Uma nova pesquisa da C&A conduzida em parceria com a Box1824 revelou que o encontro com o look ideal vai muito além da estética. Ele desperta a autoestima, fortalece o pertencimento, e influencia decisões e comportamentos no dia a dia. O estudo, que mergulhou no impacto emocional da moda no cotidiano das consumidores, foi base para a nova campanha da marca, Quem Encontra o Look, Sente.
“Nossa pesquisa explorou os efeitos comportamentais e sensações que surgem quando as pessoas se encontram na escolha do look em frente ao espelho. Esses insights, recolhidos a partir do olhar da nossa cliente, nos ajudam a quebrar a percepção da moda ligada apenas à roupa, como algo superficial”, afirma Cecília Preto Alexandre, CMO da C&A Brasil. “Eles comprovam que a moda é muito mais: é extensão da identidade, da confiança e da forma como a mulher se coloca no mundo. É esse poder transformador da moda que a C&A quer amplificar.”
Moda como combustível emocional
A pesquisa mostrou que encontrar o look certo não é apenas sobre estilo. Mas, também sobre impulsionar conquistas pessoais e profissionais. O momento diante do espelho, em que a roupa parece feita sob medida, pode se transformar em um verdadeiro combustível emocional. Como a coragem para encarar uma entrevista de emprego, a energia para iniciar um novo ciclo de vida ou a confiança para tomar decisões importantes.
“Toda marca busca se conectar com seus consumidores, e ouvir de fato o que eles sentem é o caminho mais certeiro. Neste projeto, percebemos que compreender as nuances das emoções envolvidas nesse encontro não apenas fortalece a identificação, mas também cria uma conexão emocional genuína com a C&A”, explica Vivian Maciel, diretora de Estratégia na Box1824.
Dentre os três principais efeitos, estão:
- A autoestima, que traz coragem e sensação de competência;
- Pertencimento, que fortalece conexões sociais;
- E impacto comportamental, que influencia desde pequenas decisões até grandes momentos do dia a dia.
“Existem momentos em que experimentamos mais, outros em que temos mais autoconfiança. É algo que vai além das gerações, mas, ao mesmo tempo, depende do momento que a pessoa está vivendo. Nosso estudo mostrou que os sentimentos mudam ao longo de toda a jornada, que chamamos de mapa de sensações. Tudo começa no momento em que você escolhe a roupa: para qual ocasião, o que quer despertar e o que sente”, acrescenta a CMO da C&A.
Cecília frisa ainda que pessoas em diferentes idades podem ter experiências distintas. “É algo transgeracional, porque é uma verdade humana. A roupa é muito mais que um aspecto físico”, completa.
A jornada até o encontro perfeito
Para chegar a essas conclusões, a C&A e a Box1824 combinaram diferentes metodologias. O estudo mapeou o comportamento digital das consumidoras, conduziu entrevistas em profundidade com mulheres de diversas idades, raças e regiões do Brasil. Contou ainda com conversas com especialistas em moda, comportamento e antropologia do consumo.
“Quando olhamos para os sentimentos que a moda desperta – autoestima, humor, potencialização de quem somos –, percebemos também um efeito coletivo”, destaca Cecília. “Se você sente isso individualmente, consegue gerar impacto ao seu redor. E hoje, a moda dita menos regras. Cada um tem o seu estilo, e isso permite que as pessoas, ao experimentarem, se encontrem. Essa é a grande beleza: promover conexão em qualquer idade, em qualquer região. O mais importante é isso: você se sentir bem quando coloca uma peça de roupa e se encontrar nela.”
Um dos pontos centrais foi a identificação dos chamados “mini encontros”. Ou seja, pequenas interações ao longo da jornada de compra que alimentam o desejo e a expectativa até o momento decisivo de provar e escolher a peça. Ver uma roupa em uma vitrine, sentir o tecido no toque, encontrar o tamanho certo ou até receber a opinião de alguém são etapas que culminam no instante em que a cliente se olha no espelho e reconhece o look perfeito.
Esse processo, segundo o estudo, é carregado de subjetividade. Cada mulher vive esse momento de forma única, atravessada por seu estilo pessoal, seu contexto de vida e suas referências culturais. Para algumas, é um instante mágico e quase inexplicável. Para outras, uma sensação transformadora ou um elo de reconexão com versões anteriores de si mesmas.
Emoções que vestem
Os relatos das entrevistadas ajudaram a traduzir as emoções que a moda desperta. Entre elas, a sensação de se sentir “imbatível” quando a roupa confere autossuficiência e segurança; o brilho nos olhos ao encontrar uma peça tão desejada; a preparação para encarar novos desafios; o conforto de se sentir em harmonia; ou ainda a lembrança calorosa de um momento marcante vivido com determinado look.
“Quando você prova e dá certo, parece que foi feito para você. Parece que alguém entrou na sua cabeça, descobriu seus desejos, suas vontades, desenhou e fez aquilo para você”, relatou uma consumidora de 41 anos, de São Paulo.
Para outra entrevistada, de 52 anos, o encontro com a moda trouxe uma verdadeira metamorfose. “Entrou um arco-íris na minha vida depois que eu me conectei com a moda. Hoje, raramente você vai me ver de preto. Eu fui experimentando peças e, quando vi, estava gostando de amarelo, por exemplo, que eu tinha pavor”, conta.
