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A resiliência da Tahto em um ambiente incerto do Grupo Oi

A resiliência da Tahto em um ambiente incerto do Grupo Oi

Mesmo no cenário de recuperação judicial, empresa de BPO do Grupo tem operação saudável e planos de crescimento em curso; entenda.
Tahto
Apesar do cenário turbulento envolvendo a Oi, a Tahto seguiu operando de forma independente e com estabilidade. Em 2025, registrou crescimento em clientes, equipes, unidades e iniciativas de inovação. Agora, entra em nova etapa com a venda como UPI, que tende a impulsionar ainda mais sua expansão.

No último mês, a recuperação judicial do Grupo Oi voltou a ser pauta após uma decisão decretar a falência da companhia e ser revista poucos dias depois, mantendo o processo em andamento. O cenário, naturalmente, gerou dúvidas no mercado, inclusive sobre a atuação da Tahto, empresa vinculada ao Grupo.

Para entender esse momento e esclarecer como a especialista em CX e BPO segue operando, a Consumidor Moderno conversou com Luís Ricardo, CEO da Tahto. Sem hesitar, ele afirma que a empresa está “apartada do contexto da Oi”.

“Com ou sem recuperação judicial do Grupo, a Tahto tem sustentabilidade e vai seguir seu plano solo. Não temos recursos comprometidos. Pelo contrário, não estamos nem na metade da nossa curva de capacidade de crescimento”, enfatiza.

A segurança da fala é fruto de uma estratégia muito bem estruturada, que acompanha a empresa há cinco anos. Após um spin-off, a Tahto deixou de ser monocliente e se abriu para o mercado já com a premissa de autonomia: um dos primeiros movimentos foi garantir uma separação clara – fiscal, financeira e de gestão – em relação ao Grupo Oi.

“Em paralelo, geramos resultados consistentes que garantiram a nossa credibilidade. Quando todas as empresas do Grupo foram avaliadas em sua saúde financeira, a Watchdog classificou a Tahto como empresa sólida e sustentável.”

Uma aula de resiliência

Se a separação estrutural em relação ao Grupo Oi foi decisiva para garantir a sustentabilidade da Tahto, outro grande teste veio quando a recuperação judicial ganhou mais espaço nas manchetes e nas discussões do mercado. Clientes, parceiros fornecedores e colaboradores da empresa passaram a demonstrar preocupação.

Luis Ricardo, CEO da Tahto

“Esses três stakeholders estavam, com razão, muito pressionados por tudo o que viam sair na mídia. Ao mesmo tempo, nós tínhamos a preocupação de não deixar que informações incompletas ou tendenciosas contaminassem a percepção sobre a Tahto”, lembra Luís Ricardo.

Do lado dos clientes, a principal dúvida era clara: haveria algum risco para as operações? A resposta da Tahto foi reforçar, em todas as conversas, que a empresa seguia preservada, com estabilidade financeira e operacional, e que nenhum contrato seria impactado.

Com os fornecedores parceiros, o cenário era outro. Em alguns momentos, a empresa precisou seguir trâmites determinados pela Justiça. Em vez de deixar espaço para interpretações, a gestão optou por explicar cada passo, sempre amparada pela credibilidade construída ao longo dos anos.

Já no relacionamento com os colaboradores, a prioridade foi a comunicação interna. “Perguntavam se o salário ia atrasar, se a rotina seria afetada. Fomos totalmente transparentes: explicamos o contexto, mostramos os números e reafirmamos que a vida seguiria normalmente. Foi exatamente o que aconteceu”, lembra Luís.

Dessa forma, transparência, diálogo e assertividade se tornaram pilares essenciais da governança. Ao se preocupar em não alimentar rumores ou minimizar o contexto, a Tahto transformou a gestão de crise em uma verdadeira aula de resiliência.

Como resultado, a empresa não perdeu nenhum cliente ou fornecedor, além de ter mantido os colaboradores engajados com o #JeitoTahtodeSer – entregando visão consultiva para experiências de excelência.

Crescimento concreto

Mas não para por aí. As ações da Tahto em 2025 foram muito além da gestão de crise: a empresa cresceu, se diversificou e ampliou sua presença em diferentes regiões do Brasil.

A carteira de clientes ganhou seis novas empresas, reconhecidas pelo alto nível de exigência em experiência do cliente. Com isso, a Tahto ampliou sua atuação em diferentes segmentos e reforçou seu posicionamento como uma das operações de CX e BPO mais competitivas do País.

Internamente, 344 colaboradores foram promovidos, reforçando a cultura de desenvolvimento contínuo. Além disso, 21 novos líderes (de coordenadores a superintendentes) foram contratados, em um movimento que fortalece a governança e prepara a empresa para a próxima fase de expansão.

Para sustentar a chegada de novos clientes e a ampliação das operações, a Tahto inaugurou três novos sites, reforçando a presença em Aracaju, Rio de Janeiro e Salvador. As unidades seguem o padrão da companhia: ambientes modernos, desenhados para produtividade, conforto e experiência positiva para os times.

“Seguimos nosso plano de investimentos sem interrupções. Estávamos preparados para crescer, e crescemos”, comemora Luís Ricardo.

4 pilares

Esse avanço passa por uma arquitetura de inovação estruturada em quatro pilares estratégicos: EvOnPeople, DX – Digital Xperience, SmartForecast e Guilda.

Neste ano, a Tahto reforçou suas iniciativas transformando em ecossistemas vivos, capazes de evoluir todos os aspectos da jornada do cliente.

O EvOnPeople reúne ferramentas de IA para recrutamento e seleção, análise de perfis, treinamento otimizado e jornadas que reduzem a curva de aprendizado, garantindo qualidade desde o primeiro dia de operação. Enquanto isso, a Guilda gamifica a jornada dos agentes de atendimento, gerando mais engajamento, qualidade e produtividade.

Já o SmartForecast, com suas projeções para volumes de chamadas, vendas, retenção e outras demandas operacionais, oferece cada vez mais precisão para decisões estratégicas. E o DX – Digital Xperience se volta para soluções digitais e melhoria de processos para apoiar a simplificação de jornadas, o aumento de eficiência e a redução de atritos.

“Esses pilares são as nossas bases, mas eles não estão parados. Eles se sofisticam, ganham ramificações e crescem junto com as necessidades dos clientes”, explica Luís Ricardo.

O que vem pela frente

Agora, a Tahto se prepara para entrar em uma nova fase. A empresa segue no processo de venda como Unidade Produtiva Isolada (UPI), movimento que deve trazer um novo controlador e, junto com ele, mais capacidade de investimento – algo que Luís Ricardo enxerga como um divisor de águas.

Mesmo com sua atual controladora em um contexto complexo, a Tahto conseguiu um turnaround sólido e consistente, expandindo seu portfólio de clientes, soluções e sua capilaridade no País. Sem a restrição de sua controladora e com mais investimentos, o crescimento da Tahto promete ser ainda mais expressivo, acelerando o plano da empresa se posicionar entre os 5 maiores players do mercado.

A visão da Tahto

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