Nem só de tendências vive a tecnologia. Ela também pode ser canal de acolhimento, representatividade e transformação. Essa é a visão de Nina Talks, influenciadora e educadora em UX e design, que já foi destaque em eventos como TEDx, Web Summit e, agora, no Boteco da CM.
Com uma trajetória que começou tímida e cheia de inseguranças, ela foi desbravando espaços pouco acessíveis para mulheres na tecnologia e se tornou uma voz potente em temas como acessibilidade digital, curadoria de conteúdo e autenticidade nas redes.
“Se eu impactar positivamente uma pessoa por dia, o meu trabalho tá feito”, conta ela, com a leveza de quem entende que conteúdo bom vai além do número de views. Nina passou por gigantes como Globo e Accenture, mas escolheu deixar o modelo CLT para viver 100% de sua produção como creator. Hoje, é referência para quem quer se inserir no universo do design sem perder a própria essência.
Da newsletter ao TikTok: criando com propósito
No videocast da Consumidor Moderno, Nina falou sobre o desafio de equilibrar técnica e espontaneidade. Afinal, não é fácil ser especialista e influenciadora ao mesmo tempo. Mas, com seu jeitinho leve e direto, ela conseguiu construir uma comunidade fiel. “Eu amo a minha comunidade. Mesmo sendo pequena, é muito engajada. Não gostei de furar a bolha só por viralizar”, revela.
Para manter o conteúdo vivo e relevante, ela aposta em formatos que permitam aprofundar discussões – como seu canal no YouTube e uma newsletter semanal com mais de 8 mil inscritos. Ali, Nina compila notícias, artigos, curiosidades de tech e até trechos de livros, sempre com o objetivo de democratizar o acesso à informação e incentivar o pensamento crítico.
Uma ponte para quem vem chegando
A carreira de Nina também é marcada por seu papel como mentora e facilitadora de entrada no mercado de UX. Mais do que ensinar sobre design, ela busca acolher inseguranças. “Muita gente não precisa de uma aula, precisa de coragem. Eu gosto de ser essa ponte”, conta. Parte desse olhar empático veio de sua vivência com pessoas com deficiência, o que despertou um interesse genuíno por acessibilidade digital.
Para Nina, pensar acessibilidade é pensar em todos – inclusive nas situações em que qualquer pessoa pode estar em desvantagem. “Testa usar o celular com uma mão só, ou em um lugar superbarulhento. A gente começa a entender o que é inclusão na prática”, diz.
Com um olhar afiado e um coração aberto, Nina Talks mostra que o futuro da tecnologia não se faz apenas com dados e interfaces – mas com mais voz, empatia e coragem de ser quem se é.
Quer ver esse papo completo? Dá o play no novo episódio do Boteco da CM com Nina Talks e inspire-se com essa trajetória que conecta pessoas, ideias e possibilidades!





