A OpenAI iniciou testes de anúncios na versão gratuita do ChatGPT para usuários logados nos EUA, exibindo-os na base das respostas como “patrocinados” – sem interferir no conteúdo gerado pela IA. Os ads serão baseados em interações do usuário, como sugestões de hotéis em consultas de viagem, visando os 800 milhões de usuários mensais para aumentar receitas.
O ChatGPT desponta, assim, como um novo ecossistema publicitário de alta atenção, embora com limitações inerentes. Os CPMs elevados e os relatórios restritos indicam que os testes iniciais priorizarão exposição e reconhecimento de marca em vez de performance otimizada.
Precificação e novos planos
- CPM de US$ 60 por 1.000 impressões, cerca de 3x o da Meta (US$ 20) e superior ao Google.
- Lançamento global do plano “ChatGPT Go” por US$ 8/mês (R$ 7,99 no Brasil), com mais armazenamento e imagens, mas com ads; opções Plus (US$ 20) e Pro (US$ 200) seguem sem anúncios.
- Rollout limitado inicialmente, excluindo menores de 18 e temas sensíveis como saúde mental.
“Sobrevalorização da IA”
Analistas questionam se o acesso a conversas de IA justifica o custo premium, sem métricas detalhadas como em Google/Meta. Para alguns é um sinal de “sobrevalorização da IA”, forçando monetização rápida. Para outros só mais uma “mudança nas regras do marketing”, impulsionando AEO (Answer Engine Optimization).
A grande verdade é que essa ação da OpenAI é uma forma pioneira para entender como os anúncios se comportam dentro das conversas de IA, antes que o formato escale ou a medição melhore. O jogo está acontecendo para a publicidade em IA conversacional – e cada vez mais disputado.





