Facebook, Instagram, LinkedIn, Tik Tok, Twitter, YouTube, Pinterest, WhatsApp. Não há dúvidas: as redes sociais fazem parte da realidade do brasileiro, que usa o espaço para interagir com amigos e conhecidos, mas também para descobrir – e consumir – produtos e serviços e se posicionar sobre os mais diversos assuntos.
Um prato cheio para as marcas, que têm nos canais online um suporte que permite conhecer melhor o público, aumentar o engajamento dos consumidores, criar uma relação de proximidade e confiança, e, claro, fortalecer a operação.
Mas será que é preciso marcar presença em todas as redes sociais? Entender as potencialidades de cada canal, quais os melhores recursos para posicionamento e a estratégia mais adequada para cada espaço é fundamental para explorar a totalidade que a tecnologia oferece.
Redes sociais: é pecado não estar nelas
Escreva a seguinte frase em um papel: 76% dos brasileiros usam as redes sociais para tomar decisões de compra. Agora, cole-a em um lugar que você veja diariamente e, toda vez que olhar para ela, repita-a como um mantra. Após este processo, você deve chegar à conclusão de que é pecado mortal não estar – de alguma forma – presente nestes espaços.
O dado, levantado pela pesquisa Social Commerce, realizada pela All iN | Social Miner em parceria com a Etus e a Opinion Box, revela ainda que 56% usam os espaços para ter acesso à avaliação de outros clientes e 54% para comparar preços.
“As redes sociais são a nova vitrine. Se uma marca quer ter sucesso, divulgar seus produtos e serviços e criar um relacionamento genuíno com seus consumidores, conhecendo-os com profundidade, precisa estar nestes espaços”, explica a especialista em marketing Nathaly Marcondes, mestre em comunicação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e sócia-proprietária na empresa 2Toques Marketing de Conteúdo.
Porém, nada de sair criando conta em todas as redes sociais. Avaliar quais são as plataformas que concentram a maior parte de seu público-alvo e que melhor oferecem possibilidades de trabalhar um conteúdo que tenha relação com a sua marca é fundamental.
“Não é necessário estar em todas as redes sociais, mas é preciso que as empresas estejam principalmente naquelas em que o público delas estiver. Por isso, é importante fazer um estudo antes de decidir em qual rede social investir para identificar qual tipo de público está presente nestes espaços”, avalia Nathaly Marcondes, que completa: “Hoje sabemos que o TikTok é mais popular entre jovens e adolescentes, já o Facebook entre pessoas mais maduras”, compara.
A especialista em marketing faz ainda um outro alerta: ao escolher estar em uma plataforma, para que ela de fato contribua com o sucesso do negócio, é preciso entender e saber explorar todas as ferramentas nela contidas, bem como saber identificar quais trazem melhores resultados para a estratégia da empresa.
“Para que ela seja explorada em sua totalidade é importante verificar qual tipo de formato de conteúdo está gerando mais engajamento. O Instagram, por exemplo, nasceu como uma plataforma de compartilhamento de imagens, mas hoje sabemos que são os vídeos que geram mais engajamento – e não necessariamente os vídeos publicados no feed, mas também nas ferramentas que surgiram com o desenrolar da plataforma, como o reels, stories, IGTV”, pontua.
Outro aspecto importante destacado pela sócia-proprietária da 2Toques Marketing de Conteúdo é a importância de utilizar as redes sociais, de fato, para interagir, não apenas para vender.
“As redes sociais são ferramentas de relacionamento, como o próprio nome diz. Embora tenhamos abertura para que as marcas estejam presentes – e vendam seus produtos por lá – é importante que elas interajam de maneira orgânica com os usuários de cada plataforma. Por isso, as empresas não devem utilizar as redes como se fossem um folhetim de anúncios promocionais ou institucionais”, alerta a mestre em comunicação.
Escolher estar presente apenas nas redes sociais que concentram a maior parte do público do seu negócio e também que mais se adequam ao conteúdo produzido tem ainda outro motivo: a economia de investimento e de energia.
“Produzir conteúdo para redes sociais dá trabalho e exige esforço. Por isso, focar onde interessa é, mais do que uma necessidade, uma estratégia inteligente”, explica Nathaly Marcondes.
Dica de mestre
Apesar de não ser necessário estar presente em todas as redes sociais, a mestre em comunicação dá uma dica valiosa para as marcas que não querem perder a chance de se conectar com seus seguidores: entrar para as redes sociais tão logo elas surjam, mesmo que não as alimentem de fato.
“A ideia é garantir o nome de usuário nessa plataforma, porque nunca sabemos se uma nova rede social vai ganhar fôlego ou não. O Facebook, por exemplo, só começou a bombar depois de um tempo. Quem deixou para se registrar correu o risco de perder o @ mais adequado para o negócio”, ensina.
Redes sociais: conheça as principais características de cada uma
O Facebook é a rede social mais utilizada pelos brasileiros. Para se ter uma ideia, em 2020, a plataforma contabilizou mais de 130 milhões de contas ativas.
No Facebook é possível postar imagens, textos e vídeos – e, inclusive, usar links que redirecionam para sites externos, uma funcionalidade superinteressante para as empresas.
