As pequenas e médias empresas (PMEs) seguem no centro da estratégia da Visa para 2026. Elas representam mais de 90% das empresas brasileiras e movimentam 27% do PIB nacional. É um universo gigantesco, mas que ainda depende de soluções financeiras mais simples, rápidas e compatíveis com a correria do dia a dia.
Para entender melhor esse empreendedor, que segue multitarefas, com pouco tempo e com um pé no analógico, a Visa apresentou recortes do estudo Panorama PME Brasil, em parceria com a Business Meets Culture (BMC). O estudo ouviu mais de 2 mil donos de negócios em todo o País, e os resultados ajudam a explicar por que a relação com os bancos está em transformação.
A relação das PMEs com instituições financeiras
Um dos dados mais fortes do relatório mostra que 43% dos empreendedores cogitam trocar o banco principal quando têm crédito negado. No entanto, apenas 16% realmente fazem a mudança. Nesse sentido, há muita frustração acumulada, mas pouca migração, o que amplifica a importância do atendimento, do limite disponível e de uma boa oferta de serviços.
O levantamento revela também que:
- PMEs conhecem em média 10 instituições financeiras com soluções empresariais.
- Consideram ter um relacionamento com 4 delas e são efetivamente clientes de 2.
- Para gestão das empresas, os brasileiros utilizam em média 4 cartões, sendo 2 Pessoa Jurídica (PJ) e 2 Pessoa Física (PF)
- Cerca de um terço das PMEs escolhe o banco empresarial por já ser cliente na pessoa física.
- 73% das empresas têm sua conta principal em um banco tradicional, 14% em fintechs, 10% em “challengers” (players digitais e credenciadores focados em soluções PJ), e 3% em cooperativas.
- 57% misturam contas PF e PJ em algum nível, sendo 35% com uso alternado e 22% operando principalmente pela conta pessoal do dono – seja por falta de tempo, orientação ou ferramentas integradas.

O desafio da experiência para PMEs
Para Marcela Pinori, diretora-executiva de Soluções Comerciais da Visa, a resposta para esse cenário passa por dados mais inteligentes e menos burocracia. Ela explica que a Visa desenvolveu um score exclusivo para PMEs, olhando para o fluxo real de recebimentos e pagamentos do negócio.
“Criamos um modelo baseado no faturamento e na capacidade real de pagamento. Esse score já está em uso e aumentou entre 5% e 20% a aprovação de limite”, diz Marcela. A análise também considera a renovação de limite e a oferta de limites extras, algo essencial para negócios que precisam de fôlego no caixa.
Apesar de toda a digitalização, o estudo mostra que metade das PMEs ainda usa métodos manuais, como cadernos ou planilhas desconectadas. Ao mesmo tempo:
- 90% querem se capacitar, mas apenas se o conteúdo for prático, rápido e aplicável;
- E 82% já tiveram contato com IA de alguma forma.
A diferença geracional chama atenção. Isso porque apenas 47% dos empreendedores da Geração Z afirmam estar satisfeitos com seu cartão PJ atual. Entre os Baby Boomers, a satisfação sobe para 74%. “A Visa é feita em parceria com emissores, credenciadores e outros players do ecossistema, integrando as soluções diretamente onde a PME já opera. O objetivo é que a experiência seja quase invisível, inserida no fluxo natural do negócio”, explica Pinori.
IA como aliada dos pequenos negócios
Marcela também destaca a parceria com a Celero, que usa Inteligência Artificial para identificar gastos, organizar despesas e até emitir alertas para inconsistências.
A assistente conversacional TINA é o coração dessa solução. Ela analisa milhões de regras que diferenciam despesas pessoais e empresariais, e oferece recomendações quase instantâneas, algo que reduz erros e organiza a vida financeira de quem está sempre apagando incêndios.
Pinori explica que, para a Visa, a estratégia daqui para frente se resume em três pilares:
- Atender mais;
- Fazer o empreendedor gastar menos;
- Facilitar radicalmente a gestão financeira.
Criadores de conteúdo entram no radar
Além das PMEs tradicionais, a Visa ampliou seu foco para os criadores de conteúdo. Trata-se de grupo que cresce rápido e já é tratado pela empresa como MPMEs (micro, pequenas e médias empresas). No estudo global Monetized: Visa 2025 Creator Report, desenvolvido com o TikTok e a Morning Consult, a empresa analisou mais de mil criadores, incluindo 200 brasileiros. E os números mostram que a creator economy virou negócio sério.
Assim, os criadores de conteúdo já têm planos de crescimento e querem aprender a se organizar.
No Brasil:
- 84% acreditam que vão faturar mais em 2025;
- A criação de conteúdo já é a principal renda da maioria;
- 79% têm um plano de crescimento claro;
- Apenas 27% se dizem muito confiantes em gestão financeira;
- 21% recebem pagamentos do exterior.
A dor é parecida com a das PMEs tradicionais, como a falta organização financeira, e sobram plataformas e rotinas complexas.
Visa testa agentes de IA para criadores
Inspirada nesses desafios, a Visa anunciou que está estudando um piloto do Creator Agent, em parceria com a Karat Financial, fintech especializada nesse público. A ideia é usar agentes de IA para:
- Automatizar pagamentos e recebimentos;
- Enviar lembretes de faturas e contratos;
- Manter um banco de dados seguro de fornecedores e compradores;
- Reduzir erros e fraudes;
- Liberar o criador para produzir (e não virar administrador).
A Karat já foi pioneira em cartões de crédito baseados em engajamento e métricas de audiência, sinais diretos de que o criador é, sim, um negócio estruturado.





