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Boteco da CM: O “Tahto” que transforma empresas

Boteco da CM: O “Tahto” que transforma empresas

De monocliente a referência em CX, a Tahto mostra como cultura, pessoas e tecnologia podem redesenhar o futuro de um negócio.
De monocliente a referência em CX, a Tahto mostra como cultura, pessoas e tecnologia podem redesenhar o futuro de um negócio.
Foto: Consumidor Moderno.
Luís Ricardo Ferreira, CEO da Tahto, no Boteco da CM.
Tahto se reinventou após sair de um modelo monocliente ligado à Oi, apostando em estratégia, cultura e execução para se tornar uma empresa com mais de 30 clientes. A transformação teve como base o foco no humano, com cultura organizacional forte e uso equilibrado de tecnologia, sem depender exclusivamente de IA. A empresa consolidou sua jornada ao alinhar propósito e consistência, transformando sua história em diferencial competitivo e aprendizado estratégico.

O que faz uma empresa dar certo quando tudo parece apontar para o contrário? Em cenários de crise, reestruturação e incerteza, algumas organizações não apenas sobrevivem – elas se reinventam.

Foi exatamente esse o ponto de virada de uma empresa que, até poucos anos atrás, operava para um único cliente e dentro de um contexto desafiador. A história ganhou novos contornos quando estratégia, cultura e execução passaram a caminhar juntas com um propósito claro.

No Boteco da CM, videocast da Consumidor Moderno, Luís Ricardo Ferreira, CEO da Tahto, compartilha os bastidores dessa transformação. Uma jornada que mistura resiliência, decisões difíceis e uma visão consistente de futuro.

O desafio de reconstruir uma marca

Toda transformação começa por identidade. E, no caso da Tahto, isso significou se desvincular de uma origem forte. A empresa nasceu dentro do grupo Oi, atendendo exclusivamente a própria operação em um momento delicado de recuperação judicial.

O desafio era claro e complexo. Como pegar uma estrutura robusta, com expertise operacional acumulada, e transformá-la em um negócio relevante para o mercado? Foi aí que surgiu a Tahto como marca, acompanhada de uma reestruturação profunda que envolveu produtos, tecnologia, governança e posicionamento.

“Tudo estava certo para dar errado”, relembra o CEO. Ainda assim, a empresa apostou no básico bem-feito, combinando disciplina com uma visão clara de mercado. O resultado veio de forma consistente: de monocliente para mais de 30 empresas atendidas, em diferentes segmentos.

O “H” no meio do negócio

No centro dessa transformação está um detalhe simbólico – e poderoso. O “H” no nome Tahto não está ali por acaso. Ele representa o humano no meio da tecnologia, das decisões e da operação.

Essa filosofia se traduz em práticas concretas. A empresa acompanha, por exemplo, o estado emocional dos colaboradores diariamente, usando tecnologia para identificar sinais simples e agir rápido. Em um dos casos, uma mudança de cidade foi resolvida a partir de um check-in emocional, impactando diretamente a vida de dois funcionários.

Mais do que processos, são histórias que constroem cultura. Como a de uma assistente social que mobiliza ações internas e externas de impacto, reforçando um ambiente onde pertencimento e cuidado caminham lado a lado. “Tem coisas que vão muito além do crachá”, resume Luís Ricardo.

Tecnologia com propósito: nem tudo é sobre IA

Em meio à aceleração tecnológica, a Tahto aprendeu que adotar inovação não é sobre velocidade, é sobre contexto.

A Inteligência Artificial, apesar de promissora, não é uma solução universal. O verdadeiro diferencial está em entender onde ela faz sentido e como equilibrá-la com o fator humano. “A tecnologia está disponível. A grande questão é como e quando usar”, explica o executivo.

Essa visão mais madura evita frustrações comuns no mercado e reforça um ponto essencial: experiência do cliente não se constrói apenas com ferramentas, mas com entendimento profundo do negócio.

Quando a história vira estratégia

Nem toda empresa transforma sua trajetória em aprendizado estruturado, e menos ainda em conteúdo compartilhado. Na Tahto, essa virada ganhou forma em um livro: Um novo sentido.

A obra nasce de uma reflexão estratégica sobre os cinco anos da marca. Ao revisitar decisões, desafios e conquistas, a empresa percebeu que sua história reunia, na prática, conceitos sólidos de marketing, posicionamento e execução. “A gente viu que tinha uma história muito legal para contar”, explica.

Mais do que um registro institucional, o livro reúne vozes de colaboradores, clientes e parceiros, transformando a jornada em um case real de transformação. Um retrato de como disciplina, propósito e consistência podem, sim, virar diferencial competitivo, mesmo quando o cenário inicial não ajuda.

No fim das contas, a história da Tahto não é só sobre crescimento. É sobre dar um novo sentido à cultura, à estratégia e às relações dentro e fora da empresa.

Ficou curioso para conhecer todos os bastidores dessa transformação? Então vale dar o play no episódio completo do Boteco da CM!

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