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P, M ou G? Personalização vai deixar a modelagem de roupa obsoleta

P, M ou G? Personalização vai deixar a modelagem de roupa obsoleta

Para CEO da Levi Strauss, modelagem tradicional deixará de existir e dará lugar à produção personalizada de roupas
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Aqueles que dizem que a indústria da moda é cíclica estão certos. No passado, as roupas eram feitas sob medida com alfaiates e costureiras. Com a revolução industrial e a consolidação da indústria têxtil, as pessoas passaram a comprar peças com modelagem padronizada em tamanhos “pequeno, médio ou grande”.

Agora, a era das roupas sob medida é impulsionada por novas tecnologias que facilitam a produção de produtos customizados em massa.

Atualmente, a compra de roupas online ou a confecção de peças sob medida já podem ser feitas com mais facilidade, graças à tecnologia inteligente de modelagem humana em 3D, que reconstrói digitalmente a forma e o tamanho de uma pessoa com precisão a partir de fotografias de corpo inteiro.

Com as compras online ganhando popularidade, essa inovação deve revolucionar o processo produtivo da indústria da moda, que cada vez menos vai poder usar modelagem padrão.

Chip Bergh, o CEO da marca de jeans centenária Levi Strauss, afirmou que a modelagem padrão de roupas irá deixar de existir dentro de 10 anos.

“Todo mundo vai poder fazer um scan corporal com uma câmera”, disse, em entrevista à CNBC. Bergh reforça que a estratégia de customização é mais sustentável e eficiente, pois permite reduzir estoques.

Atualmente, algumas marcas já conseguem produzir peças personalizadas de roupas usando o smartphone para fazer imagens das características do corpo do consumidor.

A startup Redthread, por exemplo, funciona como um alfaiate virtual. O cliente escolhe um item no site da marca, preenche um questionário com perguntas sobre como costuma usar roupas, e por fim registra uma série de fotos pelo celular.

Com base nas imagens, a empresa faz uma modelagem 3D do corpo do consumidor e, com as informações enviadas, cria um item único e sob encomenda.

A tecnologia da Redthread detecta 15 medidas exatas a partir das fotos enviadas pelo cliente. A empresa usa essas medidas para personalizar uma peça de roupa em mais de uma dúzia de especificações diferentes.

De acordo com relatório O Estado da Moda em 2019, publicado pela consultoria McKinsey, a personalização deve ser um dos grandes focos da indústria, especialmente entre as marcas que dialogam com clientes jovens.

Um impulso para a o e-commerce de roupas

Além da produção de peças mais condizentes com os diferentes formatos e tamanhos de corpos, a tecnologia de personalização das roupas a partir de um escaneamento corporal pode aumentar a margem de lucro das empresas de e-commerce.

“Com uma projeção precisa do tamanho e da forma do corpo humano, esses modelos personalizados aprimoram a experiência de compra online e estimulam o crescimento das compras de roupas pela internet”, explica Tracy Mok, professora do Instituto de Têxteis e Vestuário da Universidade Politécnica de Hong Kong e desenvolvedora de um sistema que usa fotografias para fazer projeções 3D do corpo humano.

Os modelos também podem permitir que os clientes visualizem como ficariam com a roupa antes das compras nas lojas online.

A capacidade de experimentar virtualmente os modelos antes de comprá-los também reduz o número de devoluções, diminuindo bastante o custo operacional das empresas com frete e atendimento ao cliente.

Embora roupas personalizadas possam aumentar a margem de lucro dos varejistas nas devoluções e na redução dos estoques, o formato de produção de pedidos únicos produzidos sob encomenda ainda não é sustentável.

No entanto, a popularização e redução de custos de tecnologias, como costura automatizada e impressão 3D de roupas, podem facilitar a expansão deste tipo de negócio.


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