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Em um mercado em mudanças, como traçar o perfil de um mau funcionário antes de contratá-lo?

Em um mercado em mudanças, como traçar o perfil de um mau funcionário antes de contratá-lo?

Por um lado, demissões em massa; por outro, falta de oportunidades. Entrar no mercado de trabalho tem sido cada vez mais desafiador e as empresas, por sua vez, precisam evitar contratações erradas.

Devido a pandemia, nos últimos dois anos as dinâmicas de trabalho foram alteradas. Nesse processo, demissões em massa e busca por prioridades pessoais têm ganhado espaço no posicionamento de funcionários ao redor do mundo. Mas em meio a essas mudanças, também é necessário considerar o lado da empresa e como o perfil de um mau funcionário pode afetá-la, inclusive causando a insatisfação do próprio profissional.

Para entender melhor a ligação entre as novas atitudes dos funcionários e como isso afeta o quadro das empresas, vale a pena retomar o movimento Great Resignation, ou Grande Renúncia.

Ganhando força nos últimos dois anos, e sustentado pela pandemia, ele consiste em demissões surpreendentes em massa, principalmente nos Estados Unidos. Porém, para que ele ocorresse com tamanha força, não apenas os profissionais passaram a reavaliar suas escolhas de vida durante o período, e os riscos que seus empregos ofereciam de seu ponto de vista, mas também salários e insatisfações passadas.

Dessa forma, outro fator importante foi o efeito dominó, altamente sustentado pelas redes sociais. Nesse caso, as pessoas apresentaram o chamado comportamento de rebanho.

Ou seja, viram que profissionais em situações parecidas, ainda que desconhecidos, ou líderes exemplares de suas próprias empresas, decidiram sair delas. Assim, identificando-se, também tomaram a mesma decisão; o que pode explicar o grande número de demissões voluntárias.

Nesse sentido, os jovens são um dos principais grupos, inclusive por essa influência ocorrida nas redes sociais. Afinal, não é à toa que a hashtag “#quitmyjob”, no TikTok, conta com mais de 200 milhões de visualizações e é relacionada a conteúdos de pessoas filmando suas demissões, manifestando sua insatisfação com suas empresas, chefes e colegas diretamente ou dando conselhos de como e por que outros devem sair do trabalho.

É fato que não só jovens aderiram ao movimento, mas também pessoas que até já tinham uma carreira estabelecida, mas viram na demissão uma solução para buscar outros objetivos de carreira e de vida.

No Brasil, o movimento ganhou tanta força que, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia, em fevereiro de 2022 houve mais de 560 mil demissões voluntárias.

Dessa forma, apesar de a taxa de desemprego no país ainda se manter em alta, com 11,1% no primeiro trimestre de 2022, encontramos um cenário em que a estabilidade de manter profissionais se torna menor, especialmente em colocações nas quais não se identificam.

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O outro lado da moeda: mau funcionário também existe

Dentre muitos motivos apontados para a demissão voluntária, salários baixos, falta de valorização profissional e até condições ruins de trabalho são apontadas. Nesse sentido, é válido tomar atitudes, mas será que as empresas são completamente culpadas?

Por exemplo, em um processo de demissão exposto em redes sociais, o fato de funcionários exporem pessoas e empresas, apenas apontam para seu ponto de vista, sem apresentarem o outro.

Com isso, esses mesmos talentos podem sem prejudicados, já que ao exporem chefes e empresas de forma negativa e parcial, sujeitam-se a processos e até a prejuízos em uma contratação futura. Afinal, embora a employee experience deva ser considerada em uma gestão, quem contrata também deve saber identificar um perfil de mau funcionário.

Nesse caso, o profissional que não sabe levar seus assuntos de forma privada e responsável apresenta características pouco confiáveis e é aí que entram alguns perfis que devem ser conhecidos, antes mesmo de a contratação ocorrer.

● Profissionais que agem como vítimas e fazem reclamações constantes sobre aspectos do trabalho, sem buscar resoluções concretas com seus líderes e podendo influenciar de forma negativa outros colegas.
● Pessoas que não focam em seus afazeres, não são pontuais e levam o trabalho de qualquer jeito.
● Talentos que não aceitam receber ordens ou avaliações, querendo sempre estar com a razão.
● Funcionários que reclamam e cobram um maior salário, mas não entregam o desempenho equivalente para merecê-lo.
● Pessoas que humilham colegas, promovem fofocas e buscam levar crédito pelas atividades dos outros.
● Talentos que não compreendem o contexto de equipe, as dinâmicas reais entre líderes e colegas e sempre acreditam ser perseguidos ou desvalorizados.

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Perfil de um mau funcionário: o que é preciso saber
antes de contratar

Diante desses perfis, interessa para a empresa saber qual tipo de pessoa está fazendo a seleção e se ela não apresentará um perfil ruim no futuro. Para isso, segundo Gustavo Medeiros, administrador Master em Programação Neurolinguística e consultor para empresas do mercado estético, existem 5 dicas para identificar um mau funcionário.

1. Reclamações

Se a pessoa apenas reclama na entrevista, esse pode ser um sinal de que seu foco não está no trabalho e, portanto, dificilmente ela se tornará bem-sucedida na empresa.

2. Fuga de problemas e da realidade

O mau funcionário não admite seus erros e não é capaz de pedir auxílio a outras pessoas, buscando soluções em prol de si mesmo e da empresa. Nesse caso, se esse comportamento é detectado durante a fase de treinamento, é um sinal de alerta.

3. Preguiça

Pessoas que não demonstram iniciativa para o trabalho podem comprometer o rendimento de equipes e atrasar os resultados esperados. Por isso, é importante identificar esse comportamento logo, por exemplo, em dinâmicas de grupo durante a seleção.

4. Falta de preocupação com sua imagem

A imagem do profissional está intimamente ligada à da empresa. Nesse sentido, é importante que cada talento se adeque ao estabelecido pela organização, inclusive por meio da forma de se vestir, para que quem veja de fora observe a unidade.

Quem se recusa a seguir os padrões esperados não só se posiciona fora da cultura, mas também desorienta a identidade que a empresa quer passar para seus clientes.

5. Falta de ambição

A vontade de fazer o trabalho dar certo e as metas serem alcançadas é importante. Isso porque a falta de interesse pela empresa e de vontade em melhorar pode, inclusive, influenciar outros colegas da equipe.

Em uma época de descontentamento dos profissionais, retorno às atividades e grande liberdade de se expressar nas redes, o perfil de um talento deve ser visto com cuidado. Afinal, se de um lado algumas exigências de trabalho podem fazer sentido, de outro, muitas empresas precisam lidar com o perfil de um mau funcionário, que por meio de seus comportamentos, pode prejudicar a organização e a si mesmo.

Sendo assim, é importante que a gestão identifique as pessoas que, de fato, se adequem à equipe, para que assim possa oferecer uma boa employee experience.

*Por Mariana Teodoro.

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