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Como a pandemia mudou a relação dos brasileiros com a própria casa

Como a pandemia mudou a relação dos brasileiros com a própria casa

Pesquisa do Google mostra como o extenso período em casa influenciou os cuidados com o lar e os hábitos de consumo no último ano

Você consegue se lembrar como era a relação com a sua própria casa antes da pandemia de covid-19? Provavelmente, bem diferente de como é hoje após um ano e meio do início do isolamento social. A compreensão do atual relacionamento dos brasileiros com seus lares a partir desse contexto foi objeto de estudo do Google recentemente. A empresa analisou seus dados do buscador e do Youtube em mais de 100 categorias relacionadas ao universo residencial.

Ao mesmo tempo, realizou uma parceria com a consultoria Consumoteca para realizar uma imersão em 20 lares brasileiros de diferentes arranjos familiares, classes sociais e locais – especificamente, São Paulo, Porto Alegre e Fortaleza. A empresa acompanhou a rotina das famílias remotamente por uma semana e conduziu entrevistas ao final para entender a dinâmica de seus hábitos.

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A primeira observação é a de que a relação com a casa não mudou de forma linear. Houve uma primeira fase, no início da pandemia, marcada com ansiedade e pela sensação de que tudo estava suspenso devido ao contexto, gerando adaptações provisórias. Como a expectativa de que logo as coisas voltariam ao normal não se tornou realidade, uma nova fase se iniciou.

Segundo a pesquisa, o brasileiro não está mais adaptando a casa para algo passageiro, mas preparando o ambiente do lar para a vida que deseja de fato construir. Como inicialmente tudo foi adiado, um ano depois já não era mais possível manter decisões em suspenso já que o adiamento não tinha data final. Assim, a adaptação passou a entrar na rotina.

Mudança na dinâmica de consumo

O levantamento mostra que decisões impactantes como mudanças, reformas, planejamento para filhos, casamentos e até divórcios voltaram a acontecer, gerando novas demandas e desejos. Isso impactou o consumo relacionado ao lar, principalmente na alteração dos ambientes. A renovação ou decoração da casa lidera as intenções listadas na pesquisa, com 40% dos entrevistados assinalando que já realizaram compras nesse sentido e 38% afirmando que ainda pretendem comprar. Mudanças de imóvel também se destacam e, segunda a empresa, subiram de 15% para 20%.

Fonte: Think with Google

O contexto fez com que as pessoas se importassem mais com suas casas do que antes: 42% dos respondentes acreditam que, com a chegada da pandemia, passaram a dar mais valor e se conectar mais com seus lares. Uma tendência que deve permanecer: 57% afirmam que, mesmo quando essa situação passar, a casa continuará como uma prioridade e receberá mais investimentos. Fora isso, três em cada vez brasileiros apresentam pretensão de reformar ou construir um novo lar adaptado aos novos desejos.

O consumo para itens domésticos passou a se basear, principalmente, na necessidade de resolver questões práticas e ela vem acompanhada de quatro camadas de motivação, na visão do Google: funcionalidade, conforto, performance (uma certa compensação de experiências que eram vividas fora de casa) e inovação. Em cada tipo de família, as motivações têm mais ou menos força. Em um público com mais renda, a melhoria da casa é o que determina, priorizando conforto, performance em inovação. Já famílias de menor poderio econômico priorizam a funcionalidade e costumam comprar vários itens de uma só vez.

Novo olhar sobre os espaços

O estudo percebeu mudanças particulares sobre a percepção de cada cômodo das casas. A sala de estar se tornou o principal ambiente para compras futuras na visão de 41% dos respondentes. No geral, é um ambiente que passou a acomodar quase todas as atividades diárias – trabalho, estudo, convívio, refeições e lazer. Os produtos buscados priorizam o conforto. Segundo o Google, as buscas por sofás confortáveis cresceram 29% enquanto pesquisas por móveis modulares aumentaram 37%.

A adaptação ao home office levou a uma alta de 51% nas buscas por mesas ou cadeiras ergonômicas/reguláveis. Esses móveis chegaram a superar as pesquisas por sofás e acessórios no primeiro semestre de 2021.

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Para a cozinha, a praticidade pautou as principais pesquisas. O Google notou aumento de 32% nas buscas por airfryer, 24% de alta nas buscas por torradeira e 22% de crescimento nas pesquisas por sanduicheiras. Ao mesmo tempo, a empresa percebeu que consumidores que moram sozinhos ou casais passaram a ver a cozinha como um hobby, aumentando o interesse na origem dos alimentos e diferentes modos de preparo.

Já com relação aos quartos, o principal comportamento observado foi o aumento do interesse em roupas de cama e toalhas mais sofisticadas, de maior conforto sensorial. Buscas que utilizam termos relacionados à maciez e qualidade desses produtos tiveram uma alta de 145% no período entre abril de 2020 e março de 2021 em comparação ao mesmo período passado – e ainda estão crescendo. Também houve crescimento de 17% nas buscas por cama-baú, um item que prioriza a organização.

Um exterior para chamar de meu

Outro comportamento destacado pela pesquisa é o aumento do desejo por uma varanda ou quintal. Naturalmente impulsionado pela restrição ao lazer exterior, os brasileiros passaram a desejar seu próprio espaço aberto para ter um momento de lazer. As buscas por imóveis com varada ou quintal cresceram 20% no primeiro semestre de 2021 em comparação ao ano anterior.

Também houve aumento nas buscas relacionadas à jardim em casa, cuidados para cuidar e plantar mudas em casa. Uma forma de trazer um pouco da natureza exterior para o próprio ambiente.

De fato, a noção de tempo e espaço passou a ser observada de perto por todos durante a pandemia. Essa dinâmica trouxe um carinho a mais para a relação com as casas e essa é uma tendência que deve perdurar. Para as marcas, essa visão é importante, principalmente levando em consideração um consumidor que está mais pragmático e atento ao que leva para dentro de casa.


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