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Por que a Meta quer usar chips de IA do Google?

Por que a Meta quer usar chips de IA do Google?

Google negocia fornecer chips de IA para a Meta, um dos maiores clientes da NVIDIA, expandindo o mercado de hardware para a tecnologia.
Campus da Bay View do Google, na Califórnia.
Campus da Bay View do Google, na Califórnia.
Foto: Shutterstock.
A Meta negocia com o Google o uso de TPUs – chips mais eficientes e econômicos que GPUs da NVIDIA – para rodar seus modelos de IA a partir de 2027. A parceria reflete o avanço do Google em IA, impulsionado pelo Gemini 3, novas ferramentas de imagem e a linha Pixel com recursos inteligentes. Com o Google entrando no mercado de hardware para IA, a NVIDIA deixa de liderar sozinha e o setor ganha um concorrente forte e capaz de ampliar a competição.

A Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, usa majoritariamente os chips de IA, ou GPUs, ou Unidades de Processamento Gráfico, da NVIDIA para executar seus modelos de Inteligência Artificial. No entanto, a empresa está prestes a fechar uma nova parceria com o Google.

Na prática, a Alphabet está negociando o fornecimento dos TPUs, ou Tensor Processing Units. São, essencialmente, processadores otimizados para cálculos matemáticos com estruturas de dados, base dos modelos de IA generativa.

Tecnicamente, são mais eficientes do que GPUs tradicionais para a execução desses modelos. Oferecem alta velocidade, baixo consumo de energia quando comparado com GPUs, e são até mais escaláveis, uma vez que podem ser integrados a infraestruturas de nuvens. Essa tecnologia foi criada e lançada pelo Google, o que explica o interesse da Meta na parceria.

Ainda, as GPUs da NVIDIA são potentes, porém caras. As TPUs podem representar uma alternativa viável e mais econômica para as empresas de tecnologia.

Evolução do Google em IA

Mas, mais do que isso, o Google é uma empresa que vem se destacando na cena da IA após um início turbulento. Mais recentemente, a empresa lançou o Gemini 3, a versão mais avançada da ferramenta. E vem demonstrando que veio a jogo, com um desempenho que supera as versões anteriores.

Em agosto, a empresa também lançou um novo modelo de edição de imagens por IA da Nano-banana. A ferramenta foi aprimorada e usuários podem editar e alterar imagens por meio de prompts com muito mais precisão.

Além disso, o Google lançou recentemente sua nova linha de smartphones, o Pixel 10. Com IA integrada, os dispositivos oferecem dicas para fotografias, tradução em tempo real de ligações, transcrições de chamadas, e até ações com base nas atividades do usuário – como fazer reservas ou mandar mensagens. Tudo isso combinado ao Pixel buds e ao Pixel Watch.

NVIDIA em segundo plano?

O uso das TPUs da Alphabet em data centers, assim como a infraestrutura de cloud do Google, terá início em 2027. Agora, com a negociação entre Meta e Google – reportada pelo The Information –, a NVIDIA, que vinha liderando o mercado de GPUs para IA ganha um concorrente à altura. Os gastos da Meta com chips previstos para 2025 é de US$ 72 bilhões.  

Uma vez que o Google passará a comercializar seu hardware para outras empresas, a NVIDIA deixa de ser uma líder solitária na corrida da IA. E, mais, expandirá o mercado de chips.

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