As vendas do comércio varejista do País caíram 3,1% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados hoje (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com janeiro, as vendas mantiveram-se estáveis, com variação negativa de apenas 0,1%.
No acumulado do ano, o recuo foi de 1,2% e a variação dos últimos 12 meses o aumento foi de 0,9%.
Com relação a receita nominal, ela cresceu 3,6%, frente a fevereiro do ano passado, 5% no acumulado do primeiro bimestre e alta de 7,2% no acumulado dos últimos 12 meses.
Na comparação anual, cinco das oito atividades do varejo apresentaram resultados negativos no volume de vendas, com destaque para móveis e eletrodomésticos, que registrou queda de 10,4%; Combustíveis e lubrificantes, que registraram queda na mesma proporção; e Tecidos, Vestuário e Calçados, que apresentaram recuo de 7,3% na mesma base comparativa.
Os únicos setores que apresentaram aumento foram artigos farmacêuticos, cujas vendas cresceram 3,2%; equipamentos e materiais para escritório, que registrou aumento de 8,4% e outros artigos de uso pessoal, com aumento de 3%.
Segundo o IBGE, a queda em móveis e eletrodomésticos pode ser atribuído à retirada gradual dos incentivos (redução do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI) direcionados à linha branca somado ao menor ritmo de crescimento do crédito.
Já a queda em combustíveis é por conta do aumehnto de preços acima da média, com 10,2% de variação em 12 meses, contra os 7,7% do índice geral, segundo o IPCA.
Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou variação de -1,1% para o volume de vendas, na comparação com janeiro; e de -0,2 para a receita nominal de vendas, que volta a ser negativa.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o resultado foi de -10,3% para o volume de vendas e de -4,2% na receita nominal de vendas.
Leia mais





