O Nubank Arte Lab é o mais novo endereço do Nubank na capital paulista. Localizado no primeiro andar do Conjunto Nacional, o espaço conta com 2.700 metros quadrados e três ambientes complementares e modulares. A ideia é receber diferentes projetos, em múltiplos formatos da economia criativa, oferecendo novas experiências e possibilidades imersivas, interativas e sensoriais aos clientes do banco digital e ao público em geral.
Para isso, a proposta é integrar inovação e tecnologia no processo de encantamento do público, extrapolando os limites do que já é realizado em instituições de arte tradicionais. O desafio teve como inspiração as exposições imersivas realizadas na Europa e nos Estados Unidos, que também já chegaram ao Brasil nos últimos anos com diferentes propostas.
Mas, agora, o Nubank Arte Lab pretende ser esse ponto de encontro permanente na cidade. O projeto é assinado pelo escritório Jacobsen Arquitetura.
“Não há no mundo um país com a riqueza artística e cultura como o Brasil tem”, afirma Luiz Calainho, sócio da Aventura, uma das idealizadoras do projeto ao lado do Deeplab Project. “O espaço, essencialmente, terá em termos de conteúdo as artes visuais. Mas esse é um projeto multifacetado, com diferentes experiências dos mais diferentes formatos.”
Calainho ainda aponta que, com um espaço modular e complementar, há a possibilidade de realizar mais de uma experiência simultânea. “Demonstramos, assim, uma das grandes vocações do Nubank Arte Lab: ser um espaço vivo, com uma programação permanente, diversa e em constante transformação.”
Nubank além do banco
Mas, por que um banco digital está lançando essa espécie de museu imersivo?
A proposta do Nubank é criar experiências que vão além dos serviços financeiros. É algo que o banco já está realizando em diferentes esferas, como na aquisição dos naming rights do estádio do Palmeiras – agora Nubank Parque – e do Cine Copan, localizando no icônico edifício projetado por Oscar Niemeyer. No exterior, o banco digital também adquiriu os direitos para estampar sua marca do Nu Stadium, casa do Inter Miami.
“Hoje, o Nubank tem 115 milhões de clientes. Ele nasceu em São Paulo, então toda vez que pensamos em um projeto cultural, buscamos devolver tanto para a cidade que nos apoiou quanto para os nossos clientes”, explica Juliana Roschel, Vice-Presidente de Marketing e Growth do Nubank. “Essa estratégia busca transpor parte do nosso serviço financeiro junto com uma entrega de experiência e emoção para as pessoas.”
Mais do que isso, o Nubank Arte Lab se destaca como um ponto de conexão do cliente com a marca do banco digital – que hoje acontece de forma puramente digital, uma vez que não conta com agências.
Assim, clientes do Nubank contam com benefícios exclusivos, como 35% de desconto na compra de ingressos, além de descontos na loja das exposições. Ainda, clientes Ultravioleta possuem um espaço gastronômico dedicado na galeria.
“Com essas iniciativas, também queremos retribuir aos nossos clientes e a São Paulo, cidade onde o Nubank nasceu, com experiências que conectem arte, tecnologia e entretenimento”, afirma a executiva.
O Brasil imersivo de Tarsila
A primeira exposição em cartaz do Nubank Arte Lab é O Brasil de Tarsila, que revela o potencial imersivo do novo espaço. Nela, os visitantes podem tocar, sentir e mergulhar na arte única da artista brasileira. Projeções digitais ampliam a experiência sensorial com som original, narrativas audiovisuais e ambientações, que colocam o visitante dentro das diferentes pinturas.
É o caso de uma das salas imersivas, em que diferentes personagens e paisagens se mesclam, como o Abaporu, o Sapo e a Cuca, formando o quadro Antropofagia. Em outras salas, ventiladores transmitem a sensação de ventania da obra Eu não engulo.
Já um dos espaços representa um vagão de trem em que os visitantes podem se sentar nos bancos e ouvir narrativas de diferentes viagens feitas por Tarsila, enquanto leem e observam documentos históricos sobre as passagens da artista em diferentes países.
Ao todo, são 40 obras que inspiraram a exposição – entre pinturas, desenhos, esboços e ilustrações.

Foto: Divulgação/Nubank.
Entre a tradição e o contemporâneo
“A arte imersiva traz uma linguagem que junta conhecimento, alegra e envolvimento”, aponta Juliana Miraldi, curadora da exposição junto a Paola do Amaral Montenegro, sobrinha-neta de Tarsila e pesquisadora da artista. “Conhecer um artista e desenvolver uma arte não é simplesmente estar de um lado e olhar de uma maneira séria e emocional para isso. Existe um aprendizado que todos nós vivenciamos quando estamos diante de algo que nos encanta. O nosso propósito é algo que fique na memória.”
A curadora ainda aponta que as experiências imersivas na arte ainda são vistas com certa desconfiança, assim como os diferentes suportes que surgiram ao longo da história, como a fotografia e as instalações.
Mas, destaca que uma pesquisa robusta apoiou todo o trabalho da exposição, com revisão de escopo teórico com mais de 500 resultados em bases de dados internacionais, mapeamento de exposições realizadas sobre Tarsila, levantamentos de pesquisas e muito mais.
“Nosso objetivo foi criar uma exposição que circule entre o espaço da arte contemporânea, que traga essa linguagem sem perder parte do grande ganho que tivemos com a arte moderno na metade do século XX.”
“A gente quis trazer algo diferente, que de fato houvesse uma visão sobre as obras de Tarsila que ainda não são tão conhecidas”, aponta Paola. “É um formato moderno, de um jeito que no Brasil não existe nada melhor.”
Próximos passos
Até o dia 18 de agosto, o Vão Livre do MASP, também localizado na Avenida Paulista, recebe a intervenção Entre Cubos. Aberta ao público, a instalação propõe uma dinâmica interativa entre blocos cúbicos espelhados, que funcionam como “pixels tridimensionais”.
A estrutura, produzida pela Not So Impossible, reage em tempo real à presença e ao movimento das pessoas. Sensores que captam a interação humana. A tecnologia generativa, por sua vez, faz com que os cubos se iluminem, mudem de cor e criem novos padrões visuais.

Foto: Divulgação/Nubank.
Para o futuro, o Nubank Arte Lab já tem algumas próximas exposições mapeadas. Em setembro, o espaço receberá uma mostra em homenagem ao artista francês Georges Mathieu. Já no segundo semestre, o tema será a bossa nova brasileira. Em março de 2027, o personagem Snoopy ganhará sua própria exposição.
Para o Nubank, o futuro ainda não há definições já declaradas. “O nosso apetite vai na mesma velocidade em que os nossos clientes estão se envolvendo com esses temas”, destaca Juliana Roschel. “Tudo o que fazemos vai de encontro à relação com o nosso cliente. Queremos devolver algo, porque ele nos escolhe todos os dias.”





