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“Os longos prazos para desenvolvimento e produtividade ficaram para trás”, diz CEO da Cielo

“Os longos prazos para desenvolvimento e produtividade ficaram para trás”, diz CEO da Cielo

A IA tem transformado o setor financeiro de forma contundente, criando oportunidades e desafiando as lideranças a implementá-la de forma ética.
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Foto: Shutterstock.

A rápida ascensão da Inteligência Artificial (IA) está impactando significativamente o setor financeiro. O Brasil, um dos mercados mais maduros do ponto de vista tecnológico, mas que ainda enfrenta desafios pontuais como educação financeira, por exemplo, vive agora um momento de grande expansão e novos desafios com a adoção intensa de IA.

Bancos e empresas deste setor estão em plena metamorfose, impulsionadas pela IA e novas regras. A IA chega não apenas criando novas oportunidades para serviços mais personalizados, eficientes e seguros, mas, desafiando as lideranças a implementá-la de forma ética, priorizando a confiança e a privacidade de seus clientes.

Nessa jornada, Estanislau Bassols, CEO da Cielo, vê com bons olhos toda essa transformação com novas tecnologias. O executivo diz que muitas práticas que hoje ainda são comuns tendem a ter processos ainda mais inteligentes e automatizados com IA, que podem otimizar a prevenção a fraudes, por exemplo.

Ele afirma que todo esse avanço também trará uma transformação ainda maior na relação entre consumidores e serviços financeiros. “A experiência tende a ser muito mais personalizada, automatizada e centrada no usuário, reduzindo fricções e tornando as interações entre clientes e empresas do setor mais fluidas e intuitivas”.

Futuro inteligente

Estanislau Bassols, CEO da Cielo.

Sobre segurança, ele diz que “é inimaginável hoje uma plataforma robusta de tecnologia funcionar sem uma detecção avançada de padrões de suspeitos”. “Automação e redução de alertas falsos para análises mais assertivas, monitoramento contínuo e respostas a ameaças, além de mapeamento de comportamentos financeiros, são soluções fundamentais dentro dessa relação entre instituições financeiras e clientes”, ressalta o executivo.

Olhando para o futuro do setor financeiro, Estanislau diz que processos de backoffice amplos devem utilizar cada vez mais ferramentas inteligentes para ter uma integração de soluções mais eficiente, com maior contribuição entre diferentes players e maior qualificação da estratégia de equipes. Ele avalia que isso também irá acelerar ainda mais a qualificação de profissionais e as respostas para clientes em processos que acontecem em todo o setor.

Concessão de crédito e análise de riscos

Estanislau diz que um exemplo claro deste avanço no setor é a concessão de crédito e análise de riscos, que já acontece de forma plena através de modelagem e Machine Learning no mercado há um bom tempo, mas, tende a se atualizar com a Inteligência Artificial trazendo hiperpersonalização e escala para maior eficiência em atividades operacionais e adequadas ao que o cliente precisa. “Com a IA e o Open Finance, esse processo poderá ser significativamente simplificado, tornando a análise mais ágil e precisa”, frisa.

Com o aumento do número de brasileiros endividados – 73,51 milhões de pessoas, conforme o último levantamento do Serasa – as empresas estão de olho em soluções para otimizar a recuperação de crédito sem comprometer a experiência do consumidor. Nesse contexto, a IA se destaca como uma ferramenta essencial de automação, análise e personalização na relação com clientes.

Qual o futuro do setor financeiro com IA?

Questionado sobre todos os avanços possíveis com Inteligência Artificial no setor financeiro, Estanislau é categórico: “Os longos prazos para desenvolvimento de produtos e produtividade de tecnologia ficaram para trás. A velocidade na utilização de modelagem de dados para o cliente final em cadeias integradas tende a derrubar o estigma histórico de grandes silos financeiros, evoluindo toda a estrutura desse setor para uma atuação mais voltada para cliente e de forma cross”, afirma.

Outra mudança, apontada por ele, é a maior digitalização dos meios de pagamento que levará à redução do uso exclusivo de cartões e de soluções físicas. “O crescimento das carteiras digitais, do tap on phone (solução que transforma o celular em máquina com pagamento por aproximação) e dos pagamentos instantâneos sugerem uma transição acelerada para métodos de pagamento de ‘Informação Interna’, integrados a dispositivos inteligentes e ao próprio ambiente digital”, explica Estanislau.

Nessa linha evolutiva, segundo pesquisa da própria Cielo, a adoção de novos canais de vendas já é uma realidade de grande parte dos varejistas. Mesmo aqueles que têm loja física utilizam o WhatsApp (81%) e as redes sociais (65%) para concluir vendas. O mesmo estudo afirma que 92% do varejo acredita que o dinheiro físico será substituído por outras formas de pagamento nos próximos dez anos. “Esse pode ser o ‘passado do setor’”, finaliza Estanislau.

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