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Apagão histórico e silêncio oficial: Enel não explica falhas e fere dever de transparência pública

Apagão histórico e silêncio oficial: Enel não explica falhas e fere dever de transparência pública

Falta luz e falta resposta! Enel São Paulo se cala diante de perguntas públicas e expõe fragilidade da rede.
Quando falta luz e falta resposta: Enel São Paulo se cala diante de perguntas públicas e expõe fragilidade da rede.
Legenda da foto
Quando falta luz e falta resposta: Enel São Paulo se cala diante de perguntas públicas e expõe fragilidade da rede.
Apagão revela falhas, mapa da Enel São Paulo escancara o caos - e a operadora prefere o silêncio e notas genéricas.

O mapa da Enel São Paulo escancara a dimensão do apagão que atingiu a Região Metropolitana de São Paulo após a passagem de um ciclone extratropical e que já dura dois dias.

Atualizado às 13h30 desta sexta-feira (12/12), o levantamento mostra que mais de 669 mil clientes estavam com o fornecimento de energia interrompido, o equivalente a 7,87% de toda a área de concessão, em um universo de mais de 8,5 milhões de unidades consumidoras.

Veja abaixo:

Os dados revelam um impacto desigual entre os municípios, com algumas cidades enfrentando níveis críticos de interrupção. Embu aparece como um dos casos mais graves, com 27,5% dos clientes sem energia, seguido por Juquitiba (20,5%), Embu-Guaçu (19,4%), Itapecerica da Serra (18,6%), Vargem Grande Paulista (17,8%), São Lourenço da Serra (17,6%) e Cotia (16,11%).

Em números absolutos, a capital paulista lidera, com quase 482 mil clientes afetados, o que representa 8,3% dos consumidores da cidade de São Paulo.

Enel evita se posicionar

Na quarta-feira (11/12), a Consumidor Moderno entrou em contato com a Enel buscando respostas. Em suma, as questões abordam a atuação emergencial da concessionária, a demora no restabelecimento da energia, o plano de contingência, a distribuição das equipes, o atendimento a consumidores vulneráveis e a situação dos comércios perecíveis.

Nesse ínterim, até o dia 12/12, às 21h02, a Enel São Paulo não havia respondido nenhuma das perguntas feitas. Em vez disso, em seu primeiro contato, enviou uma nota genérica com orientações sobre pedido de ressarcimento por danos elétricos, reforçando os procedimentos previstos na Resolução 1000/2021 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A resposta se limitou a explicar como consumidores devem registrar solicitações para equipamentos queimados, sem mencionar o que foi questionado, como:

  • A estrutura logística mobilizada no dia do apagão.
  • A razão da demora no restabelecimento.
  • O plano de resiliência prometido pela empresa.
  • O atendimento a clientes que dependem de equipamentos de suporte à vida.
  • Ações emergenciais para comércios de produtos perecíveis.

Cerca de duas horas após a primeira nota, a Enel enviou uma segunda nota. Nesse comunicado, a empresa disse que a Grande São Paulo foi atingida por um “vendaval histórico”, que teria mobilizado “mais de 1.600 equipes” e disponibilizado “700 geradores”, e que pretende investir R$ 10,4 bilhões nos próximos anos, com foco em automação, reforço e expansão de rede.

As informações enviadas, portanto, não esclarecem nenhum dos pontos essenciais sobre a responsabilidade da companhia no episódio que deixou milhões de pessoas sem energia e gerou prejuízo estimado de até R$ 51,7 milhões ao comércio da região metropolitana, segundo dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Terceirização de responsabilidades

Contudo, um ponto que merece destaque na nota é o fato de a Enel mencionar dados do Inmet, como a velocidade das rajadas de vento (98 km/h), e do Corpo de Bombeiros (registro de mais de 1.300 chamados relacionados a quedas de árvores) como tentativa de justificar as próprias falhas.

O Corpo de Bombeiros tem a função de socorrer emergências urbanas, e não de sustentar a defesa pública da Enel. O uso desses números no posicionamento oficial da concessionária sugere uma estratégia de transferência de responsabilidade, desviando o foco das fragilidades da rede elétrica, da falta de manutenção adequada e da lentidão na resposta e na solução aos consumidores.

