A startup britânica Synthesia, que cria avatares de vídeos realistas baseada em Inteligência Artificial, anunciou a conclusão de uma rodada de financiamento Série E no valor de US$ 200 milhões. Com o aporte, a empresa atinge uma avaliação de mercado de US$ 4 bilhões e quase dobra seu valor em um ano. Em 2025, a empresa foi avaliada em US$ 2,1 bilhões.
A rodada de investimentos foi liderada pela Google Ventures (GV), investidora já presente no cap table da Synthesia, e contou com a entrada de novos nomes relevantes, como a Evantic, fundo fundado por Matt Miller, ex-sócio da Sequoia, além da Hedosophia. Também participaram investidores atuais, incluindo NVentures, braço de venture capital da NVIDIA, Accel, Kleiner Perkins, New Enterprise Associates (NEA), PSP Growth, Air Street Capital e MMC Ventures.
“Esta rodada de financiamento visa expandir essa visão. Observamos uma rara convergência de duas grandes mudanças: uma mudança tecnológica com agentes de IA cada vez mais capazes e uma mudança de mercado em que o aprimoramento de habilidades e o compartilhamento interno de conhecimento se tornaram prioridades em nível de diretoria”, comenta Victor Riparbelli, cofundador e CEO da Synthesia.
Foco em agentes de IA
Além do novo capital, a operação inclui uma venda secundária de ações destinada a funcionários, estruturada em parceria com a NASDAQ. A transação ocorre com a mesma avaliação de US$ 4 bilhões e tem como objetivo oferecer liquidez a colaboradores de longa data. Assim, poderão continuar como acionistas e participar do crescimento futuro da empresa.
Com os recursos captados, a Synthesia pretende acelerar a construção de uma empresa que defina sua categoria, com foco especial no uso de agentes de IA.
A proposta é transformar a forma como organizações treinam, compartilham conhecimento e capacitam equipes em áreas como aprendizado corporativo, marketing de produto e vendas.
A companhia aposta em sistemas capazes de ir além do vídeo tradicional, integrando inteligência conversacional ao processo de ensino.
Novas experiências em 10 anos
Na visão da Synthesia, a próxima década será marcada pela migração de conteúdos estáticos e unidirecionais para experiências interativas e conversacionais.
Esse movimento é impulsionado pelo avanço dos agentes de IA, ao mesmo tempo em que as empresas enfrentam o desafio de manter colaboradores atualizados diante de mudanças constantes em produtos, regulações e modelos de trabalho.
Para atender a essa demanda, a empresa tem desenvolvido uma nova categoria de produtos baseada em agentes conversacionais desenhados especificamente para o aprendizado organizacional.
Esses agentes permitem que funcionários interajam com o conhecimento corporativo de forma mais intuitiva, como fazer perguntas, explorar cenários por meio de simulações e receber explicações personalizadas.
Retorno do mercado
Os testes iniciais com clientes indicam resultados positivos. Segundo a empresa, organizações que experimentaram os novos produtos relataram maior engajamento e uma transferência de conhecimento mais rápida em comparação aos formatos convencionais de treinamento.
Diante desse retorno, os agentes de IA passam a ocupar um papel central na estratégia da Synthesia, que também planeja aprimorar sua plataforma atual.
Com a nova rodada, a Synthesia afirma estar bem capitalizada para executar sua visão de longo prazo.
O foco permanece na criação de produtos que definam categorias, ajudem empresas a transformar a forma como aprendem e compartilham conhecimento e façam isso de maneira segura, responsável e sustentável.
Oportunidade sem precedentes
Fundada em 2017, com sede em Londres e atuação na Europa e nos Estados Unidos, a empresa já atende mais de 90% das companhias da Fortune 100 e aposta na IA como aliada para manter as pessoas no centro das organizações.
“Oportunidades de mercado como esta não surgem com frequência”, afirma Riparbelli. “Estamos num momento único em que a tecnologia permite agentes que realmente conseguem compreender e responder, e em que as empresas estão sob uma pressão sem precedentes para requalificar e aprimorar as habilidades de sua força de trabalho.”





