/
/
Qual o grande inimigo do varejo segundo os próprios varejistas?

Qual o grande inimigo do varejo segundo os próprios varejistas?

Confira alguns insights e críticas de representantes de entidadades de classe e grandes empresários sobre a presença no Estado brasileiro no ambiente de negócios
Legenda da foto

A burocracia da legislação brasileira e a grande máquina do poder público no controle de operações varejistas foram as principais reclamações de executivos ligados ao setor, em um dos painéis do dia de abertura do BR Week 2018. Discutindo a união do varejo para um bem maior, José Barral, ex-presidente do Sonda Supermercados e atualmente à frente da Cendon Consultoria, disse que “nenhum negócio pode agir sozinho e que cada vez mais temos que entender o que nosso negocio tem que trazer de benefício para a  sociedade como um todo”.

A revista NOVAREJO digital está com conteúdo novo. Acesse agora! 

A discussão foi em torno desse tom durante todo o debate, com a máxima de que a concorrência dentro do próprio setor não é, de fato, um fator de inimizade. Esse ambiente sinérgico de negócios competidores deve ser traduzido em união para combater o principal problema do Brasil, segundo os executivos: a burocracia do poder público.

Representantes de entidades de classe ressaltaram a importância desses órgãos no sentido de conferir mais união dos setores envolvidos. “As associações comerciais congregam todos os segx’mentos da economia.Varejo, indústria, segmento financeiro. A gente tem que lembrar que o inimigo do varejista não é o varejista do lado. O nosso inimigo é a burocracia governamental. Nós temos que ter uma união para resolver esse tipo de problema”, afirma Nelson Kheirallah, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Kheirallah tocou em um ponto no qual há praticamente uma unidade perante os varejistas. Ele citou que o varejo, em si, não transforma produtos como a indústria e questionou como um programa do governo, na sua visão, pode impactar negativamente e trazer mais burocracia para o setor. “O varejo compra 10 unidades e vende 10 unidades. Pra que essa burocracia do Simples(programa)?  Temos que trabalhar em conjunto para diminuir esse problema”.

Em consonância com o comentário do vice da ACSP, o diretor-executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), Edmundo Lima, colocou seu case como um exemplo de junção de esforços de concorrentes em prol de um benefício geral. “No monitoramento de cadeia produtiva, são varejistas concorrentes, maseles entenderam que diante de uma realidade de contexto de cadeia produtiva extremante frágil e irregular, era preciso agir. Esses varejistas, junto com a entidade, construíram um processo sistematizado pra garantir boas práticas e a valorizar a dignidade do trabalhador dezsa cadeia”, afirma o executivo.

Em meio ao debate, o presidente da Associcação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), Glauco Humai, foi o mais crítico da situação política brasileira. Segundo ele, há aproximandamente 3500 projetos de lei tramitando nas casas legislativas do País que barram pelo menos algum ponto do investimento nos shopping e da operação.

“Quem vai ser louco de botar dinheiro no Brasill, sem ter a taxa de retorno? Esses projetos de lei podem mudar radicalmenteo nosso negócio da noite para o dia. É algo extremamente desfavorável. Supermercados é a mesma coisa, comércio, franquias. Mentalidade ultrapassada e obsoleta do poder público fazem a gente ter que enxugar gelo e apagar fogo todo dia. A gente só consegue mudar isso pelo voto”, opina Humai.

O assunto ganhou corpo quando Barral revelou sua experiência no varejo e como essa série de impeditivos acaba travando a inovação no Brasil. De acordo com o presidente da Cendon, 80% do tempodo varejista é para resolver situações reativas, nas quais eles têm que se defender, principalmente do poder público, diz ele. “Sobram apenas 20% para, de fato, inovramos. Isso é algo que acontece”.

Para Altino Cristofoletti, presidente da Associação Brasileira de Franquias (ABF), a legislação no caso de seu segmento causou boas perspectivas e houve um ganho maior quando a liberdade econômica foi priorizada. O segmento de franquias é um dos que mais crescem no Brasil e isso se deve, segundo Cristofoletti, por um alívio do poder público. “Um acabouço jurídico que dá confiança na relação entre as partes e deixa livre essa relação faz com que a coisa cresça. Hoje o país é reconhecido no franchising por causa de uma simples lei de 1994,que deu maior transparência na relação entre as partes”, diz o especialista. “O alto grau de regulamentação que engessa e impacta muitos os nossos negócios”, complementa.

Por fim, como representante de um dos maiores grupos de varejo do Brasil, o diretor de relações corporativas do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Paulo Pompilio, citou dados onde o Brasil está na 153ª posição de ter uma liberdade econômica. Segundo ele, isso atravanca qualquer projeto de País que alguém possa ter. “A liberdade econômica no País traz uma qualidade de vida melhor. Quando vc faz um comparativo, no Brasil é péssima. Precisamos(empresários) ter um papel protagonista. Temos que pensar o País”, disse o executivo.

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

TikTok Shop celebra o primeiro ano com 134 milhões de usuários e consolidação da compra por descoberta
Em seu primeiro aniversário brasileiro, a plataforma mostra avanço de 161 vezes nas vendas por lives e uma rede de criadores que cresceu 46 vezes.
Parceria entre Assaí e Mercado Livre inaugura novo capítulo do e-commerce alimentar no Brasil
O Assaí inicia vendas em marketplace Fulfillment no 2º trimestre de 2026, começando pelo Sudeste e expandindo para todo o Brasil até o fim do ano.
Fim do Perse prematuro gera incerteza econômica que, por sua vez, gera um ambiente de instabilidade, com o consumo sendo prejudicado.
Setor de serviços tem pior trimestre em 4 anos, aponta PMI da S&P Global
Índice mostra contração do setor em junho; demanda fraca e juros altos preocupam
Com íon, Itaú Personnalité expande seus horizontes de investimentos
Itaú lança venda de passagens aéreas no app e terá sala VIP própria em Guarulhos
Banco mira segmento de viagens com plataforma de passagens e espaço exclusivo para clientes de alta renda

Webstories

SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]


Leandro Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

Rodrigo Santinelo
rodrigo.santinelo@gpadrao.com.br

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Carolina Paes
Danielle Ruas 
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Gerente
Leonam Dias

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

Rebeca Andrade – Ensinamentos e Aprendizados O futuro do entretenimento no Brasil NBA é a melhor experiência esportiva do mundo Grupo Boticário, em parceria com a Mercur, distribui gratuitamente produtos inclusivos.