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iFood, Smart Fit, Vivara…conheça as novas marcas mais valiosas do Brasil

iFood, Smart Fit, Vivara…conheça as novas marcas mais valiosas do Brasil

São seis novatas no ranking Kantar BrandZ 2026, que juntas, somam US$ 4,7 bilhões em valor de marca. A lista das estreantes evidencia dois pontos indiscutíveis para as marcas em 2027: conveniência e diferenciação
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Seis marcas entram pela primeira vez no ranking das 50 mais valiosas do país, lideradas pelo iFood, que chega direto à 11ª posição. Elas atuam em alimentação, atividade física, finanças e varejo, mas compartilham o mesmo ponto de partida: estão presentes na rotina do consumidor. Em 2027, porém, estar presente não vai bastar. Ser fácil de usar já se tornou o mínimo esperado, e o que vai separar as marcas é aquilo que a concorrência não consegue copiar.

Seis marcas ingressaram pela primeira vez no ranking Kantar BrandZ das 50 marcas brasileiras mais valiosas. A lista das estreantes é liderada pelo iFood, avaliado em US$ 2,245 bilhões, que já chega à 11ª posição. Smart Fit, Inter, Stone, Mateus e Vivara completam o grupo, que reúne empresas de quatro categorias e soma US$ 4,668 bilhões em valor de marca.

A entrada dessas empresas amplia a presença, no ranking, de negócios ligados ao cotidiano dos brasileiros, como alimentação, atividade física, serviços financeiros e varejo. Embora atuem em mercados diferentes, as seis estreantes construíram relevância em setores marcados pela digitalização, pela ampliação do acesso e pela disputa por uma relação mais frequente com o consumidor.

O iFood responde sozinho por quase metade do valor das novas integrantes. Líder do mercado brasileiro de entrega de refeições, a empresa ocupa a melhor colocação entre as estreantes e supera marcas já estabelecidas no ranking. O desempenho da marca, lançada em 2012, mostra como plataformas digitais que passam a fazer parte da rotina do consumidor podem transformar escala, conveniência e frequência de uso em valor de marca.

A Smart Fit estreia na 33ª posição, avaliada em US$ 760 milhões, e leva o setor de lazer ao grupo das novatas. Na sequência aparecem o Inter, na 37ª colocação, com US$ 555 milhões, e a Stone, na 40ª, com US$ 451 milhões. A presença das duas empresas acompanha a valorização dos serviços financeiros no país, impulsionada pela digitalização, pela entrada de concorrentes digitais e pela expansão do acesso da população ao sistema financeiro.

O Inter se destaca por ter ampliado sua atuação para além dos serviços bancários. Criada como banco tradicional, a empresa tornou-se totalmente digital e, em 2019, lançou um superapp que reúne serviços financeiros, compras e outras soluções voltadas principalmente aos consumidores mais jovens. Segundo o estudo, essa abordagem fortaleceu a percepção de que a empresa atua de maneira diferente em uma categoria que passa por rápida transformação.

No varejo, Mateus e Vivara fecham a relação de estreantes. A rede de supermercados e hipermercados Mateus ocupa a 45ª posição, com valor de marca de US$ 342 milhões. A Vivara aparece logo depois, em 46º lugar, avaliada em US$ 315 milhões.

O relatório atribui o desempenho da Vivara à combinação entre acessibilidade e aspiração no mercado de joias. A empresa alia produtos orientados por design, presença em diferentes ocasiões de consumo e uma operação omnichannel. Como resultado, alcançou um índice de Poder de Demanda de 215 pontos, mais que o dobro da média de sua categoria.

“As estreias mostram que valor de marca não está restrito a empresas centenárias ou aos maiores setores da economia. Essas marcas conseguiram ocupar um espaço relevante na vida das pessoas e transformar essa relação em predisposição de escolha e geração de demanda. O ponto em comum é a capacidade de combinar significado, diferenciação e presença mental, mesmo em mercados muito competitivos”, explica Martim Sena, CEO da Kantar Brasil.

O Kantar BrandZ calcula o valor de marca a partir de indicadores financeiros e da percepção dos consumidores. A metodologia avalia a parcela do valor do negócio gerada diretamente pela força da marca e por sua capacidade de levar as pessoas a escolhê-la em vez das concorrentes ou a pagar mais por ela.

Ao todo, as 50 marcas brasileiras mais valiosas somam US$ 101,144 bilhões em 2026, um crescimento de 22% em comparação com a edição de 2024. Entre as empresas presentes nos dois levantamentos, 59% registraram valorização no período. Como as seis marcas aparecem pela primeira vez, não há base comparável de evolução nem mudança de posição em relação ao ranking anterior.

Conveniência abre a porta, mas o que faz o cliente ficar?

A lista das estreantes evidencia dois pontos indiscutíveis para as marcas em 2027: conveniência e diferenciação. Na primeira, todas fizeram a lição de casa. Reduziram o esforço do consumidor e ganharam, em troca, frequência de uso. O problema é que essa conveniência virou o mínimo esperado. Entrega rápida, aplicativo funcional e atendimento digital já não destacam ninguém, apenas igualam todos.

O segundo ponto, que deve pesar cada vez mais na escolha do consumidor nos próximos anos, é a diferenciação que sustenta o valor de marca. O caso da Vivara é o mais claro entre as estreantes. Com um Poder de Demanda que é mais que o dobro da média da categoria, a marca mostra uma preferência que o concorrente não consegue reproduzir apenas baixando preço. Por isso, as empresas que dependem da rotina do consumidor precisam tratar a consistência operacional como parte desse valor e de seu posicionamento.

Há ainda um fator que deve pesar em 2027: a mediação crescente da IA nas decisões de compra. Quanto mais o consumidor delegar a escolha a assistentes e agentes, mais a conveniência pura será terceirizada para o algoritmo, que busca o mais rápido e o mais barato. Nesse cenário, a empresa que só oferece conveniência corre o risco de se tornar substituível.

Para 2027, a mensagem das estreantes é que a conveniência garante a entrada na rotina do consumidor, enquanto o valor de marca garante a permanência.

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