/
/
Trabalho escravo: a culpa é de quem?

Trabalho escravo: a culpa é de quem?

Virou e mexeu os meios de comunicação noticiam denúncia de empresa que explora o trabalho das pessoas. Mas a responsabilidade não deve ser atribuída ao consumidor
Legenda da foto

O assunto está em voga. Jornais, revistas, TV rádio, internet, Campanhas para não consumir os produtos de determinadas lojas ou companhias foram lançadas nas redes sociais.

Mas como funciona, você deve deixar de comprar aqui para fazê-lo em outro lugar, porque sua consciência manda? Certo. Mas em dias ou meses, mais uma denúncia acontece, dessa vez é a outra marca que explora as pessoas. E o consumidor se vê, mais uma vez, tendo que mudar seu destino de compra.

Quer dizer então que cabe ao cliente ?punir? as empresas acusadas de trabalho escravo? Não deveria caber ao governo e às outras empresas ? por que não? ? a fiscalização relacionada a essa prática? Será que as leis não deveriam ser mais duras e a fiscalização mais certeira?

O fato é que é tão absurdo quanto horrendo saber que pessoas trabalham em situações sub-humanas, principalmente por serem colocadas nessas posições por outras pessoas. Mas não cabe ao consumidor ser o fiscal nem o promotor dessas ações. Ele deve, sim, denunciar quando houver suspeita, claro. Mas, além disso, é ? ou deveria ser ? de total  responsabilidade do Estado, com julgamento feito ? por que não? ? por outras empresas.

No Brasil moderno
De acordo com o Índice Global de Escravidão, feito pela Fundação Walk Free, organização que coleta dados de 167 países relacionados a trabalho escravo moderno, no Brasil há cerca de 155.300 pessoas nessa situação. Os setores com o maior número de casos reconhecidos de trabalho escravo são a construção industrial, a agricultura e a mineração. Outros campos sensíveis são o turismo sexual no Nordeste e a exploração da mão de obra de imigrantes bolivianos em oficinas de costura.

Em agosto de 2003, foi criada a Comissão Nacional Para a Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE), órgão vinculado à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com a função de monitorar a execução do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.

Algumas empresas estão tomando medidas proativas para abordar a escravidão em sua cadeia de abastecimento através da união, no âmbito do Plano Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Os membros do pacto utilizam uma lista suja para identificar os fornecedores com evidência de escravidão. Empresas de abastecimento identificadas nessa lista não são elegíveis para crédito financeiro e enfrentam sanções economicas e jurídicas . O registo tem atualmente 609 empresas e indivíduos listados.

Em maio de 2014, o governo aprovou uma emenda constitucional determinando que uma pessoa física ou jurídica pode ter seus bens confiscados pelo governo se for encontrado explorando trabalhadores.

Os esforços parecem aumentar, mas ainda precisa melhorar muita coisa até que as pessoas responsáveis por essas atitudes sejam devidamente punidas. Isso tudo, independentemente da qaulidade dos produtos e trabalhos sócioambientais.

Com informações dos portais Global Slavery Index e Catraca Livre.

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

mulher ajudando homem a fazer check-in em hotel
Check-in digital vira obrigatório nos hotéis e muda jornada do hóspede no Brasil
Nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital passs a ser exigida em todo o País e promete reduzir filas ao modernizar a experiência nos meios de hospedagem.
Entenda como dopamina, algoritmos e estratégias do e-commerce criam um ambiente de consumo digital impulsivo.
No Radar da CM: O impacto psicológico do consumo digital
Entenda como dopamina, algoritmos e estratégias do e-commerce criam um ambiente pensado para estimular decisões rápidas, muitas vezes impulsivas.
Comportamento de usuários nas redes sociais vira terreno fértil para golpes
Brasil registrou mais de 180 mensagens de golpe por minuto nas redes sociais em 2025, revela Serasa Experian, e criminosos dispõem de um recurso potente: a IA.
O maior desafio do momento não está apenas em dominar a tecnologia, mas em mudar a forma de trabalhar. Veja as habilidades que você precisa desenvolver agora.
Quais são as habilidades essenciais na "década da desorientação"?
O maior desafio do momento não está apenas em dominar a tecnologia, mas em mudar a forma de trabalhar. Veja as habilidades que você precisa desenvolver agora.

Webstories

SUMÁRIO – Edição 296

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Rhauan Porfírio
IMAGEM: IA Generativa | ChatGPT


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]

Gustavo Bittencourt
[email protected]

Juliana Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Danielle Ruas 
Jéssica Chalegra
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento
[email protected]

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Coordenadoras
Nayara Manfredi
Paula Coutinho

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

Rebeca Andrade – Ensinamentos e Aprendizados O futuro do entretenimento no Brasil NBA é a melhor experiência esportiva do mundo Grupo Boticário, em parceria com a Mercur, distribui gratuitamente produtos inclusivos.