Enquanto isso, os consumidores…

Ao citar ventos históricos e investimentos futuros, a Enel evita abordar o essencial:

  • Por que a maior cidade do País ficou horas em alguns casos, dias sem energia?
  • Por que consumidores relatam ausência de equipes nas ruas?
  • Por que imagens mostram veículos da concessionária parados durante o apagão?
  • Quais ações concretas foram tomadas para evitar risco à vida de pessoas dependentes de equipamentos elétricos?

O comportamento da companhia reforça o distanciamento entre o discurso institucional e a experiência real da população.

Transparência não é opção, é dever

Há um problema maior do que a ausência de respostas. Isso porque a Enel não está apenas descumprindo um compromisso moral de transparência está descumprindo obrigações legais.

Analogamente, como concessionária de um serviço público essencial, a Enel tem o dever de prestar informações claras, objetivas e completas sobre questões de interesse coletivo. Em síntese, isso não é um gesto de cortesia: é uma exigência prevista na Lei de Acesso à Informação (LAI) e na Lei Geral de Concessões.

Informação é direito do consumidor

A Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) estabelece o princípio da transparência como regra no trato de informações de interesse público. No caso de concessionárias de serviços públicos, esse dever se materializa especialmente quando os dados são necessários à fiscalização, ao controle social e à defesa dos consumidores, ainda que a empresa seja uma entidade privada.

Já a Lei Geral de Concessões (Lei nº 8.987/1995) reforça que empresas que exploram serviços delegados pelo Estado devem assegurar:

  • Continuidade.
  • Regularidade.
  • Eficiência.
  • Atualidade.
  • Transparência e cortesia na prestação do serviço.

E mais: o artigo 31 da lei determina que concessionárias devem fornecer ao poder concedente e, por extensão, à sociedade todas as informações necessárias à fiscalização e ao acompanhamento do serviço prestado.

Assim, quando uma concessionária se recusa a explicar falhas graves que afetaram milhões de pessoas, ela fere diretamente o marco legal que rege sua atuação.

Quando uma concessionária só fala sobre o que quer e se cala sobre o que importa, abre-se um precedente perigoso: o consumidor fica desorientado; o poder público perde capacidade de fiscalização; e a empresa se posiciona acima da lei, como se operasse sob um regime próprio.

Transparência é parte do serviço público. E a Enel está falhando em prestá-lo.

Intervenção federal

Os apagões sucessivos, a demora em restabelecer a energia e a incapacidade da Enel São Paulo de responder a perguntas básicas sobre sua operação ampliam o debate sobre a continuidade da concessionária no Estado.

Nas últimas 48 horas, parlamentares, autoridades do município e do Estado passaram a defender uma intervenção federal no serviço concedido. Essa é uma medida extrema prevista em lei quando há comprometimento da prestação de um serviço público essencial.

A Lei Geral de Concessões (Lei 8.987/1995) autoriza o poder concedente a assumir temporariamente a gestão quando há falhas graves e reincidentes que coloquem em risco a continuidade, a segurança ou o interesse coletivo.

Nos bastidores, integrantes do governo estadual afirmam que a situação da Enel “deixou de ser episódica” e se tornou um problema sistêmico para a maior metrópole do País.

Primordialmente, o argumento central é que a empresa não consegue garantir um serviço minimamente adequado, e tampouco demonstra transparência sobre sua atuação.

Consumidor Moderno

Diante da ausência de respostas à Consumidor Moderno, a reportagem enviou uma nova rodada de questionamentos. Em suma, a CM pede detalhes sobre a real mobilização das equipes, critérios de distribuição por regiões, relatórios de comprovação, uso de dados do Corpo de Bombeiros, falhas no SAC, plano de contingência, utilização de geradores e número atualizado de clientes ainda sem energia.

A reportagem também solicitou que a empresa explicasse por que não respondeu às perguntas anteriores.

