Nesta semana, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou alta de apenas 0,4% nas vendas do varejo no País em março, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Na comparação com fevereiro, houve queda, de 0,9%. Diante desses resultados, a CNC (Confederação Nacional do Comércio) projeta, pela primeira vez, um resultado negativo para o setor neste ano.
A projeção é de queda de 0,4% para este ano. Desde o final do ano passado, a confederação estava reduzindo as previsões de crescimento do setor, por conta do cenário de consumo em queda. A última projeção, feita em abril, era de alta de 0,3%. A expectativa atual é a primeira queda projetada pela Confederação.
Considerando o varejo ampliado, que inclui as lojas de material de construção e veículos, a entidade está mais pessimista e a projeção é de queda de 6% – número pior que a projeção anterior, que era de 5,2%.
Para Fabio Bentes, economista da entidade, as projeções são reflexo da baixa confiança dos consumidores – com o mercado como está, os consumidores ficam desconfiados com relação aos gastos futuros e mesmo com relação à segurança que eles têm no emprego.
“A confiança abalada pela queda no nível de atividade econômica e seus reflexos sobre o mercado de trabalho e associada à atual tendência de encarecimento do crédito têm impedido qualquer reação do setor, a despeito do recuo da inflação nos produtos comercializáveis medidos através do IPCA (inflação oficial medida pelo IBGE)”, disse, em nota, a confederação.
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