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Veja empresas que foram cases de sucesso na pandemia

Veja empresas que foram cases de sucesso na pandemia

Comércio eletrônico e aumento da demanda por delivery estimularam bons resultados para algumas companhias, apesar do cenário global de crise

Se pudéssemos definir 2020 em uma palavra, certamente seria: “atípico”. A pandemia do novo coronavírus desencadeou uma crise econômica global sem precedentes e obrigou todos os setores a se reinventar para sobreviver. Enquanto milhares de empresas quebraram diante das dificuldades financeiras, algumas, por sua vez, conseguiram crescer ainda mais, mesmo em um cenário marcado por incertezas e se tornar verdadeiros cases de sucesso. Veja alguns exemplos a seguir.

Leia também: Consumo e varejo: estratégias para o sucesso na nova realidade 

Via Varejo

Sob nova direção desde o meio do ano passado, o grupo que controla empresas como Casas Bahia e Ponto Frio e conta com 41 mil funcionários transformou os limões da pandemia em uma doce limonada. A mudança na diretoria veio na hora certa: desde o segundo semestre de 2019, a Via Varejo voltou a realizar novos investimentos em tecnologia, melhorou suas lojas e revisou contratos com fornecedores, se preparando, ainda que “sem querer” para a crise que estava por vir.

O isolamento social provocou o fechamento temporário de mais de mil lojas da rede, mas isso não impediu que a empresa fechasse o segundo trimestre de 2020 com lucro de R$ 65 milhões. O peso do e-commerce nesse resultado é inegável: a fatia do faturamento representada pelas vendas online saltou de 30% para 70% com a quarentena.

Em meio à pandemia, a empresa não deixou de lado a responsabilidade social. R$ 5,3 milhões foram doados por meio da Fundação Casas Bahia para o combate à crise, incluindo R$ 1 milhão para mulheres empreendedoras. Em abril, uma live promovida pelo grupo em parceria com a dupla Sandy & Junior arrecadou mais de 700 toneladas de alimentos para doação. A Via Varejo mantém ainda projetos de auxílio financeiro para micro e pequenos empreendedores, como forma de reforçar seu papel dentro da sociedade.

Mercado Livre

Com o crescimento expressivo das vendas online na pandemia, o Mercado Livre, maior portal de comércio eletrônico do Brasil, bateu recorde de vendas no terceiro trimestre de 2020. O volume de vendas registrado pela empresa entre julho e setembro chegou a US$ 5,9 bilhões, enquanto o total de usuários ativos cresceu 92,2%.

Com isso, o Mercado Livre fechou o terceiro trimestre com um lucro líquido de US$ 15 milhões, superando as expectativas, que eram de US$ 10,5 milhões de lucro. Agora, a empresa planeja manter o ritmo no quarto trimestre, com as vendas impulsionadas pela Black Friday e pelo Natal.

Um dos movimentos que levou a esse crescimento foi o investimento em logística. A empresa agora possui até aviões em sua frota e, em alguns lugares, consegue fazer a entrega no dia seguinte da compra. Somente este ano, o valor de mercado do Mercado Livre dobrou, atingindo impressionantes US$ 61,6 bilhões de dólares.

PayPal

A alta do comércio eletrônico ao redor do mundo favoreceu, também, os resultados do PayPal. O lucro da empresa de pagamentos eletrônicos cresceu 86% no segundo trimestre de 2020, chegando a US$ 1,53 trilhão.

Para o PayPal, o segundo trimestre foi marcado por quebras de recordes: foram nada menos do que US$ 222 bilhões transacionados em seu sistema. Essa também foi a primeira vez que a receita da empresa ultrapassou os US$ 5 bilhões em um único trimestre.

Desde o começo da pandemia, o PayPal incluiu cerca de 44 milhões de novas contas de compradores e vendedores à sua plataforma. “Em 1º de maio, o PayPal registrou mais pagamentos online do que na Black Friday de 2019, até então nosso recorde global. Ao longo dessa jornada, abrimos novos canais de contato e conseguimos aumentar nossa capacidade de atendimento com alto nível de excelência”, diz Ana Paula Kagueyama, Head Global de Soluções para Clientes do PayPal.

Segundo ela, como muitos comerciantes e consumidores tiveram de mudar sua forma de vender e comprar, passando a fazê-lo de forma 100% online, foi natural que players como o PayPal acabassem sobressaindo neste momento “O PayPal está em uma posição privilegiada por ter um balanço financeiro robusto e um modelo de negócios que nos ajuda a enfrentar este momento desafiador. Há um movimento global em direção aos pagamentos digitais, que data de muito antes da pandemia, e estamos bem posicionados para ajudar nessa transição”, destaca.

iFood

Além do e-commerce, outro setor que não teve do que reclamar durante a pandemia foi o de delivery. Entre março e agosto, o número de restaurantes cadastrados no iFood cresceu praticamente 50%. Em agosto, o iFood atingiu a marca histórica de 236 mil restaurantes na plataforma, em mais de mil cidades, e 44,6 milhões de pedidos.

Em meio à pandemia, a empresa tem procurado formas de apoiar os restaurantes parceiros. Desde abril, o iFood já destinou mais de R$ 180 milhões de sua própria receita para auxiliar estabelecimentos em todo o Brasil, reduzindo taxas de comissão. Em parceria com a Rede, do Itaú, os restaurantes tiveram a opção de antecipar o repasse para 7 dias, a fim de manter o fluxo de caixa. Com isso, mais de R$ 3 bilhões foram injetados na economia brasileira.

O iFood também adotou medidas para preservar seus entregadores nesse período. Foram destinados R$ 43 milhões a iniciativas desenvolvidas para a categoria, incluindo dois fundos solidários (um para parceiros de grupos de risco e outro para profissionais com sintomas de Covid-19).

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