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As profissões que geram mais infelicidade segundo o estudo mais longo de Harvard

As profissões que geram mais infelicidade segundo o estudo mais longo de Harvard

Pesquisa que já dura 85 anos revela que a qualidade das relações cultivadas no trabalho impacta diretamente na felicidade profissional

Você tenta ser feliz no trabalho ou encontrar propósito nele? Luiz Felipe Pondé diz que a busca por uma “segunda-feira light” ou a preocupação em ser feliz no trabalho é coisa de quem não tem problemas econômicos estruturais – afinal, muitas pessoas não tem nem mesmo fim de semana pois trabalham para, basicamente, alimentar a si mesmo e aos seus. Em paralelo, há uma piada que diz: “Se trabalho fosse bom, não seria remunerado”. Mas será que é verdade? Será que é possível estabelecer uma relação de causa e efeito entre a profissão ou ocupação escolhida e a felicidade no dia a dia? O Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto (Study of Adult Development), da Universidade de Harvard, foi a fundo nos dados e descobriu que, sim, algumas profissões geram mais infelicidade do que outras.

A pesquisa, que já dura 85 anos – e não dá sinais de encerrar as atividades –, acompanhou a trajetória de mais de 700 pessoas que foram entrevistadas a cada dois anos sobre suas vidas. O estudo registrou os altos e baixos, a evolução de suas carreiras, e os estados físico e mental de cada um dos participantes. O objetivo do estudo, afinal, é entender o que gera felicidade, satisfação e saúde para as pessoas ao longo de suas trajetórias. Apesar de não ser possível relacionar profissões específicas à infelicidade, o estudo identificou quais são as características de um cargo ou função que geram insatisfação. Algumas delas são a escassez de interações humanas no trabalho, e a falta de oportunidades para construir relacionamentos e amizades com colegas. Cargos que envolvem turnos noturnos e funções mais independentes – em vez de interpessoais – também fazem parte do quadro.

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A infelicidade no trabalho, portanto, não está relacionada à solidão, mas à qualidade das relações criadas e cultivadas. Mesmo profissionais que trabalham cercados por colegas podem se sentir isolados se não tiverem interações significativas com outras pessoas. É o caso, por exemplo, de indivíduos que trabalham com atendimento ao cliente, que são muito expostos a interações negativas com clientes insatisfeitos ou com dúvidas sobre serviços e produtos.


As profissões que geram mais infelicidade

  • Entregadores;
  • Motoristas de caminhões de longa distância;
  • Seguranças;
  • Trabalhos com horários noturnos, como vigilantes e porteiros;
  • Funções remotas;
  • Atendimento e serviços ao cliente;
  • Profissionais do comércio varejista.

O estudo

O Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto teve início em 1938, com 724 indivíduos para acompanhar sua adolescência até a velhice e entender o que os torna felizes e saudáveis. Metade dos participantes eram estudantes da Universidade de Harvard, enquanto os demais eram jovens da periferia de Boston. Todos os participantes eram homens, já que à época mulheres ainda não eram admitidas na universidade – dentre eles, o ex-presidente dos Estados Unidos Robert F. Kennedy.

A cada dois anos, os pesquisadores se encarregaram de entrar em contato com os entrevistados para uma atualização sobre suas vidas, famílias e condições de saúde. Além de responderem a um questionário, os participantes também eram convidados para conversas presenciais, em suas casas, além de exames de sangue e conversas com seus familiares. A partir dos anos 2000, os pesquisadores expandiram a lista de entrevistados e passaram a estudar também as esposas dos participantes originais. Depois, mais de dois mil de seus descendentes.

Segundo o TED Talk “A Boa Vida” do quarto diretor do estudo, o professor Robert Waldinger, a pesquisa identificou três grandes lições:

  1. Conexões sociais são muito boas para os seres humanos, e a solidão mata. Pessoas com relacionamentos familiares e conectadas a amigos e à comunidade são mais felizes e mais saudáveis.
  2. A qualidade dos relacionamentos é mais importante que a quantidade. Indivíduos podem estar cercados de pessoas, mas essas as conexões podem ser conflituosas ou pouco significativas – o que gera prejuízos para a saúde.
  3. Relações saudáveis protegem tanto o corpo quanto o cérebro. Isso porque o estudo identificou que indivíduos que não podem contar com outras pessoas acabam tendo declínio de memória mais cedo do que aqueles que possuem relacionamentos saudáveis e de cumplicidade.

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Dicas para criar conexões no trabalho

A felicidade no trabalho, portanto, está intimamente relacionada às conexões que profissionais cultivam com outros indivíduos. Por isso, o estudo sugere algumas ações para diminuir o sentimento de solidão e potencializar a felicidade e o bem-estar no ambiente de trabalho:

  • Desenvolver conexões com colegas de trabalho, por meio de conversas no meio do expediente e depois turno, por exemplo;
  • Criar grupos de acordo com interesses em comum – como um time de futebol aos finais de semana, ou noites de jogos online;
  • Pedir e oferecer ajuda a colegas;
  • Buscar empregos que permitam conversas sobre assuntos não relacionados ao trabalho;
  • E encontrar lugares que incentivem o trabalho em equipe, permitindo a criação de relações positivas com colegas e novas formas de trabalho.

O diretor sugere que, além de prestar atenção a convênio médico e salário nas vagas que estão buscando, os profissionais também podem encarar a possibilidade de desenvolver relações saudáveis e genuínas como um benefício da vaga.



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