Além disso, a rede permite uma interação bastante próxima do usuário, que pode compartilhar, comentar e reagir às publicações.
“Outro ponto que vale ressaltar é que o Facebook concentra ferramentas muito úteis para as empresas, como o Gerenciador de Negócios, que permite criar campanhas no Instagram e no Facebook, e também o Estúdio de Criação, que agora foi rebatizado como Facebook Business Suite, que permite agendar as publicações gratuitamente. Por isso, sempre recomendamos que nossos clientes tenham conta empresarial no Facebook”, explica a sócia-proprietária da 2Toques Marketing de Conteúdo.
O Instagram é uma das plataformas mais versáteis para as empresas – prova é que, para se adequar às necessidades dos usuários, passou por várias atualizações e transformações desde quando foi criada, em 2012.
Com 95 milhões de usuários ativos, ela permite a publicação de fotos, carrosséis e vídeos no feed, e tem ainda outras três funcionalidades integradas: os stories, que possibilitam a criação de enquetes e fomentam a interação; o reels, perfeito para conteúdos em vídeo rápidos e divertidos; e o IGTV, criado para abrigar conteúdos em vídeo mais longos. Além disso, o Instagram tem a função loja para as empresas.
“Em 2012, quando foi criado, o Instagram era puramente imagético. Hoje, conteúdos em vídeo são cada dia mais tendência e ganham espaço na plataforma, que concentra, principalmente, o público jovem”, explica Nathaly Marcondes.
O Twitter já viveu dias com mais glamour e chegou a figurar no topo das redes sociais mais acessadas no Brasil. Hoje, perdeu espaço para plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. Apesar disso, ainda concentra cerca de 16,6 milhões de usuários no Brasil e representa uma grande oportunidade de interação para marcas que desejam criar um diálogo orgânico e mais próximo de seus consumidores.
A rede social aceita textos curtos – de até 280 caracteres – fotos e vídeos. Além disso, também permite as tradicionais curtidas e compartilhamentos.
“A principal característica do Twitter é o limite de caracteres e a forma como seus usuários o utilizam, cumprindo, basicamente, a função de segunda tela. Ou seja, as pessoas ficam no Twitter enquanto assistem à TV, comentando ao vivo o que acontece em reality shows, por exemplo. Aliás, o Twitter tem muito essa pegada de instantaneidade, de rapidez. Em pouco tempo, as coisas que acontecem – seja no universo online ou offline – já estão na rede”, pontua a especialista em Marketing.
YouTube
O YouTube é a principal rede social de vídeos online na atualidade e é indicada para marcas que queiram explorar conteúdos mais longos e densos neste formato.
Segundo estatísticas da própria plataforma, ao todo, o Brasil tem 105 milhões de usuários entre 18 e 65 anos. Se contar a criançada que usa o login dos pais para ver conteúdo infantil, esse número tende a ser ainda maior.
“O YouTube é o pai dos streamings e podemos considerar que a plataforma foi a principal catalisadora dos conteúdos sob demanda. Foi no YouTube que as pessoas aprenderam que poderiam procurar por conteúdos, sem ter de esperar a programação da TV para assisti-los. A ferramenta é muito útil para que empresas façam reviews de seus produtos, tutoriais de utilização, lives e ainda trabalhem com anúncios”, explica Nathaly Marcondes.
TikTok
O Tik Tok permite o compartilhamento de vídeos curtos e ganhou espaço entre celebridades, humoristas e, principalmente, adolescentes ao permitir a edição simples e ágil de conteúdo. Na ferramenta, dá para colocar músicas, efeitos, filtros especiais e recursos de dublagem. O sucesso é tanto que acabou por inspirar a criação do reels, do Instagram.
“O crescimento do Tik Tok é cada vez maior e, por isso, muitas marcas já estão começando a se posicionar na plataforma. Apesar de ser um espaço com grande potencial de fortalecer a identidade da marca e gerar engajamento, é preciso ter em mente que é uma mídia social mais leve, descontraída. Para estarem nela – e conquistarem seus objetivos por lá – as empresas precisam se render às trends do momento. A linguagem do público da plataforma e da empresa precisa conversar, pontua Nathaly Marcondes.
Diferente das outras redes sociais, o LinkedIn surgiu, de fato, com a intenção de conectar empresas e pessoas – ou profissionais com profissionais.
Nela é possível compartilhar fotos, vídeos e links, além de criar pesquisas e anunciar vagas de emprego.
“Ela é estratégica para empresas que querem dar visibilidade às suas ações, compartilhar relatórios de sustentabilidade e também para as que buscam encontrar profissionais qualificados para integrar o time”, pontua a especialista em marketing.
Sim, o WhatsApp pode ser considerado uma rede social. E mais que isso: o aplicativo de mensagens instantâneas representa uma grande oportunidade para empresas que querem estabelecer um relacionamento mais direto com seus consumidores.
“Tanto que agora existe o WhatsApp Business, que mostra a localidade do negócio, o catálogo de produtos, permite configurar mensagens automáticas e muito mais. É, de fato, um espaço importante para as empresas. Mas atenção: é preciso, de fato, responder às mensagens e não as deixar acumulando”, alerta a mestre em comunicação.
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