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As tendências do futuro dos negócios, segundo Amy Webb

As tendências do futuro dos negócios, segundo Amy Webb

A executiva esteve presente no Tech Founders Summit 2022, promovido pelo Itaú Unibanco, e destacou pontos de atenção

Nesse mundo de tendências futuras nos negócios — que é muito baseado em achismos, Fake News, profissionais sem nenhuma formação, experiência ou estudo e “especialistas” do LinkedIn —, é sempre revigorante ouvir a perspectiva de pesquisadores sérios e prestigiados para a área de previsão estratégica. Uma pena, no entanto, que os encontrar e ter acesso a seus estudos seja tão difícil.

Mas ainda há esperança e ainda há caminhos. O próprio South By Southwest (SXSW), que ocorreu em março deste ano, provou essa teoria: é possível “prever” o futuro por meio de muito estudo e dados. E esse tem sido o brilhante trabalho de Amy Webb, futurista, autora, fundadora e CEO do Future Today Institute, que investe sua carreira para prever tendências no mundo corporativo e nos negócios de maneira geral.

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A pesquisadora, além de apresentar uma palestra na SXSW, também foi convidada pelo Itaú Unibanco a comparecer à Tech Founders Summit 2022, que ocorreu na última semana de maneira gratuita e online. Na conferência, ela apresentou algumas tendências futuras que vale a pena ficar de olho. Separamos algumas das principais. Confira:

Biologia sintética e a ascensão da nova inteligência artificial

Se hoje a tecnologia já permite que a inteligência artificial faça ações extraordinárias, Webb destaca que, no futuro, ela será ainda mais eficiente quando for combinada à biologia. É o que se chama de “biologia sintética”, uma estratégia que modifica — por meio da tecnologia — o DNA de organismos vivos e os transforma em sintéticos ou muda suas características biológicas para o desempenho de certas atividades.

“A biologia sintética vai moldar o futuro dos vários ecossistemas na próxima década”, iniciou a futurista. “Em poucos anos, estaremos pensando nas células como fábricas de alta tecnologia, com novos conjuntos de construção para produzir o que quisermos. Já vemos hoje os hardwares, computadores e a biologia se fundindo”, complementa.

Leia mais: Inteligência artificial: o que 2022 reserva para a tecnologia do momento?

Para ela, essa fusão conseguirá trazer uma nova perspectiva para o mercado e isso ficará refletido tanto na atuação das inteligências artificiais quanto no próprio sistema de armazenamento.

“A Microsoft e a Universidade de Washington já estão usando isso. E estou falando de hoje! Fizeram um sistema totalmente automático para armazenar e recuperar dados em um DNA fabricado. É algo como um hard drive biológico”, explica a especialista. “Isso é ótimo, estamos sem espaço para guardar todos esses dados. E o DNA pode armazenar informações digitais em espaços que são milhares de vezes menores que os que temos hoje”, conclui.

O futuro do emprego e as tendências dele estão no metaverso

Outra tendência que vem na velocidade da luz é a chegada e a permanência do metaverso. Para Amy Webb, todas as nossas ações estarão lá de forma quase natural nos próximos anos. E isso vale, inclusive, para a forma como tratamos os nossos escritórios — especialmente após o sucesso do trabalho remoto.

“Isso tudo pode parecer algo meio sem sentido, os desenhos e avatares. Mas precisamos levar algo muito importante consideração: um futuro do trabalho será a versão em desenho do nosso escritório”, diz a especialista.

Ela ressalta, dessa forma, que as empresas devem se preparar para além da venda dos clientes e dos usuários e ter um olhar mais atento aos próprios colaboradores nesse espaço. Afinal, o escritório já foi em casa e agora vai ser no metaverso, afirma ela.

Leia mais: Geração Z e gestão financeira, na visão do Digio

Além disso, a especialista também elencou em sua fala fatores importantes sobre o futuro do trabalho da maneira como o enxergamos. Ela comentou sobre a saúde mental dos colaboradores e a nova prioridade do bem-estar — que vem com mais importância do que o próprio trabalho em si — e a flexibilidade como estratégia de retenção de talentos.

“No Brasil, muitas empresas têm um modelo de liderança em grupo, com grandes comitês executivos e conselhos diretivos com muitas pessoas. Há fortalezas nesse modelo, mas pode retê-los também”, finaliza.

O mercado brasileiro e suas expressivas dificuldades

Além das tendências globais, a futurista também analisou o caso específico do Brasil e elencou tanto vantagens do País quanto desvantagens e dificuldades para o avanço tecnológico imposto pelo novo modelo de negócio mundial.

“Eu vejo um mercado que a gente quer muito. E uma parte grande dos nossos clientes quer saber como fazer parcerias com as empresas de vocês, expandir para o país. Queremos entender como podemos alavancar todas as coisas incríveis que vocês realizam aí”, comenta a executiva.

Mas, evidentemente, há desafios importantes na trajetória. “O sistema de telecomunicações do Brasil é terrível. Sem a conectividade de banda larga alta velocidade, o país vai perder oportunidades de contribuir para o novo ecossistema da Web 3.0”, ressalta Webb.

Por fim, ela deixa uma sugestão às empresas brasileiras e afirma que o mercado do País tem muito potencial frente ao mercado global de negócios no futuro. “Continuem fazendo sua pesquisa inovadora, mas durante o desenvolvimento do produto, abram espaço para modelar efeitos colaterais negativos. É melhor fazer isso enquanto estão inovando e criando um produto do que mais tarde perceber que causaram problemas não intencionais”, conclui.


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