Até o momento desta publicação (12/12, 18 horas), a Enel não havia respondido à solicitação. A Consumidor Moderno permanece disponível para atualizar a matéria caso a concessionária apresente respostas objetivas e completas às perguntas enviadas nos dias 11 e 12 de dezembro de 2025.

Respostas tardias

Após a publicação desta reportagem, a Enel São Paulo respondeu à primeira leva de perguntas enviadas. Segundo a empresa, 1.600 equipes, cada uma com pelo menos 2 pessoas, estão atuando na cidade todos os dias. Ao todo, 2,2 milhões de consumidores foram afetados.

Sobre a demora na retomada do fornecimento, a resposta foi a seguinte: “Reconstruções de rede são operações complexas, pois envolvem tanto esforço físico quanto trabalho técnico especializado. Em situações simples – como a troca de um único poste abalroado por um veículo – o serviço é concluído em até oito horas. Esse processo exige desligamento da rede, retirada de cabos e transformadores, remoção do poste danificado e instalação do novo poste, que pesa cerca de 1,5 tonelada, além de reinstalação de equipamentos elétricos.

Em eventos climáticos extremos, como o ciclone extratropical que atingiu a Grande São Paulo na quarta-feira (10/12), o impacto na rede é ainda mais severo que um abalroamento de poste. Quando árvores de grande porte caem sobre a rede, os fios são tracionados e vários postes no mesmo circuito, juntamente com os equipamentos, chegam a ser destruídos. É necessária a remoção completa das árvores, que, por vezes atingiram também imóveis e veículos, em ações coordenadas com as prefeituras, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Para só então se iniciar a reconstrução da rede, com recondução, por vezes, de quilômetros de cabos, substituição de vários postes e reinstalação de equipamentos.

Já em ocorrências menos complexas – como galhos ou telhas que caem sobre a fiação – a Enel utiliza equipamentos de telecontrole, que isolam o trecho afetado e permitem restabelecer o fornecimento à distância. Nessas situações, o cliente pode notar pequenas oscilações, como piscadas de luz., a distribuidora restabeleceu o fornecimento para cerca de 1,8 milhão dos 2,2 milhões de clientes afetados pelos ventos históricos de quarta-feira”.

Sobre o plano de contingência e resiliência em vigor, a empresa alega ter lançado um Plano Verão que conta com reforços operacionais, mudanças logísticas e investimento de R$ 10,4 bilhões no triênio 2025–2027, voltado principalmente à modernização, digitalização da rede e ampliação de religamentos remotos.

“O objetivo é aumentar a resiliência do sistema e reduzir impactos à população diante de chuvas intensas e ventos fortes. Entre as medidas adotadas estão a contratação de 1.200 profissionais adicionais, o reforço da frota com mais de 225 veículos, a ampliação da maior frota de geradores da América Latina, com 700 equipamentos, e a criação de quatro centros de despacho descentralizados para otimizar a atuação em campo. A empresa também treinou 80 motoeletricistas, capazes de solucionar cerca de 70% das ocorrências emergenciais com maior agilidade”, informa a empresa.

“A distribuidora ampliou ainda sua estrutura operacional com a abertura de quatro novas bases em São Bernardo do Campo, Santo André, Vargem Grande Paulista e Santana do Parnaíba, somando-se às 17 bases já existentes. Além disso, realizou 448 mil podas preventivas até setembro, com previsão de alcançar 600 mil até o fim do ano, volume equivalente ao de 2024 e o dobro do registrado em 2023″, acrescenta.

Sobre os veículos estacionados no pátio enquanto milhares de consumidores estavam sem energia, a explicação é de que “a companhia dispõe de um número maior de veículos e caminhões para que não ocorram atrasos na troca de turno entre as equipes. Os veículos são preparados e equipados nas bases a cada troca de turno entre as equipes”.

E falando em atendimento ao consumidor, a Enel afirma que “tem atendimento prioritário setores emergenciais como hospitais, UBS, clínica, mobilidade e segurança. Consumidores que precisam de energia para  equipamentos especiais e vitais também recebem prioridade”.

