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Podem existir robôs por trás do jogo da Baleia Azul?

Podem existir robôs por trás do jogo da Baleia Azul?

O jogo da Baleia Azul tem gerado muita preocupação e uma grande empresa supõe que podem existir chatbots por trás dos chamados "curadores". Será?
Legenda da foto

Um jogo que supostamente nasceu na Rússia tem colocado a internet em alerta. Conhecido com o Jogo da Baleia Azul, o fenômeno pode estar levando diversos jovens ao suicídio. No Brasil, a chegada do “jogo” é recente, mas já foram relatados diversos casos, ainda em investigação, incluindo várias tentativas de suicídio e uma morte por overdose de medicamentos em MG.

Tem sido falado sobre os mais variados aspectos do jogo, mas existe um ponto (ainda não comprovado) que merece algum destaque: imagine que o “curador” do jogo – a pessoa que envia as mensagens, ordena os desafios, avalia a participação da vítima – fosse, ao invés de um humano, uma inteligência artificial agindo a partir de um chatbot.

Considerando-se esta hipótese, o episódio Baleia Azul inauguraria uma nova era dos incidentes de segurança, com ataques de engenharia social em massa que afetam de forma direta e altamente impactante o comportamento do usuário. Essa é uma hipótese levantada pela Aker N-Stalker, empresa recém criada a partir da fusão entre a Aker, da área de tecnologias de segurança digital, e a N-Stalker, empresa exportadora de segurança cibernética focada em ataque e identificação de vulnerabilidades com atuação em 28 países.

De acordo com Thiago Zaninotti, CTO da empresa, o padrão de comunicação interativa implementado pelo modelo do Blue Whale é perfeitamente compatível com os atuais bots, baseados em princípios de computação cognitiva. “Em geral, os bots sociais, utilizados para finalidades criminosas ou ilícitas, dispõem de recursos poderosos de autoaprendizado e são movidos por algoritmos de engenharia social que, embora relativamente sofisticados, estão se tornando cada vez mais corriqueiros nas estratégias de atração e engajamento de vítimas por parte do cibercrime”, comenta Zaninotti.

Rodrigo Fragola, CEO da Aker, explica que “o jogo da Baleia Azul está assentado em um menu fixo de 50 desafios que cada usuário deve obedecer, em uma ordem igualmente repetitiva, e em um conjunto limitado de atividades recorrentes – ou seja, é perfeitamente possível que sejam realizados po robôs. “Para efeitos de comunicação verbal, tudo isto compreende um número pequeno de variáveis, passíveis de serem semanticamente mapeadas em esquemas de ação e reação bastante restritivos”, afirma Fragola.

Implementação fácil

Segundo o CEO da Aker, a criação de um chatbot para as finalidades propostas pelo Baleia Azul seria algo tão simples e banal quanto implementar um assistente robótico para apoiar a venda de passagens aéreas ou para sugerir modelos de calçados adequados ao estilo de um consumidor previamente perfilado por engenharia social.

Existe, portanto, uma considerável possibilidade de haver bots no lugar de “gurus humanos” orientando os usuários do jogo. Para ele, esse é um cenário ainda mais assustador. “Unindo-se esta tecnologia de bots com as de realidade aumentada e a virtualização progressiva da experiência, podemos chegar a um ambiente social com potencial destrutivo enorme”, diz.

Pela avaliação da Aker, se o modelo fosse automatizado, ele poderia realizar ações de mineração de dados em redes sociais e identificar pessoas ideais para serem alvos na propagação de spam contendo códigos maliciosos. Para abordar suas vítimas, o sistema criaria falsas “personas” (ou “falsos avatares”) com afinidades sociais bem definidas e preparadas para interagir com internautas dispostos a novos relacionamentos (ou a jogos) e abertos a aventuras nas diversas redes sociais.

O que são chatbots?

Os chatbots (ou simplesmente bots) são uma emergente modalidade de código robotizado capaz de se comunicar em redes sociais emulando indivíduos humanos com alto nível de verossimilhança.

Cuidados

Preste atenção às pessoas em seu entorno. Alguns sinais podem indicar que elas estão passando pelo desafio da Baleia Azul:

1. Mutilações na palma da mão
2. Hábito de assistir a filmes de terror/psicodélicos com frequência
3. Mutilações nos braços – cortes grandes com desenhos de baleia ou qualquer outro animal
4. Desenhos de baleia
5. Posts em redes sociais com os dizeres “#i_am_whale” (“Eu sou uma Baleia”).
6. Sair de casa em horários incomuns – madrugada principalmente
7. Cortes nos lábios
8. Furos nas mãos com agulhas
9. Arrumar brigas
10. Evitar conversar durante muitas horas

E lembre-se: Centro de Valorização da Vida (CVV) está disponível para ajudar. Caso você queira conversar, ou conheça alguém que esteja precisando de ajuda, acesse o site (clique neste texto) ou ligue para o número 141.

 

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