/
/
Um em cada três brasileiros pretende apostar durante a Copa do Mundo

Um em cada três brasileiros pretende apostar durante a Copa do Mundo

Pesquisa mostra que maioria planeja gastar até R$ 50 por rodada e 80% reconhecem risco de vício
Pesquisa mostra que 37% dos brasileiros pretendem apostar durante a Copa do Mundo. Maioria planeja gastar até R$ 50 por rodada e 80% reconhecem risco de vício.
Legenda da foto
Shutterstock
Pesquisa da Hibou revela que 37% dos brasileiros pretendem fazer apostas durante a Copa do Mundo 2026. Embora a possibilidade de ganhar dinheiro e a diversão sejam os principais motivadores, a maioria pretende gastar até R$ 50 por rodada e manter o mesmo ritmo de apostas do restante do ano. O levantamento também mostra que 80% reconhecem o risco de vício associado às apostas esportivas e aponta a confiança como principal critério na escolha das plataformas. Além disso, especialistas recomendam verificar se a empresa opera sob o domínio .bet.br e possui autorização federal antes de apostar.

Na véspera de mais uma partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, milhões de torcedores já se preparam para torcer. Mas, para uma parcela crescente da população, essa experiência não se resume à assistir ao jogo e comemorar gols. Ela também passa pelas apostas esportivas.

Pesquisa inédita da Hibou, realizada entre 10 e 16 de junho com 1.120 brasileiros, mostra que 37% dos consumidores pretendem fazer apostas durante a competição. Na prática, isso significa que mais de um em cada três brasileiros planeja colocar algum dinheiro em jogo ao longo do Mundial.

O dado confirma a consolidação das apostas como parte do ecossistema de entretenimento esportivo. Ao mesmo tempo, revela um comportamento marcado por cautela financeira e preocupação com os riscos associados à atividade.

Copa amplia interesse por apostas esportivas

Grandes eventos esportivos costumam alterar hábitos de consumo. Durante a Copa do Mundo, aumentam as vendas de eletrônicos, alimentos para confraternizações, serviços de streaming e produtos relacionados ao futebol. Agora, as apostas também entram nesse pacote.

Segundo o levantamento, o principal incentivo para apostar é a possibilidade de ganhar dinheiro extra, apontada por 46% dos entrevistados. Logo atrás aparece a diversão, mencionada por 45%.

Além disso, 30% afirmam que apostam para tornar os jogos mais emocionantes, enquanto 21% acreditam ter conhecimento suficiente sobre futebol para transformar palpites em ganhos financeiros.

Para Ligia Mello, CSO da Hibou, a Copa potencializa um comportamento que já vinha sendo incorporado pelos consumidores brasileiros. “As apostas deixaram de ser apenas palpites isolados e passaram a integrar a experiência de entretenimento em tempo real, especialmente em eventos esportivos de grande alcance”, afirma.

Apostador brasileiro é mais intuitivo

Apesar da popularização das plataformas digitais e da enorme oferta de estatísticas, o perfil predominante está longe da figura do apostador profissional.

A pesquisa mostra que 45% se consideram apostadores casuais, que fazem apostas sem estratégias sofisticadas ou análises avançadas. Outros 32% afirmam ainda estar descobrindo como funcionam as plataformas e quais modalidades preferem.

Os perfis mais especializados representam uma minoria: apenas 17% se identificam como “punters”, focados em apostas pré-jogo, enquanto somente 6% se definem como “traders”, que acompanham o mercado em tempo real e ajustam suas posições durante as partidas.

Outro dado que chama atenção é a chegada de novos consumidores ao universo das apostas. De acordo com o estudo, 9% dos entrevistados pretendem fazer sua primeira aposta justamente durante a Copa do Mundo. Além disso, 21% começaram a apostar há menos de seis meses.

Os números sugerem que eventos esportivos de grande visibilidade continuam funcionando como porta de entrada para novos usuários, ampliando o alcance das plataformas. E muitos deles permanecem.

Maioria aposta até R$ 50 por rodada

Se o interesse cresce, o orçamento continua relativamente controlado. Mais da metade dos entrevistados (56%) afirma que pretende gastar, no máximo, R$ 50 por rodada durante a Copa. Outros 13% projetam desembolsar entre R$ 51 e R$ 100.

Apenas 4% planejam investir mais de R$ 500 por rodada. O comportamento também aparece quando os consumidores são questionados sobre a estratégia financeira para o torneio. Para 54%, os gastos permanecerão exatamente no mesmo patamar das apostas realizadas ao longo do ano.

Em contrapartida, apenas 17% admitem que pretendem aumentar os valores apostados por causa da Copa. Os dados indicam que, embora o Mundial estimule o interesse pelas bets, a maior parte dos consumidores procura evitar mudanças significativas no orçamento.

