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Os oito pecados dos empreendedores

Os oito pecados dos empreendedores

Misturar contas pessoas com as contas da empresa, falta de comunicação e ignorar pessoas são alguns dos erros listados por Rogério Bohn, CEO da Tempus Consultoria

De acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), três em cada dez empresas não fecham as portas antes de completarem um ano de fundação. Num prazo de cinco anos, o número sobe para 60% das organizações. O fechamento dessas companhias está atrelado à economia do País, à carga tributária, ao momento do setor e, claro, a erros que os empreendedores cometem.

Durante a Feira Brasileira do Varejo (FBV), Rogério Bohn, CEO da Tempus Consultoria, elencou oito grandes erros cometidos por empresários. Entre as falhas, estão a falta de comunicação, misturar negócios e família e falta de planejamento. Confira os principais pecados dos empreendedores, segundo Bohn:

1. Misturar contas da empresa com contas pessoais

Empreendedores pegam dinheiro do caixa da empresa para pagar suas contas pessoais. O mais grave é dizer: “se tudo é meu – estabelecimento, os produtos e funcionários – por que preciso separar?” Se eu não conseguir separar o que é meu do que é da empresa como meço a rentabilidade, como faço fluxo de caixa e como explico isso para um possível investidor?

Uma das formas de resolver este problema é estipular um determinado valor e gastar apenas aquilo. Se eu precisar aumentar eu pego a média histórica e estabeleço um valor médio. Posso pensar em distribuição de lucros, uma série de coisas, mas não pegar dinheiro do caixa.

2. Misturar negócios e família

Em empresas familiares, é comum que as pessoas levem questões internas, como desavenças entre irmãos, para dentro da organização. Vemos que as empresas são geridas como uma extensão da casa.

É preciso organizar de forma clara os três círculos da empresa familiar: propriedade, família e empresa. Dentro dessas esferas, estão sete tipos de profissionais: familiar, sócio, executivo, familiar e sócio, sócio e executivo, familiar e executivo e familiar, sócio e executivo. É preciso transparecer profissionalismo, é preciso mostrar ao cliente que ali tem algo a mais que a família. Uma das soluções é instituir um conselho de família e um conselho de gestão.

3. Falta de planejamento

Muitas pessoas dizem que no mundo em que a gente vive não adianta se planejar porque tudo muda rápido. Porém se não tiver nenhum norte as coisas dão errado. É preciso saber para onde eu estou indo.

Planejamento precisa ser feito de alguma forma. Eu preciso organizar minha empresa para saber onde vou investir, seja em abertura de unidades, em modelo de franquia, investir em viagens e eventos. Planejamento operacional é importante, mas existem as ferramentas ágeis que ajudam a fazer o planejamento. Todas empresas sabem o que fazem, mas poucas sabem por que fazem.

4. Falta de controle

É natural que os empreendedores sintam que não têm tempo ou condições e, por isso, deixam o controle, como a organização do estoque, por exemplo, para depois. É muito pior arrumar a bagunça da empresa do que começar bem organizado. Quando a gente abre mão do controle acaba perpetuando a necessidade de arrumar o que está errado.

Um dos fatores que contribuem para esse problema é que líderes acham que só os colaboradores precisam seguir regras. Se eles querem que os colaboradores cheguem no horário e atendem bem os clientes eles precisam preciso fazer isso. O controle começa pelo topo da pirâmide, que demonstra a todos que o que é pregado é sério.

5. Ignorar pessoas

Pessoas têm um valor inestimável e são insubstituíveis. Enquanto houver negócios que são feitos por pessoas e para pessoas não podemos deixar de valorizá-las. Dentro de cada organização existem pessoas que têm dificuldades e nem sempre trabalham da forma que gostaríamos, isso é normal.

As pessoas são motivadas por várias coisas e quanto mais jovens são essas pessoas, menos relevante o salário é. Os jovens abrem mão de um bom salário para trabalhar em uma empresa mais agradável. Nas camadas introdutórias do trabalho, sabemos que os funcionários vão para a concorrência por muito pouco. À medida que vão amadurecendo financeiramente, eles olham todo contesto da organização e não apenas a remuneração.

6. Não conhecer o mercado

Nunca é demais estudar sobre as principais tendências, ir a eventos e pesquisar para saber que existem tendências que vão chegar ao meu mercado. O empreendedor não pode ser surpreendido. É necessário entender quem são seus concorrentes e ver o que eles têm feito de diferente, ver se eles têm algo que possa abalar o seu negócio. Hoje em dia a economia é colaborativa, então por que não pensar em uma parceria?

Quando a gente tem um produto muito bom, alguém vai nos copiar. Por que eu mesmo não desenvolvo algo melhor antes que alguém faça isso? É importante se colocar a um passo a frente da concorrência.

Nesse contexto, posicionamento é muito importante. É necessário saber se minha loja é especialista em algo, se tem o melhor preço ou trabalha com uma marca específica, não adianta querer ser tudo. É preciso mostrar que sua loja foca em algo. A consciência disso trará uma chance maior de avançar no mercado.

7. Centralização

Gestores acreditam que ninguém é capaz de fazer o que eles fazem, que apenas eles sabem desenvolver aquela atividade. Não tiram férias, nunca saem mais cedo e nunca tiram folga. Porém, se o empresário comete o erro da centralização, outros virão. O que vai acontecer quando o gestor não estiver na empresa, por qualquer motivo?

Um exercício interessante é calcular o custo de sua hora de trabalho e levar em consideração o resultado quando for desempenhar uma tarefa que poderia ser realizada por outra pessoa.

Calcula quanto custa a hora de fazer esse trabalho braçal. Vê quanto custa essa hora. Não valeria a pena ter uma pessoa para fazer isso?

8. Falta de comunicação

A comunicação interna é um dos grandes problemas das empresas. O óbvio precisa ser dito. O que é óbvio para uma pessoa que atua há muito tempo naquele segmento pode não ser óbvio para quem não tem experiência. Dizer o que parece óbvio não é nenhum demérito, vai apenas evitar problemas de comunicação.

Rogério Bohn, CEO da Tempus Consultoria / Crédito: Divulgação FBV

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