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Após pandemia, preocupações com economia e saúde permanecem e mudam hábito de consumo

Após pandemia, preocupações com economia e saúde permanecem e mudam hábito de consumo

Brasileiros estão otimistas, porém mais seletivos na hora da compra, interferindo em novos modelos de negócio. E tudo indica que os novos comportamentos durarão por pelo menos mais cinco anos

É fácil perceber que os hábitos de consumo mudaram com a pandemia. É possível notar a quantidade de restaurantes que surgiram nos aplicativos de delivery, lojas criando perfis nas redes sociais, pessoas trocando o carro pela bicicleta. Depois de mais de um ano passando mais tempo em casa e se preocupando com a própria saúde e com a de pessoas queridas, a tendência é que os hábitos adquiridos na pandemia continuem nos próximos anos.

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A boa notícia é que o otimismo para este ano contagiou 82% dos brasileiros, segundo o levantamento EY Future Costumer Index 2021, realizado pela consultoria estratégica EY-Parthenon. Essa grande parte da população acredita que o ano será melhor comparado com 2020.

Dados do estudo IPC Maps 2021 também mostram melhoras na economia do país e a expectativa é que ao longo de 2021 o consumo das famílias movimente cerca de R$5,1 trilhões, um aumento de 3,7% em relação a 2020. “Depois de uma queda de 5,5% no consumo em 2020, já era esperado um crescimento nos valores de potencial de consumo para 2021, devido principalmente ao fato da economia estar voltando ao normal, graças à vacinação da população e, também, ao fato de que as empresas têm de faturar para voltar à sua rotina normal. favorecendo a população no retorno ao emprego e à renda”, diz o responsável pelo IPC Maps, Marcos Pazzini.

Apesar disso, 97% dos brasileiros estão de alguma forma preocupados com a economia do país e 96% com a saúde da família e com o impacto social e comunitário da pandemia. Mesmo no pós-pandemia, com a imunização em massa, os consumidores afirmam que vão continuar, por exemplo, querendo produtos e serviços que possam comprar online, que tenham bom preço, sejam de qualidade e que façam bem à saúde e ao planeta.

Pandemia trouxe reflexão sobre impactos socioambientais

Algumas tendências de comportamento do consumidor já estavam em ascensão antes da pandemia, mas foram aceleradas por ela, como o comércio online e a saudabilidade. Esses são alguns dos fatores que exigem a adaptação constante das empresas para melhorar a experiência do cliente e oferecer um produto ou serviço com impacto socioambiental positivo.

Por causa do receio com as finanças pessoais, da manutenção do próprio trabalho e da redução do poder aquisitivo, o preço ainda é o critério mais importante para a decisão de compra de 78% dos entrevistados. Os brasileiros estão mais seletivos: 65% estão comprando somente o essencial e 74% pretendem economizar mais dinheiro.

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Assim, a tendência é optar por marcas em que confiam e observar se a compra fará bem para a saúde, seja ela física ou mental, inclusive pagando mais caro por isso. Quando falamos em mudança de comportamento a longo prazo, quase oito em cada dez brasileiros pretendem prestar mais atenção com sua própria saúde, fazendo escolhas mais saudáveis. Outras opções que os consumidores estão dispostos a pagar mais para ter acesso são:

• produtos de alta qualidade (49%);
• produtos orgânicos (36%);
• marcas que contribuem para a comunidade/responsabilidade social (31%);
• produtos fornecidos eticamente/com transparência (29%).

Já para 66% dos participantes da pesquisa, o critério mais importante de compra é a sustentabilidade. Durante a pandemia, muita gente passou a observar os valores praticados pelas empresas das quais pretendem comprar.
Atualmente, os consumidores acreditam que as marcas precisam realizar mudanças positivas no mundo e estão preocupados com fatores como a forma com a qual as empresas tratam seus funcionários, que tipo de impacto social exercem e se conduzem os negócios com ética. Dessa forma, posicionamento e relacionamento com o cliente passam a ser ainda mais importantes em cenários de crise: sai na frente quem mostra ao público que oferece à sociedade mais do que bons produtos ou serviços.

Transformação digital já é indispensável

De acordo com o estudo da EY, 69% dos brasileiros diminuíram as visitas a lojas físicas durante a pandemia. Empresas que já estavam passando pela transformação digital antes da pandemia, portanto, são aquelas que levaram vantagem desde 2020, uma vez que já estavam construindo a confiança e a fidelidade dos clientes no ambiente virtual.

Ampliar a presença na internet hoje é fundamental para acompanhar o consumidor e para a divulgação das empresas, levando em conta que grande parte dos compradores não está na rua. Além de os brasileiros serem um dos maiores consumidores de redes sociais do mundo, nos próximos cinco anos a tendência é permanecer com hábitos adquiridos na pandemia, seja na forma de se alimentar, praticar atividade física, trabalhar e estudar ou fazer compras.

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Quanto aos exercícios físicos, por exemplo, 62% dos entrevistados pela EY afirmam que farão treinos em casa, 56% pretendem se exercitar ao ar livre e 34% usarão mais aplicativos de celular ou aulas online de treino e têm menos probabilidade de fazer uma assinatura em academia.

Nesse sentido, algumas marcas como Nike e Under Armour, que já possuíam aplicativos para exercícios em casa ou ao ar livre, estão apostando também em vendas apenas no próprio e-commerce e aplicativo, em uma estratégia conhecida como Direct to Consumer (direto ao consumidor), que evita que a compra seja feita por intermediários, como em marketplaces.

Em relação a compras em geral, desde o início da pandemia 68% passaram a ter o delivery entre os critérios para decidir por uma marca em vez de outra. “Sem dúvida, oferecer serviço de delivery é a principal demanda dos consumidores, que gostaram de adquirir produtos on-line. Portanto, a oferta de produtos em pontos de venda tradicionais vai ter de conviver com as vendas on-line e sistemas de delivery. O empresário que não se atualizar nesse sentido, tornando seu negócio mais digital, certamente perderá espaço para a concorrência”, afirma Marcos Pazzini.


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