cidade. Legisladores locais dizem que ajudará a aliviar o dia a dia de muitos moradores de baixa renda. “Com uma taxa de pobreza de 26% na cidade, o prefeito acredita em oportunidades iguais para todos”, disse Mike Dunn, diretor de Comunicação da prefeitura, em um comunicado enviado por e-mail, acrescentando que há esforços para melhorar o acesso a serviços bancários para os pobres. “Podemos resolver os obstáculos que enfrentam os sem-banco, precisamos remover quaisquer obstáculos que possam impedi-los de desfrutar de todas as comodidades desta cidade, comodidades prontamente disponíveis para os afortunados o suficiente para ter um cartão de débito ou crédito ”.

Mas Dunn ressalta que a nova lei, que contraria a tendência do fim do dinheiro, poderia prejudicar a economia local se os varejistas que preferem pagamentos digitais decidissem levar seus negócios para outro lugar. “Essa decisão vem apesar de nossas preocupações contínuas sobre como esta legislação pode impactar a inovação em nosso setor de varejo”, disse ele. “Continuaremos a monitorar isso, já que enfrentamos o desafio contínuo de crescimento de nossa economia, garantindo que o crescimento seja inclusivo.”

Um número crescente de varejistas vem adotando o uso de cartões de crédito e débito, bem como de carteiras digitais como a Apple Pay e a Google Pay, para vender seus serviços e produtos de forma a acelerar as transações e limitar o risco de roubo, e por isso acabam colocando em segundo plano o uso do dinheiro.

As compras em dinheiro caíram para 30% de todas as transações de varejo no ano passado, em comparação com 40% em 2012, segundo o Federal Reserve, o banco central norte-americano, destaca o USA Today. Principalmente entre a geração dos millennials: apenas 21% desse grupo usou dinheiro em suas compras, de acordo com pesquisa Gallup de 2016. Em 2011, esse percentual chegou a 39%.

Mas os defensores do projeto e outros críticos ao fim do dinheiro apontam que muitos consumidores de baixa renda estão em desvantagem quando os varejistas não aceitam dinheiro porque não têm contas bancárias, cartões de crédito ou identificação com foto.

Em 2017, 6,5% das residências dos EUA não possuíam membros com uma conta corrente ou de poupança e 20% não usaram uma plataforma de crédito ou cartão de crédito convencional.

Nova Jersey (NY) segue a Filadélfia e também já aprovou uma lei que impede os varejistas de proibirem dinheiro, assim como na capital Washington e em Nova York. Massachusetts baniu comerciantes sem dinheiro por 41 anos, segundo o USA Today.

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