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NVIDIA promove a união de gamers no mundo em busca da cura da COVID-19

NVIDIA promove a união de gamers no mundo em busca da cura da COVID-19

Usuários de GPUs da NVIDIA podem compartilhar capacidade computacional de suas máquinas e contribuir nas pesquisas pela cura do coronavírus
Legenda da foto

A NVIDIA, maior multinacional de placas de vídeo do mundo, está com uma série de ações voltadas ao combate à crise do coronavírus. As ações vão desde práticas corporativas internas a outras frentes de colaboração entre usuários e pesquisadores com um objetivo em comum: a busca pela cura da COVID-19.

A Consumidor Moderno conversou com Richard Cameron, presidente da NVIDIA Brasil, para compreender melhor o cenário de atuação da corporação neste momento crítico, bem como o legado que pretendem deixar. 

O executivo contou à redação sobre o projeto Folding@home, que possibilita que milhões de clientes NVIDIA pelo mundo compartilhem a capacidade computacional de suas máquinas para um software simulador de moléculas, que está gerando algoritmos de estudo do acoplamento do Sars-Cov-2 no corpo humano ― e, desta forma, descobrir potenciais de cura. 

Confira abaixo a entrevista completa com Richard Cameron e saiba como já foi possível ultrapassar a capacidade computacional de 100 supercomputadores com a ajuda voluntária dos jogadores.


Consumidor Moderno ― Fale um pouco sobre a NVIDIA e como ela tem atuado em meio à pandemia.

Richard Cameron ― A NVIDIA é conhecida mundialmente no segmento de consumo, onde o principal produto e atuação são no mercado global de games. Como está todo mundo em casa, vimos um aumento gigantesco em horas jogadas. Obviamente, nesse momento, todo mundo recorre a todas as opções de entretenimento disponíveis em casa. Nunca se assistiu tanto Netflix, nunca se comprou tantos filmes pelas plataformas de aluguel e compra e também nunca se jogou tanto quanto agora.

Por isso temos engajado em um consórcio de supercomputação formado pelo Ministério da Ciência dos Estados Unidos, unindo supercomputadores para trabalharem em conjunto na busca por uma vacina do coronavírus.

CM ― Como funciona esse consórcio, e como as pessoas estão ajudando nele?

RC ― Há anos trabalhamos com o pessoal do Folding@home, da Universidade de Stanford. É um grupo que introduziu o conceito de computação distribuída, que é basicamente a criação de um software que milhares de pessoas ao redor do mundo instalam. Enquanto os computadores não estão sendo usados, esse software aproveita a capacidade computacional deles ― tanto da CPU quanto da GPU ― para simular moléculas.

No começo do ano o Folding@home virou toda sua capacidade computacional para simular moléculas que tenham potencial de neutralizar a ação do coronavírus, ou entender como ele se prende nas moléculas do pulmão. Isso é um trabalho que exige uma capacidade computacional absurda; primeiro, porque precisam ser feitas milhões de simulações da molécula interagindo com as proteínas. Segundo, são milhões de compostos químicos que tem que ser testados. Isso exige uma capacidade que um supercomputador levaria 100 ou 150 anos para trazer uma resposta.

O GeForce, GPU da NVIDIA que está no computador de quase 300 milhões de jogadores, é um processador paralelo, que executa esse software de uma forma muito mais eficiente. Com isso ele consegue ter uma produtividade estrondosa nessas simulações moleculares, muito maior do que se o software só rodasse em CPUs. 

CM ―Vocês viram, então, potencial para que os usuários pudessem doar suas capacidades computacionais no projeto…

RC ― Com isso decidimos chamar todos esses 300 milhões de usuários do GeForce para colaborar e dedicar suas máquinas enquanto eles estão jogando, para ajudar na busca de uma cura para a COVID. Começamos a divulgar nas nossas redes sociais e na imprensa, e chegou ao ponto de ultrapassarmos 400 mil GPUs. Essa também é uma forma de doarmos energia elétrica para correr essa capacidade computacional, acelerando essas simulações moleculares e tentando encontrar uma cura para a COVID no menor espaço de tempo possível. 

Apenas para ilustrar, todos esses processadores que engajaram nesse projeto já geraram uma capacidade computacional superior aos 100 maiores supercomputadores do mundo somados ― o equivalente a 1.3 exaflops.

CM ―Então vocês sentiram que engajamento dos consumidores foi positivo na ação?

RC ― O engajamento foi muito positivo, muito forte. Tem gente que acha que precisa ter uma GPU top de linha para conseguir contribuir; não. Se você tem um notebook de quatro, cinco anos atrás, a sua contribuição é muito importante. Não é que você precisa ser um gamer hardcore, com uma máquina de R$ 10 mil, para contribuir com alguma coisa. Obviamente, quanto melhor a GPU, mais ela produz e mais moléculas simula, mas qualquer contribuição é bem-vinda.

CM ―Quais outras medidas foram adotadas pela empresa nos primeiros sinais da pandemia?

RC ― Internamente a NVIDIA está muito engajada no bem-estar das pessoas, em oferecer a melhor qualidade de vida e wellbeing para os funcionários. Temos um site interno com vários links. Por exemplo, há um personal trainer interno que faz aulas de yoga, de relaxamento, de alongamento e tudo mais, via Zoom. Todos os funcionários podem acessar isso. Lá nos Estados Unidos também contratamos um contador de histórias profissional que conta histórias para milhares de crianças via webcam. Tem uma série de ferramentas que a NVIDIA já criou para tentar o bem-estar dos funcionários.

É um tempo desafiador, mas acho que a NVIDIA realmente está na vanguarda e à frente do que qualquer outra empresa de tecnologia esteja fazendo para acelerar essa essa descoberta de uma cura da COVID.

CM ―Para finalizar, em quais outros aspectos a NVIDIA tem sido importante para os consumidores no período de isolamento?

RC ―A venda de notebooks teve uma subida bem acentuada no meio de março. O que estamos percebendo é que muitas pessoas tinham máquinas desktop no trabalho, e quando vão para casa, tem uma máquina mais modesta. Então muitos profissionais liberais e até mesmo empresas investem muito no desktop no trabalho, mas nunca se investiu muito maquinas com portabilidade, em que se pode levar essa capacidade toda para casa.

Assim, com a GPU da NVIDIA, conseguimos oferecer uma melhor experiência com essas máquinas, que tem um processador gráfico dedicado.

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