O Mercado Livre divulgou os resultados do relatório de impacto O Melhor do Brasil. Desenvolvido em parceria com a Euromonitor International, o levantamento revela a dimensão do papel da companhia no País. Em 2024, o ecossistema da empresa movimentou R$ 381 bilhões, valor equivalente a 3,2% do PIB brasileiro.
O estudo aponta ainda que 5,8 milhões de pequenos e médios negócios utilizam o marketplace e o Mercado Pago. Segundo os dados, essas empresas geraram mais de 111 mil empregos no último ano. O impacto também se reflete no uso de serviços financeiros: 3 em cada 5 PMEs da plataforma utilizam o Mercado Pago como principal meio de pagamentos. Além disso, 60,5% das empresas que aderiram ao banco digital em 2024 relataram aumento nas vendas.
Crescimento do e-commerce no Brasil
Fernando Yunes, vice-presidente sênior e líder do Mercado Livre no Brasil, destaca que o e-commerce brasileiro ainda tem grande espaço para crescer.
“A média de penetração do e-commerce sobre o varejo no mundo está em 21,5%, e o Brasil em 14,7%. Só que, apesar de estar bem atrás, veio de 7% em 2019, antes da pandemia. Acreditamos, pelas nossas estimativas, que irá atingir a casa de 21% ou 21,5% em 2028”, comenta.
Para Yunes, dois fatores explicam esse avanço: o crescimento do consumo e o aumento da penetração digital no varejo. “O e-commerce cresce porque o consumo no País cresce. Além disso, cresce também a penetração do e-commerce no total do consumo”, pontua.
O Brasil como maior operação do grupo
Hoje, o Brasil já responde pela maior fatia da receita do Mercado Livre na América Latina, sendo maior operação da companhia na região. 52% da receita da companhia acontece no Brasil, segundo dados dos últimos 12 meses. Além disso, neste momento, são mais de 50 mil funcionários em solo brasileiro, e a perspectiva é fechar o ano com cerca de 53 mil pessoas na operação.
O crescimento se reflete também no volume de vendas. Segundo Yunes, no segundo trimestre, o GMV da organização teve um crescimento de 29% em relação ao ano anterior, quando atingiu R$ 130 bilhões. “Em 2024, fomos o maior destino de compras do Brasil, com um volume muito alto. Em comparação, em 2025, crescemos 30% no segundo trimestre. Estamos nos consolidando como destino natural de compra dos brasileiros”, reforça Fernando Yunes.
Para o executivo, a decisão de reduzir o valor mínimo do frete grátis de R$ 79 para R$ 19 foi estratégica para impulsionar as vendas.
“Trabalhamos em todas as categorias, crescendo 29%. Sendo que, no mês de junho, a gente fez a mudança do frete grátis no Mercado Livre para compras no valor mínimo de R$ 19. E, no mês de junho, o volume de unidades vendidas cresceu 34% contra junho do ano passado”, destaca.
O papel das PMEs e do Mercado Pago
Um dos pontos centrais desse cenário foi o impacto positivo nas pequenas e médias empresas. “Hoje, 5,8 milhões de pequenas e médias empresas participam do ecossistema Mercado Livre e Mercado Pago. Esse é um número impressionante: quase 6 milhões de pequenas e médias empresas. Elas movimentam quase R$ 400 bilhões, o que equivale a 3,2% do PIB”, relata.
Segundo Yunes, esses negócios enxergam o Mercado Livre como uma fonte de sustentação. Das pequenas e médias empresas que estão no Mercado Livre, 59% declaram que a plataforma é a principal fonte de renda. O Mercado Pago, por sua vez, é apontado como motor de crescimento.
“Três a cada cinco pequenas e médias empresas têm no Mercado Pago o principal meio de pagamento. É um negócio relevante, e vemos potencial para crescer ainda mais. E, agora, com uma identidade de banco digital, o Mercado Pago traz cada vez mais campanhas para compartilhar sua proposta de valor para o público”, frisa.
Logística e inovação tecnológica
Luiz Vergueiro, diretor sênior de Logística do Mercado Livre, apresentou as novidades em automação, que já impactam diretamente a operação no Brasil.
“A redução do frete de R$ 79 para R$ 19 compõe a nossa proposta de valor para um buyer que não tem pressa, mas busca o melhor custo-benefício com um frete acessível. Essa mudança também traz volume para apoiar nossa eficiência logística, somando-se ao anúncio que eu vim apresentar: a ampliação da nossa operação com o uso de robôs”, explica.
Segundo ele, os Robôs de Separação – sendo 125 em operação – permitem consolidar pedidos de múltiplos itens com mais eficiência, processando até 105 mil produtos por dia. Isso reduz em até 25% o ciclo de processamento de pedidos multi-itens, o que resulta na redução de 1 hora no processo completo.
“Hoje, eles ocupam 670 m² em uma das nossas operações. São 125 robôs que funcionam o tempo todo. O objetivo deles é trazer velocidade e eficiência ao processamento de pedidos com vários itens, possibilitando entregas no mesmo dia até horários mais tardios”, explica.
Com isso, os clientes agora podem comprar até às 14h e ainda receber no mesmo dia. Até então, as compras com entrega para o mesmo dia eram limitadas ao meio-dia.
Malha logística e pontos de coleta
A operação logística do Mercado Livre tem dimensão continental, com quase 5 mil operações espalhadas pelo País e oito aviões em parceria com a GOLLOG. Assim, é possível entregar até no dia seguinte 56% das encomendas. No estado de São Paulo, especificamente, esse índice chega a 73%.
Além da velocidade, a companhia vem fortalecendo sua rede de devoluções, que já supera a estrutura de concorrentes tradicionais. Segundo dados da companhia, atualmente, existem 24 centros de distribuição no Brasil.
“O Mercado Livre tem a melhor devolução do Brasil. Porque, se você se arrependeu da sua compra, você tem 15 mil lugares para devolver. São 4 mil e pontos do Mercado Livre no seu bairro, 11 mil dos Correios. Além disso, você recebe o dinheiro de volta na sua conta”, finaliza Fernando Yunes.





