O BTG Pactual anunciou nesta segunda-feira (27) sua entrada no mercado de adquirência com o lançamento do BTG Pay. A plataforma reúne soluções de pagamento e gestão de vendas em um ambiente único e digital. O movimento representa um passo estratégico do maior banco de investimentos da América Latina em direção ao universo dos meios de pagamento, segmento dominado por grandes players como Cielo, Stone e PagSeguro.
O BTG Pay foi desenvolvido a partir da aquisição da fintech Justa. E, segundo a companhia, tem como objetivo simplificar o recebimento e a conciliação de vendas para empreendedores de diferentes portes. A solução conecta canais online e físicos em uma experiência integrada, reunindo link de pagamento, maquininha própria e painel de controle em tempo real.
Tecnologia e integração de dados
Nesta fase inicial, o serviço será disponibilizado em soft launch, começando com link de pagamento e, em seguida, com a maquininha, que contará com integração direta ao aplicativo BTG Empresas. A plataforma também incorpora tecnologias proprietárias de captura de transações, prevenção a fraudes, automação e gestão financeira.
Segundo Gabriel Motomura, co-head do BTG Empresas, o lançamento reflete o avanço da instituição em oferecer soluções digitais completas.
“O BTG Pay nasce com o DNA de tecnologia do BTG Pactual e reflete nosso compromisso em oferecer soluções digitais inovadoras e integradas, desenvolvidas para simplificar a rotina do empreendedor, sem abrir mão de performance, segurança e controle”, afirma o executivo.
Com a chegada ao setor de adquirência, o BTG amplia seu portfólio voltado a empresas, fortalecendo o ecossistema que já inclui serviços de conta digital, crédito, câmbio e investimentos. O banco aposta na tecnologia e na integração de dados como diferenciais competitivos para disputar espaço com as companhias já consolidadas no segmento.
A partir de hoje, clientes do BTG Empresas podem se inscrever na lista de espera para operar com a maquininha do BTG Pay, disponível neste link oficial.
O rosto mais visível da digitalização do consumo
O mercado de adquirência no Brasil passou de um ambiente altamente concentrado para um dos ecossistemas mais competitivos e inovadores do mundo. Até o início dos anos 2000, o setor era dominado por Cielo e Rede, que mantinham acordos de exclusividade com as bandeiras Visa e Mastercard.
A quebra dessa exclusividade, determinada pelo Banco Central em 2010, marcou um divisor de águas no setor. A abertura regulatória permitiu a entrada de novos players. É o caso de PagSeguro, Stone, Mercado Pago e, mais recentemente, Nubank, que trouxeram soluções digitais, serviços financeiros integrados e modelos de negócio mais acessíveis.





