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Empreendedorismo não tem gênero

Empreendedorismo não tem gênero

As mulheres representam quase metade dos donos de negócios do País. Veja infográfico
Lela Brandão une empreendedorismo, comunicação e criatividade
Lela Brandão une empreendedorismo, comunicação e criatividade

O que negócios consolidados como Dudalina, Beleza Natural e Magazine Luiza têm em comum? O mesmo que startups como Grãogourmet.com e Kickante têm. Não entendeu? Todos estes negócios, dos bem-sucedidos aos recentes, estão sob a batuta de mulheres.

E elas não estão sozinhas. Pesquisa da Serasa Experian mostra que as mulheres já representam 43% dos donos de negócios do País. São quase 5,7 milhões de empreendedoras. O número indica que, quando se fala em abrir um negócio, elas competem (quase) de igual para igual com os homens.

Os avanços, no entanto, não se restringem ao empreendedorismo. Segundo pesquisa da Catho, desde 2002 a participação da mulher em cargos de alta gerência aumentou quase 110%, dependendo da área.

No período, os cargos com maior aumento da participação feminina foram os de vice-presidência e gerência, com aumento de 109,93% e 82,17%, respectivamente. Depois supervisor (76,79%), seguido de presidente (67,96%), diretor (47,94%) e encarregado (40,11%).

Em alguns setores, elas chegam a ser maioria, como em Recursos Humanos, área em que 76,7% são mulheres. E até setores historicamente masculinos têm alta participação, como a área Jurídica, em que 49,7% são mulheres, segundo a Catho.

Em termos salariais, a situação ainda é difícil. A pesquisa mostrou que para o nível profissional, os homens estão ganhando 30,30% a mais que as mulheres – 4,21% a menos do que o registrado um ano antes. Mais um ponto positivo.

Em São Paulo, as mulheres conseguiram em 2014, pela primeira vez, alta salarial maior que a dos homens, segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Por hora trabalhada o aumento delas foi de 5,3%, enquanto que eles registraram queda de 0,2%.

Sinal que a diferença salarial tem diminuído. Mas ainda falta o que fazer, principalmente no que tange à crença arraigada de que competência é uma questão de gênero. Muito tem se falado em qualidades femininas e masculinas de gerir. Até aí, tudo bem. Homens e mulheres são diferentes mesmo, em diversos aspectos…mas da mesma forma que homens são diferentes entre si, e mulheres idem.

Habilidades e competências que uma pessoa tem, seja ela homem ou mulher, outra pessoa pode também ter e se não, pode desenvolver. O que não dá para conceber é determinar que uma pessoa ou outra ascenda para uma posição de liderança pelo sexo que tem. O problema é que a meritocracia ainda está no plano das ideias em muitas empresas. E isso não é privilêgio do Brasil.

Cerca de 200 alunos de MBA da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, receberam prospectos de duas empresas fictícias. Os dados eram exatamente iguais, a diferença é que em uma empresa o presidente era um homem e em outra uma mulher. Perguntados qual empresa era menos atraente para o mercado, a resposta, unânime, não demorou a vir: aquela liderada por uma mulher. Um exemplo de que o que precisa mudar é o mindset das companhias.

Em muitos lugares essa discussão avança. Na Europa, a Comissão Europeia aprovou proposta que determina que, até 2020, 40% das diretorias não executivas das companhias listadas em bolsa sejam representads por mulheres. Na Alemanha, a varejista Metro, quarta maior da Europa, quer que 25% dos seus cargos executivos sejam ocupados por mulheres. Hoje, esse índice é de 18,5%, muito acima do que é normalmente encontrado no país germânico, onde apenas 7% dos executivos das 30 maiores corporações são do sexo feminino.

Inserir a presença feminina nas empresas por meio de cotas ainda é discutível. No Brasil, onde não existe qualquer obrigatoriedade, apenas 7% dos membros dos conselhos das empresas são mulheres, segundo dados do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Será que o País deve seguir o exemplo europeu? Está lançada a pergunta.

O que se sabe é que, no varejo, as empresas que têm as melhores práticas já se acostumaram com a presença feminina na liderança. Considerando a lista das Melhores Empresas para se Trabalhar GPTW NOVAREJO, prêmio concedido às empresas varejistas com as melhores práticas de gestão de pessoas, 42% dos gestores são mulheres. Um dado a se pensar.

E enquanto a gente pensa, as mulheres de empresas como aquelas que citamos no início do texto trabalham e muito para dar perenidade a negócios criados por elas e que estão crescendo. Elas e outras quase 5,7 milhões de empreendedoras. Confira o infográfico e saiba quem elas são e onde estão.

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