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Saúde mental é priorizada por 85% das pessoas, aponta estudo

Saúde mental é priorizada por 85% das pessoas, aponta estudo

Estudo do McKinsey Health Institute ouviu pessoas de 19 países para entender como elas avaliam a própria saúde e os critérios de bem-estar

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde é definida como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente ausência de enfermidades”. O “estar saudável” tem tomado amplitude e não abrange apenas estar bem com a parte física, mas sim como um todo, apesar de 75% dos estudos relacionados ao tema terem apontado que apenas a saúde física é sinônimo de bem-estar.

Diante do contexto, o McKinsey Health Institute (MHI) desenvolveu um estudo para identificar como a saúde é abordada em diferentes países, e quais pontos são levados em consideração pela população para definir o que é ser saudável. Foram 19 países analisados; em cada um deles, cerca de mil pessoas foram ouvidas.

Os resultados apontaram para uma visão além da saúde física, mas sim dos quatro pontos que englobam o tema: física, mental, espiritual e social. Os entrevistados veem o estar saudável de forma mais ampla de como é considerada nas regiões onde vivem, e que a ausência de doenças não é determinante para sentir total bem-estar. Em síntese, a vida plena pode ser aproveitada de diferentes maneiras.

Em contraponto, são opiniões e necessidades individuais que se distinguem de acordo com a região em que o entrevistado se encontra. A exemplo disso, mais de 70% dos ouvidos consideram a saúde boa ou muito boa, de uma forma geral. Mas esse percentual oscila de 30% no Japão e aproximadamente 90% na Nigéria. Aqueles que definem sua saúde como precária e muito precária somam 7%.

Qual saúde é mais importante?

De acordo com o estudo do MHI, a saúde mental é a mais priorizada. Prova disso é que cerca de 85% dos entrevistados a avaliaram assim. Já a física é vista como extremamente ou muito importante para 84% das pessoas. Respectivamente em terceiro e quarto lugar, com 70% e 62% dos votos, estão a saúde social e espiritual. No caso da saúde espiritual, foi notada a diferença na importância dela de acordo com o país. Naqueles em que a renda mediana é mais alta, ela é considerada mais importante em comparação aos lugares com renda mediana mais baixa.

Já com relação às idades, as escolhas dos mais jovens e dos mais velhos se assemelham. Ambos os públicos consideram saúde mental e física importantes, enquanto a social e a espiritual não foram apontadas com grande relevância.

Os mais novos têm mais saúde comparados aos mais velhos?

Os números do estudo mostram que os níveis de saúde apresentam baixa diminuição com relação à idade. 70% dos ouvidos pela pesquisa com faixa etária entre 18 e 24 anos disseram ter, no geral, boa saúde ou muito boa. A diferença foi de apenas 10% para o público que tem entre 75 e 84 anos, uma vez que 60% dos que responderam ao estudo confirmaram também estar com a saúde boa ou muito boa. Porém, em 15 dos 19 países abordados, as pessoas com mais de 65 anos estão com a saúde mental boa ou muito boa, apresentando índices maiores do que aqueles que têm menos de 24 anos. O mesmo cenário é visto sobre a saúde social, uma vez que os mais novos a consideram razoável.

Expectativa de vida do país x saúde

Nascer em um país com grande expectativa de vida não foi considerado sinônimo de saúde para os ouvidos pelo estudo. Como exemplo disso, podemos usar o Japão, país onde a expectativa de vida ultrapassa os 80 anos. Ao mesmo tempo, sua população foi a que fez uma mais baixa autoavaliação da saúde. O mesmo aconteceu com a Itália e a Austrália.

Os apoiadores da saúde: da família aos sistemas

Ter uma rede de apoio é fundamental para diversas áreas da vida do ser humano. Na saúde, não seria diferente. O estudo do MHI mostrou que os amigos e os familiares são os maiores apoiadores de uma vida plena. Mais de 80% dos entrevistados apontaram que os grupos citados anteriormente são responsáveis por dar suporte em suas necessidades. O percentual é maior que o dos sistemas públicos e privados, que ficam com 54% e 60%, respectivamente, de citações como apoios altos e muito altos. O cenário aponta para a necessidade de um bom acolhimento no âmbito social para uma vida mais saudável.

O estudo mostra ainda que o apoio é fundamental para o “se sentir bem”. Aqueles que recebem suporte dos amigos ou da família têm melhor avaliação da saúde se comparados com os que não contam com essa rede de auxílio. 76% dos entrevistados disseram ter alto grau de apoio e consideram a saúde como boa ou muito boa se comparados aos 39% que não têm disponível esse mesmo apoio.

Baixo apoio aos que têm doenças autorrelatadas

Um menor apoio à saúde por parte do sistema público foi relatado por 49% das pessoas que declararam portar alguma doença, em contraponto dos 37% que não têm problemas de saúde declarados. Os índices são maiores quando o problema relatado está relacionado à saúde mental, que sofrem com falta de amparo de familiares e amigos. 30% daqueles que não estão em boas condições de saúde mental relataram ter baixo grau de apoio dentro do núcleo familiar, ou nas amizades; a comparação foi feita com 10% daqueles que não declararam doença mental.

Homens e mulheres têm apoio semelhante, mas depende da renda e do país

De modo geral, homens e mulheres recebem apoio à saúde de forma parecida. Porém, em países com renda mediana mais alta, eles recebem maior suporte dos sistemas público e privado em comparação com o apoio dado às mulheres.

No Reino Unido, por exemplo, a probabilidade de uma mulher receber um diagnóstico errado em caso de ataque cardíaco é 50% maior se comparada às chances de um homem passar pelo mesmo. Elas ainda têm maior propensão a terem seus sintomas descritos como “emocionais” ou “psicossomáticos”, mesmo em caso de dor.

Conclusão da pesquisa

O estudo do MHI mostra que, atualmente, a saúde é vista além da boa condição física. Essa amplitude aborda também o bom estado mental, social e espiritual. Além disso, sugere que adotar essa abordagem mais abrangente pode ser fundamental para mudanças positivas para a melhoria da saúde em geral. Porém, para chegar a um bom patamar de bem-estar exige uma nova postura da sociedade.



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