As vendas do varejo brasileiro tiveram no mês de março um crescimento de 0,4% (em volume) em relação ao mesmo período de 2014, de acordo com dados divulgados na manhã desta quinta-feira (14/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, a receita nominal teve um crescimento de 6,5%, abaixo da inflação dos últimos 12 meses.
Na comparação com fevereiro, a série com ajuste sazonal mostra uma queda de 0,9% no volume de vendas e de 0,4% na receita nominal. No caso do volume, trata-se da segunda queda consecutiva no indicador. Já na receita nominal, foi a primeira queda no ano.
O varejo ampliado, que também inclui as vendas de materiais de construção, automóveis, motos e autopeças, teve resultados piores: quedas de 1,6% no volume e 1,5% na receita na comparação mensal, queda de 0,7% no volume de vendas e alta de 5,1% na receita na comparação com março de 2014.
Em relação ao mesmo mês do ano passado, apenas três dos oito segmentos do varejo restrito tiveram crescimento no volume de vendas: outros artigos de uso pessoal e doméstico (17,4%), artigos farmacêuticos e cosméticos (10,2%) e material para escritório, informática e comunicação (21,8%). Por outro lado, houve declínio nas vendas de alimentos (-2,4%), móveis e eletrodomésticos (-6,8%), combustíveis e lubrificantes (-2,1%), tecidos, vestuário e calçados (-1,2%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-5,9%).
No varejo ampliado, as vendas de materiais de construção tiveram recuperação na comparação anual, com alta de 2,8% em volume. Já as vendas de automóveis recuaram 3,7% sobre o terceiro mês de 2014.
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