Mais uma vez a Saraiva não apresentou bons resultados. A unidade de varejo do grupo apresentou prejuízo líquido de R$ 9,1 milhões no primeiro trimestre deste ano frente a um lucro líquido de R$ 13,6 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
No período, a receita líquida do varejo do Grupo Saraiva caiu 3%, e somou R$ 498,6 milhões. Segundo relatório da companhia, considerando as mesmas lojas a queda foi ainda maior, de 5,4%, na comparação com o primeiro trimestre de 2014. A receita menor é reflexo da queda de 4% nas vendas no período.
Nos primeiros três meses do ano, a movimentação no site Saraiva.com também apresentou recuo, de 2%, e somou R$ 154 milhões no período. Excluindo a venda de eletroeletrônicos e eletroportáties, o volume de vendas permaneceu praticamente estável na comparação anual, segundo a Sarauva, com destaque para a comercialização de livros, artigos de papelaria e telefonia. A participação do e-commerce no Grupo permaneceu estável em 30%.
No período, houve um fechamento, da loja do Shopping D&D, em São Paulo, por conta da “baixa expectativa de geração de valor”. A previsão é de fechar mais três lojas da rede. A Saraiva fechou o primeiro trimestre com 115 unidades, sendo 3 delas no formato Aeroporto.
Para este ano, a expectativa é de abrir apenas uma loja, do aeroporto de Viracopos, cuja contratação ocorreu no início de 2014. “Nosso foco será a extração de maior valor dos ativos existentes e renegociação ou fechamento de lojas deficitárias do varejo”, disse a empresa.
Foi iniciado neste primeiro trimestre, um plano de reformulação do layout das lojas com a inclusão das famílias games e telefonia, visando ao aumento da venda por metro quadrado de 25 lojas. Segundo a empresa, o investimento nessas lojas será mínimo e realizado através de parcerias com a indústria.
O varejo do grupo continua com altas despesas operacionais, que somaram R$ 153 milhões, um aumento de 14% na comparação aos R$ 135 milhões do primeiro trimestre do ano passado.
“Esse resultado reflete impactos inflacionários e as despesas não-recorrentes relacionadas ao processo de reestruturação. A partir do segundo semestre de 2015, espera-se que o plano de ação voltado à racionalização de gastos contribua para a melhora dos resultados”, disse a companhia no relatório.
A reformulação foi iniciada nos últimos meses por conta dos péssimos resultados de uma maneira geral. A Saraiva, que completou 100 anos de mercado, tem passado por maus bocados. No ano passado, o prejuízo chegou a R$ 36,9 milhões – mais do que o dobro do prejuízo registrado em 2013. E os resultados continuam ruins. No primeiro trimestre, o Grupo, que inclui varejo e editora, apresentou queda de 55% no lucro líquido.
Para sair dessa situação, o Grupo Saraiva mantém ações com o objetivo de melhorar a satisfação dos clientes. Em termos estruturais, a empresa está revisando processos internos, melhorias logísticas e processos de compra e gestão de estoques mais eficientes, além da implantação de uma estratégia focada em redução de custo e aumento de eficiência operacional.
Além disso, a empresa contratou a consultoria do ex-Pão de Açúcar Enéas Pestana para tentar reverter a situação de prejuízo. Segundo a empresa, o processo caminha para a fase final da primeira etapa de avaliação, com a proposição de um plano de ação que será submetido ao Conselho de Administração.
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