Confiança vale mais do que bônus

Em um mercado cada vez mais competitivo, a reputação das plataformas aparece como fator decisivo para os usuários.

Quando questionados sobre os critérios para escolher uma casa de apostas, 40% apontaram confiança e credibilidade como os atributos mais importantes. Na sequência aparecem:

  • Indicação de amigos e familiares (33%).
  • Promoções e bônus (29%).
  • Facilidade de uso da plataforma (25%).
  • Reconhecimento internacional da marca (24%).

O resultado sugere que a confiança continua sendo um ativo central em um setor que vem passando por regulamentações e maior escrutínio público.

Lotéricas ainda lideram a preferência

Mesmo com a expansão das plataformas digitais, as lotéricas seguem ocupando espaço relevante na rotina dos apostadores brasileiros. De acordo com a pesquisa, 66% dos entrevistados utilizam as loterias da Caixa para realizar ou acompanhar apostas esportivas.

Os aplicativos das próprias plataformas aparecem em segundo lugar, com 22%, seguidos pelos sites acessados via computador, com 20%.

O dado revela que a digitalização avança, mas ainda convive com canais tradicionais de atendimento e operação.

Consumidor reconhece risco de dependência

Talvez o dado mais relevante do levantamento esteja relacionado à percepção dos próprios consumidores sobre os riscos envolvidos.

Oito em cada dez brasileiros (80%) concordam que as apostas esportivas podem se transformar em um vício. Além disso, 34% afirmam já ter enfrentado algum impacto financeiro ou emocional decorrente das apostas em algum momento, ainda que para a maioria esses episódios tenham sido pontuais.

Entre os entrevistados:

  • 23% relatam impactos raros.
  • 5% dizem enfrentar o problema algumas vezes.
  • 4% afirmam lidar frequentemente com consequências negativas.

Os números mostram uma convivência cada vez mais complexa entre entretenimento, expectativa de ganho financeiro e preocupação com saúde mental.

Entre diversão e responsabilidade

A pesquisa da Hibou retrata um mercado que continua crescendo, especialmente durante eventos de grande mobilização popular como a Copa do Mundo.

Por um lado, as apostas se consolidam como parte da experiência esportiva para milhões de brasileiros. Por outro, a própria população demonstra consciência sobre os riscos associados ao hábito.

Nesse cenário, o Mundial de 2026 deve funcionar como mais um teste para entender até que ponto o avanço das apostas esportivas será acompanhado por práticas de consumo responsáveis e mecanismos efetivos de proteção aos usuários.

Segurança dos apostadores

Com a regulamentação do mercado de apostas, apenas empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, podem oferecer apostas esportivas e jogos online no País. As plataformas legalizadas utilizam o domínio “.bet.br” e podem ser consultadas em lista pública disponibilizada pelo governo federal.

Antes de realizar qualquer aposta, o consumidor pode verificar se a empresa está autorizada por meio do sistema oficial do governo. A medida busca aumentar a segurança dos usuários e reduzir riscos relacionados a plataformas irregulares.

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

Para a pesquisadora, consultora e historiadora Laura Trachtenberg Hauser, a tecnologia criou novos paradoxos que colocam a humanidade frente ao espelho.
As pessoas precisam reaprender o que significa viver na era da tecnoafetividade
Para a pesquisadora, autora e historiadora Laura Trachtenberg Hauser, a tecnologia criou novos paradoxos que colocam a humanidade frente ao espelho
Brasileiros já buscam controle e transparência na relação com o crédito, avalia diretor do Inter
Mudança no comportamento do consumidor e avanço da digitalização levam bancos a ampliar uso de dados e IA
O feed venceu a homepage. E isso mudou a forma de informar, vender e construir confiança
CM Responde: Qual é a principal fonte de informação dos brasileiros?
O feed venceu a homepage. E isso mudou a forma de informar, vender e construir confiança
Bruno Vieira, CEO da Ativos S.A., analisa o impacto da pressão financeira sobre o comportamento de crédito do consumidor.
Do consumo ao controle: como a pressão financeira mudou o brasileiro
Bruno Vieira, CEO da Ativos S.A., analisa o impacto da pressão financeira sobre o comportamento de consumo e a recuperação de crédito

Webstories

SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]


Leandro Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

Rodrigo Santinelo
rodrigo.santinelo@gpadrao.com.br

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Carolina Paes
Danielle Ruas 
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Gerente
Leonam Dias

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

Quem assiste futebol só pelo futebol? Parceria entre McDonald’s e Coca-cola pode estar em crise Você sabia que pode pagar mais por ser mulher? Rebeca Andrade – Ensinamentos e Aprendizados