A Reforma Tributária, aprovada em 2023 e considerada a maior mudança no sistema de impostos das últimas décadas, começa a sair do papel em janeiro de 2026. Nesse primeiro momento, entram em vigor de forma experimental as alíquotas de 0,9% da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e 0,1% do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Essas taxas inauguram uma transição que vai até 2033 e promete impactar diretamente o dia a dia das empresas brasileiras.
Com o objetivo de apoiar empreendedores nesse processo, principalmente de pequeno e médio porte, a Serasa Experian lançou o e-book gratuito De Olho na Virada Fiscal, disponível gratuitamente no portal de empreendedorismo da companhia. O material reúne informações essenciais para compreender as mudanças, se preparar para o novo modelo e evitar erros durante o período de convivência entre os dois sistemas tributários.
O que o e-book traz?
O conteúdo foi estruturado para simplificar o tema e transformá-lo em ações práticas, com ferramentas como:
- Checklist de adaptação – passo a passo prático para ajustes internos;
- Glossário simplificado – explicação acessível dos novos termos fiscais;
- Fontes confiáveis – links oficiais e atualizados para consultas seguras.
Além disso, no e-book, é possível encontrar explicações claras sobre os novos tributos, o cronograma de implementação, os impactos no cotidiano empresarial e as melhores práticas para se preparar desde já, tudo em conformidade com a Lei Complementar nº 214/2025.
O material também apresenta os riscos de não se adequar às mudanças e sugere caminhos possíveis para transformar o período de transição em uma oportunidade de crescimento.
O que muda na prática com a reforma?
A Reforma Tributária propõe a simplificação e unificação de tributos sobre consumo. Hoje, empresas lidam com uma verdadeira “colcha de retalhos” de impostos federais, estaduais e municipais. O novo modelo prevê a substituição gradual de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por três principais: CBS (federal) e IBS (estadual/municipal) e IS (Imposto Seletivo): regulatório, aplicado a produtos nocivos à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas.
Essa mudança será escalonada até 2033, quando a convivência entre o sistema antigo e o novo finalmente chegará ao fim. Para as pequenas e médias empresas, que já enfrentam dificuldades com a alta carga burocrática, os próximos anos serão de adaptação intensa.
Segundo o Banco Mundial, uma empresa brasileira gasta em média mais de 1.500 horas por ano apenas para cumprir obrigações tributárias, um dos números mais altos do mundo. Com a introdução gradual do novo sistema, a tendência é que a complexidade aumente nos primeiros anos, tornando a preparação ainda mais estratégica.
“Sabemos que a Reforma Tributária é um tema complexo e que ainda gera muitas dúvidas no empreendedor brasileiro. Nosso compromisso é traduzir essas mudanças em linguagem simples e oferecer ferramentas práticas para que as PMEs façam essa transição com segurança e sem sustos. Estar ao lado do empreendedor brasileiro é um dos pilares da atuação da Serasa Experian”, afirma Cleber Genero, vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian.
Por que importa para os pequenos negócios
A transição será longa, mas seus efeitos começam a ser sentidos já nos próximos anos. Para as PMEs, compreender o cronograma oficial e se antecipar à adaptação pode ser um diferencial competitivo. Além de reduzir riscos de penalidades, estar pronto para a mudança aumenta a eficiência operacional e fortalece o posicionamento no mercado.
Para se ter uma ideia, entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil registrou a criação de 3,5 milhões de empresas. Desse número, 97% são pequenos negócios. Ao todo, o País conta com 21,7 milhões de micro e pequenas empresas, que respondem por 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Sebrae, com apoio da Receita Federal.
Para grandes corporações, a Reforma Tributária será um desafio de adaptação operacional e tecnológica. Mas, para pequenas e médias empresas (PMEs), o impacto pode ser ainda maior, justamente porque muitas não possuem estruturas robustas de contabilidade, consultoria especializada ou sistemas avançados de gestão fiscal.