Um posicionamento que se renova
Com 49 anos de história no Brasil, a C&A tem se consolidado como referência em acompanhar e traduzir transformações culturais, sociais e tecnológicas que moldam o consumo. O estudo amplia a escuta que a marca mantém há décadas com suas clientes, tanto em campo, seja nas lojas físicas e no ambiente digital, quanto em pesquisas de comportamento.
“A moda do futuro está muito ligada ao sentimento do que vivemos hoje. Ela tem algo muito íntimo e um poder muito forte de amplificar tudo o que sentimos – seja humor, seja autoestima. Tudo isso são efeitos que a moda, independentemente do momento, exerce na vida de qualquer consumidor. Todo mundo, quando coloca um look, sente algo que é muito íntimo. O futuro vem aí com todas as ferramentas”, reforça Cecília.
“Quem Encontra o Look, Sente”
Essas descobertas foram traduzidas em narrativas visuais e emocionais na campanha “Quem Encontra o Look, Sente”. A estratégia 360º inclui presença marcante em mídia OOH, ativações digitais com influenciadores de diferentes perfis, conteúdos especiais nos canais da marca e um filme publicitário gravado no Centro Histórico de São Paulo, que apresenta a nova coleção de jeans.
A campanha busca reforçar o poder transformador do encontro com a moda, não apenas no estilo, mas no estado de espírito e no modo como as pessoas se colocam no mundo. “Quando uma mulher se sente bem com o que veste, pequenas vitórias se tornam possíveis: encarar desafios, se divertir mais, se sentir viva. É essa energia que queremos amplificar com nossa campanha”, resume Cecília Preto Alexandre.
Especialistas explicam o impacto do vestir
Se a nova campanha da C&A traduz a moda como força emocional e ferramenta de pertencimento, o debate promovido pela marca com especialistas e criadores de conteúdo amplia essa discussão ao aproximar a moda da ciência e da neurociência. Afinal, o ato de vestir não é apenas uma escolha estética: ele dialoga diretamente com nossa fisiologia, comportamento e identidade.
A pesquisadora Nathalia Anjos, autora do livro O Cérebro e a Moda, explica que vestir-se tem efeitos mensuráveis no corpo. “O ‘lookinho’ não é só o ‘lookinho’. Ele impacta em como a gente se sente e em como a gente se comporta. O sentimento é uma elaboração da emoção, e a emoção é um estado fisiológico em movimento. Quando damos significado a essa emoção, moldamos o nosso comportamento”, afirma.
Segundo ela, vestir preto, escolher uma roupa colorida ou usar um acessório específico são decisões que provocam respostas fisiológicas, do humor à postura. Muitas vezes, o corpo percebe essas alterações antes mesmo de termos vocabulário para descrevê-las.
O guarda-roupa como diário
Para a estilista Isa Isaac Silva, a moda também é uma narrativa pessoal. “Todos os dias estamos contando histórias quando escolhemos uma calça, uma camisa, um óculos. Acho isso muito bonito, de nós, seres humanos, contar o nosso repertório através das roupas”, reflete.
A consultora Iza Dezon acrescenta uma visão crítica: moda e beleza, durante décadas, foram indústrias que exploraram inseguranças femininas. Para ela, o desafio atual é inverter essa lógica.
“Quando conseguimos traduzir o nosso estilo, vestir nossas emoções e sentimentos, viramos o jogo. Passamos a usar o mercado como aliado, e não o contrário”, defende. Esse movimento de emancipação, segundo Iza, conecta moda e autenticidade. A criação de narrativas pessoais a partir do vestir é uma forma de ressignificar um mercado antes pautado por padrões rígidos e excludentes. “Saímos desse lugar automático que, às vezes, pode ser muito baseado na nossa insegurança e contar uma história baseada na nossa autoconfiança”, completa.
No universo das redes sociais, a criadora de conteúdo Tete Conde reforça que autenticidade é o diferencial. “Vivemos uma era em que tudo pode ser replicado. Mas, DNA não é replicado”, diz. Para ela, as tendências podem massificar, mas não definem. “Nem toda roupa é para todo mundo. O segredo do sucesso está em achar a sua verdade. Porque, quando você está nesse lugar, ninguém te tira dele. É seu.”
Moda como regulador emocional
O debate também trouxe reflexões sobre o vestir como forma de regular emoções. Nathalia Anjos destacou que composições estéticas, como roupas, acessórios, maquiagem ou cabelo, influenciam diretamente no bem-estar.
“Quando você coloca uma roupa toda colorida, quando você coloca um determinado acessório, se isso tá pesando no seu bolso, se o cabelo tá muito apertado. Isso tudo tem um impacto no nosso corpo físico, e verbalizamos de diferentes formas”, diz. “O que está acontecendo é fisiológico. Muitas vezes, não temos um letramento ou repertório de vocabulário para dizer o que estamos sentindo. Mas o corpo sabe.”
Já Iza Dezon ressalta que o vestir pode ser tanto íntimo quanto social. Ele funciona como expressão, mas também como armadura: mostra apenas o que queremos revelar em determinado momento. “Podemos nos reinventar a vida inteira, devemos nos reinventar, nos encontrar várias vezes. Isso também faz parte da brincadeira: experimentar, ousar. Se não der certo, não repete, tudo bem. O importante é continuar explorando”, finaliza.






