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Brasileiros buscam controle financeiro, mas ainda tomam decisões sob pressão, avalia VP da Creditas

Brasileiros buscam controle financeiro, mas ainda tomam decisões sob pressão, avalia VP da Creditas

Pesquisa da fintech mostra que 59% da população iniciou o ano com algum grau de pressão financeira
Foto: Imprensa
Os brasileiros estão mais interessados em organização e educação financeira, mas ainda enfrentam dificuldades para tomar decisões de crédito de forma planejada. Segundo a Creditas, a falta de previsibilidade financeira faz com que muitos consumidores recorram ao crédito em momentos de urgência. Pesquisa da fintech mostra que 59% da população começou o ano sob pressão financeira e 66% afirmam estar abaixo do ritmo financeiro que gostariam de alcançar. Diante desse cenário, a empresa aposta em educação financeira, inteligência artificial e uma abordagem mais humanizada na cobrança para ajudar os consumidores a reorganizarem suas finanças e prevenirem a inadimplência.

Os brasileiros estão cada vez mais interessados em organização financeira e em compreender melhor o custo do crédito. No entanto, ainda há um longo caminho para consolidar um comportamento financeiro mais consciente no País. A avaliação é de Renato Gonçalves, vice-presidente de cobrança, experiência do cliente (CX) e vendas da Creditas, um dos palestrantes confirmados do CCX – Credit and Collection Experience.

Segundo Gonçalves, o consumidor passou a buscar mais informação antes de contratar um empréstimo, comparando alternativas e tentando entender o impacto das decisões financeiras no orçamento. Apesar desse avanço, muitas escolhas ainda são feitas sob pressão, motivadas pela urgência e pela falta de previsibilidade financeira.

“A gente vê um interesse crescente por organização financeira e controle de gastos, mas também observamos que muitos brasileiros ainda tomam decisões sob pressão, influenciados pela urgência e pela falta de previsibilidade financeira”, afirma.

Apesar do maior interesse por educação financeira e organização do orçamento, a realidade de boa parte dos brasileiros ainda é marcada pela insegurança econômica. Pesquisa inédita “O Corre do Brasileiro”, realizada pela Creditas em parceria com a Opinion Box, mostra que 59% da população começou o ano sob pressão financeira, enquanto 34% se declararam preocupados e 14% em recuperação. Apenas 39% afirmaram ter iniciado o ano com sensação de controle sobre as finanças.

O estudo também revela que o esforço para melhorar de vida nem sempre se traduz em avanço financeiro. Cerca de 66% dos entrevistados dizem estar abaixo do ritmo financeiro que gostariam de alcançar, enquanto 95% afirmam precisar complementar a renda. Entre esses, seis em cada dez já tentaram aumentar os ganhos, mas não conseguiram.

Nesse contexto, a Creditas acredita que seu papel vai além da oferta de produtos financeiros. A empresa tem investido em iniciativas de educação financeira e na disseminação de informações sobre modalidades de crédito, como o crédito com garantia, que oferece juros menores e prazos mais longos em comparação a outras linhas de financiamento.

“Na Creditas, entendemos a cobrança como parte da jornada do cliente e não como um processo isolado”, diz.

Cobrança como parte do CX

Outro ponto de atenção da companhia é a forma como o processo de cobrança é conduzido. Tradicionalmente visto como um momento delicado da relação entre cliente e instituição financeira, o contato passou a ser tratado pela Creditas como uma extensão da jornada de experiência do consumidor.

De acordo com Gonçalves, a inadimplência geralmente está associada a um contexto financeiro mais amplo, o que exige uma abordagem mais empática e personalizada.

“Nosso objetivo é ajudar o cliente a reorganizar sua situação financeira da melhor forma possível, preservando a relação de longo prazo”, diz.

Para isso, a empresa utiliza dados e tecnologia a fim de oferecer alternativas adequadas a cada perfil de consumidor. Além disso, acompanha não apenas indicadores de recuperação de crédito, mas também métricas ligadas à experiência do cliente, como satisfação na renegociação, tempo de resolução e continuidade do relacionamento após a regularização das pendências.

“Investimos em equipes treinadas, tecnologia e inteligência de dados para personalizar abordagens e oferecer alternativas adequadas a cada perfil”, diz. “Para nós, recuperar crédito e preservar confiança são objetivos que precisam caminhar juntos”, complementa.

IA antecipa riscos

A tecnologia também tem desempenhado um papel estratégico na prevenção da inadimplência. A Creditas utiliza Inteligência Artificial, Machine Learning e análise de dados para identificar sinais precoces de dificuldades financeiras e agir de forma preventiva.

A partir da análise de mudanças no comportamento de uso do crédito e até de fatores macroeconômicos, a empresa consegue sugerir ações antecipadas, como a readequação do plano de pagamento ou a oferta de condições especiais antes mesmo de um atraso ocorrer.

“Com essa previsão, conseguimos agir de forma proativa. Em vez de esperar o cliente atrasar a parcela, nossa tecnologia nos permite sugerir à equipe de atendimento ações preventivas, como propor uma readequação do plano de pagamento ou oferecer condições especiais de forma antecipada”, explica.

Segundo o executivo, a automação também permite definir qual é a melhor abordagem para cada consumidor, direcionando alguns clientes para canais digitais e outros para um atendimento mais consultivo e humanizado.

Para a Creditas, combater o superendividamento exige mais do que oferecer taxas de juros competitivas. A companhia aposta na produção de conteúdos, pesquisas e iniciativas voltadas à educação financeira para ampliar o conhecimento da população sobre planejamento financeiro, renegociação de dívidas e uso consciente do crédito.

“Esse tipo de conhecimento é importante porque combater o mal endividamento não passa apenas por oferecer taxas mais baixas. Passa por ampliar informação, promover previsibilidade e ajudar os brasileiros a construírem uma relação mais saudável com o dinheiro”, conclui Gonçalves.

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