A linha de smartphones Pixel, do Google, não é tão conhecida quanto os iPhones da Apple ou o Galaxy da Samsung. No entanto, a série Pixel 10 acaba de ganhar novos desdobramentos com Inteligência Artificial. Durante o evento Made by Google, a empresa anunciou os principais lançamentos de dispositivos, que ganharam atualizações de IA generativa, com o apoio do Gemini.
Entre eles, a série Pixel 10 se destaca – poucas semanas antes do aguardado iPhone 17. Isso porque a empresa está integrando rapidamente a IA generativa em seus aparelhos.
Entre os modelos, estão o Pixel 10, 10 Pro e 10 Pro XL. O modelo padrão conta com uma lente de telefoto, recurso que até então era disponível apenas para os modelos Pro. Segundo o Google, essa lente conta com uma qualidade 5x maior do zoom. Já o 100x Pro Res Zoom permite close-ups de melhor qualidade. Além disso, todos os modelos contam com o novo processador Tensor G5 – permitindo uma maior performance do Gemini.
O Pixel 10 Pro Fold, por sua vez, é o mais novo dispositivo dobrável do Google, contando com os mais recentes recursos do Gemini, melhor câmera e bateria. Além disso, permite que usuários dividam a tela do smartphone, ajustando o tamanho dos apps de acordo com a preferência.
Novos recursos de IA
Entre os recursos de IA inclusos na nova linha de smartphones, estão:
- Magic Cue: utiliza IA para analisar as atividades do usuário no smartphone e sugerir novas ações – como ligar para fazer uma reserva em um restaurante ou mandar uma mensagem para um familiar. A ideia é criar atalhos entre inúmeros apps, facilitando a navegação.
- Camera Coach: com a ferramenta, usuários recebem dicas em tempo real do Gemini para tirar fotos melhores, como ângulos e iluminação.
- Voice Translate: utiliza IA para traduzir ligações em tempo real, de forma que a tradução soe como a pessoa do outro lado da linha. O recurso já está disponível para Inglês, Espanhol, Português, Alemão, Japonês Francês, Hindi, Italiano, Sueco, Russo e Indonésio.
- Take a Message: oferece transcrições em tempo real de ligações perdidas ou declinadas, e identifica próximos passos de acordo com a pessoa que ligou.
- Pixel Journal: app para journaling (ou diário) para que usuários registrem suas atividades, reflexões e objetivos. Nele, é possível incluir fotos, localização, além de texto. Segundo o Google, o app aprende com os comportamentos do usuário e oferece prompts para incentivar a escrita. Por enquanto, disponível apenas para a série Pixel 10.

Ainda, o app do Google Fotos permite que usuários editem suas fotos por meio de linguagem natural, por texto ou voz. Essa função será lançada primeiramente para os aparelhos Pixel 10 nos Estados Unidos. O editor e a câmera do aparelho também contam com o C2PA Content Credentials, que informa como a imagem foi tirada – e se a IA foi, de alguma forma, envolvida no processo.
Pixel buds e Pixel Watch

O novo lançamento do Pixel Buds 2a conta com cancelamento de ruído, além de diferentes cores. Um recurso de IA, o Clear Calling, também reduz o barulho ambiente, enquanto o Transparency Mode permite que usuários ouçam os sons ao redor mesmo enquanto escutam música ou áudio. Um assistente de IA também auxilia a encontrar novas localizações, pesquisar restaurantes, ler e-mails e mais – tudo sem precisar tirar o celular do bolso.
Já a versão Pro do dispositivo conta com um recurso do Gemini para atender ligações com gestos do usuário – como assentir com a cabeça. Outra solução protege o usuário de sons muito altos, equilibrando o volume quando, por exemplo, uma ambulância passar nas proximidades.
O Pixel Watch 4, por sua vez, conta com uma bateria mais longa e novos recursos de IA. Por exemplo, agora é possível acessar o Gemini ao levantar o pulso.
Google e a corrida de IA
Apesar dos anúncios, a maior parte dos recursos e dispositivos estará disponível a partir de setembro. Mas, os lançamentos colocam em evidência que as empresas de tecnologia querem colocar a Inteligência Artificial na palma da mão do consumidor. Transformando, assim, a forma como nos comportamos com a tecnologia e, consequentemente, moldando as expectativas de experiência com esses dispositivos.
É uma notícia, no mínimo, tensa para a Apple, que ainda precisa mostrar que veio a jogo na corrida da IA. O iPhone 17 deve chegar às lojas em setembro, e ainda não conta com recursos tão avançados de IA como o mercado e os consumidores esperam.