Qual é o protocolo específico para atendimento de clientes vulneráveis, incluindo pessoas que dependem de equipamentos de suporte à vida?

A Enel tem atendimento prioritário setores emergenciais como hospitais, UBS, clínica, mobilidade e segurança. Consumidores que precisam de energia para  equipamentos especiais e vitais também recebem prioridade.

De todas as questões feitas pela Consumidor Moderno, a operadora não respondeu: “Quais medidas emergenciais foram adotadas para bares, restaurantes e comércios de produtos perecíveis, diretamente afetados pela falta de energia?“, apesar de a ACSP apontar prejuízos estimados em R$ 51,7 milhões.

O que falta ser respondido?

Diante das duas primeiras notas enviadas pela Enel São Paulo, a Consumidor Moderno fez outros questionamentos, os quais seguem abaixo:

A. Sobre a mobilização das equipes

  1. A Enel afirma ter mobilizado “mais de 1.600 equipes”.
    • Onde exatamente essas equipes estavam atuando?
    • Qual foi o critério de distribuição por bairro ou região?
    • Por que consumidores relataram ausência de técnicos nas ruas, filas no atendimento e longas horas sem nenhuma previsão de retorno?
  2. Há relatórios que comprovem a mobilização mencionada?
    • A Enel pode disponibilizar números auditáveis sobre equipes em campo e chamadas atendidas?
  3. A Enel, em sua nota, utiliza números do Corpo de Bombeiros – como o total de quedas de árvores registradas – para justificar a extensão do apagão. No entanto, esses dados dizem respeito à atuação de um órgão que não é responsável pela manutenção da rede elétrica nem pela prevenção de falhas estruturais. Por esse motivo, pedimos os seguintes esclarecimentos: a Enel pode explicar por que fundamenta seu posicionamento em dados doCorpo de Bombeiros, um órgão cuja função não é garantir a integridade da rede elétrica? Essa abordagem não pode soar como uma tentativa de transferir a responsabilidade das falhas estruturais e operacionais da rede para fatores externos, desviando o foco da própria manutenção e gestão do sistema?

B. Sobre o atendimento ao consumidor:

Consumidores relatam que não conseguem atendimento pelo SAC, enfrentam horas de espera e muitas vezes o contato é encerrado sem solução.
4. Qual foi o tempo médio de atendimento no dia 10/12 e 11/12?
5. Quantas chamadas ficaram “na fila” sem resposta?
6. A Enel reconhece falhas no seu atendimento telefônico e digital durante o apagão?

7. Houve reforço real no SAC? Se sim, com quantas pessoas e em quais canais (telefone, chat, aplicativo)? Por que tantos consumidores registraram que não conseguiram sequer abrir protocolo?

C. Sobre o plano de contingência

A Enel voltou a citar “investimentos futuros” e “ações de longo prazo”, mas não detalhou o plano de contingência para eventos extremos.
8. A empresa pode apresentar o plano existente, com etapas concretas e não apenas diretrizes genéricas?
9. Esse plano alguma vez foi divulgado ao público, apesar das recorrentes falhas na rede elétrica desde 2023?

D. Sobre geradores e atendimento prioritário

A empresa afirma ter disponibilizado “700 geradores”.
10. Para quais unidades?
11. Quantos hospitais, UBSs, clínicas e equipamentos públicos foram atendidos?
12. Como foi identificada a prioridade para consumidores que dependem de aparelhos elétricos para sobreviver?

E. Sobre a transparência do número de clientes afetados

A Enel informou ter restabelecido 1,2 milhão de clientes.
13. Quantos ainda permanecem sem energia? E quais as áreas com maior dificuldade para as equipes normalizarem a situação?

F. Sobre a falta de resposta às perguntas anteriores

Por qual motivo a Enel não respondeu diretamente às perguntas da Consumidor Moderno enviadas ontem, mesmo após contato formal da redação, enviando apenas duas notas?

Assim que essas respostas forem encaminhadas pela operadora, a Consumidor Moderno fará uma nova matéria. As respostas da empresa serão publicadas na íntegra.

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