O Prêmio Nobel de Física de 2025 reconheceu o britânico John Clarke, o francês Michel H. Devoret e o americano John M. Martinis pela descoberta de efeitos quânticos em circuitos elétricos. O grupo revelou que as leis da mecânica quântica também se aplicam a sistemas macroscópicos.
A premiação, que teve início essa semana, revelou por meio do Nobel de Física o fenômeno conhecido como “túnel quântico”. Os achados confirmam que os princípios quânticos não se limitam ao microscópio, mas podem ser aplicados a dispositivos tangíveis, impulsionando o avanço de tecnologias como a computação quântica, sensores de alta precisão e criptografia avançada.
“É maravilhoso celebrar como a mecânica quântica, criada há mais de um século, ainda oferece novas surpresas e continua sendo a base de toda a tecnologia digital”, afirmou Olle Eriksson, presidente do Comitê Nobel de Física.
O prêmio, dividido entre os três pesquisadores, soma 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões).
O Nobel de 2024 e os pioneiros da IA
Vale lembrar que o Prêmio Nobel de Física de 2024 marcou um momento histórico ao reconhecer John Hopfield e Geoffrey Hinton, cientistas cujos trabalhos lançaram as bases da Inteligência Artificial (IA) moderna. Hopfield, físico e neurobiólogo, desenvolveu o modelo de Hopfield, que descreve como redes neurais artificiais podem armazenar e recuperar informações de forma semelhante ao cérebro humano. Já Hinton, conhecido como o “padrinho do deep learning”, foi responsável pelos fundamentos das redes neurais profundas, hoje presentes em assistentes virtuais, diagnósticos médicos e sistemas de reconhecimento de imagem e linguagem natural.
Segundo a Academia Real das Ciências da Suécia, as descobertas de Hopfield e Hinton “mudaram o modo como máquinas processam informação”, simbolizando a convergência entre física, matemática e ciência da computação.
Embora o Nobel de Física de 2025 reconheça descobertas no campo da física quântica aplicada a circuitos elétricos, seu impacto se estende à IA porque esses experimentos estabeleceram as bases da computação quântica – uma das próximas grandes fronteiras da tecnologia de aprendizado de máquina.





