Oito em cada dez brasileiros estão dispostos a experimentar marcas que nunca consumiram quando se deparam com uma boa oferta. A conclusão é de uma pesquisa inédita realizada pelo iFood Ads em parceria com a Opinion Box, em comemoração aos 15 anos do iFood.
A pesquisa, “Pulso do Brasil”, que ouviu usuários e não-usuários do iFood (1.671 entrevistas), mapeou os hábitos de consumo, os gatilhos de experimentação e o papel das plataformas digitais na formação de novos comportamentos de compra. O estudo ainda contempla dados internos da companhia, como o que aponta que 88% dos carrinhos no iFood contêm ao menos um produto que o usuário nunca havia comprado antes.
O resultado é um retrato de como o comportamento de compra do consumidor brasileiro mudou nos últimos 15 anos, transformando o ato de pedir entregas em uma infraestrutura recorrente da rotina diária.
Para Ana Paula Duarte, diretora sênior do iFood Ads, o brasileiro contemporâneo é curioso, movido por ofertas e disposto a comprar de uma nova marca para ter uma experiência melhor. E nessa evolução, o iFood caminhou junto com ele para ser mais que um app de entrega.
“Esta pesquisa confirma que somos uma plataforma de descoberta, e que essa descoberta, quando acontece, vira hábito”, pontua a executiva.
Ela conta que metade das pessoas que encontram um produto novo no iFood passa a comprá-lo regularmente.

Consumo não planejado é destaque
Com 81% dos respondentes afirmando pensar no iFood quando pensam em delivery, a pesquisa evidencia a força da plataforma no cotidiano do consumidor.
Nesse contexto, o iFood Ads identificou que 73% das buscas feitas no iFood nos últimos 12 meses usaram termos genéricos em vez de uma marca específica.
Por exemplo, o usuário digita “cerveja”, “shampoo” ou “refrigerante”. Ao cruzar essas informações, na prática, isso significa que mais de dois terços dos consumidores entram no app sem uma marca ou loja definida, delegando ao algoritmo e à visibilidade das marcas a decisão final de compra.
Esse comportamento é acompanhado por uma abertura generalizada ao consumo não planejado: 68% dos entrevistados na pesquisa afirmam comprar produtos que não estavam em sua lista quando algo chama sua atenção.
Esse perfil de abertura à experimentação – especialmente diante de boas ofertas -confirma a tendência dos brasileiros a testar marcas novas: 83% são propensos a consumir marcas novas ao se depararem com oportunidades ofertadas, enquanto 68% dos entrevistados afirmam trocar de marca quando encontram algo melhor ou mais barato.
Vitrine para um público fiel ao delivery
Ao traçar um perfil comparativo entre usuários e não-usuários do iFood, a “Pulso do Brasil” também aponta que a plataforma tem ainda mais força entre seus usuários. Veja os números:
- 58% afirmam gostar de experimentar produtos e marcas que nunca usaram (ante 51% entre não-usuários).
- 70% dizem trocar de marca quando encontram algo melhor ou mais barato (ante 67% dos não-usuários).
- 87% estão abertos a experimentar marcas novas quando veem boas ofertas (ante 78% dos não-usuários).
Entre os usuários que assinam o Clube iFood, 65% admitem abrir o app sem saber o que querem comprar.
Para Ana Paula Duarte, o interessante desse dado é quanto ele revela que o iFood também virou aquela “passadinha no shopping”. “É como olhar as vitrines e ver se há alguma oportunidade interessante. Só que dessa vez em uma versão digital”, comenta a diretora.
Comportamento geracional
A pesquisa mapeou três perfis comportamentais claros em seu ecossistema e como isso impacta o consumo no aplicativo iFood:
– Geração Z (18-29 anos): O app é o palco da descoberta. São hiper-reativos a promoções, usam o ecossistema para categorias transversais (bebidas, shopping, farmácia) e estendem o consumo pela madrugada.
– Millennials (30-42 anos): O app é o parceiro da rotina. Concentram a maior frequência de pedidos mensais, usam fortemente o formato de multicategorias do marketplace e registram picos nos almoços de trabalho e finais de semana.
– Geração X (43-59 anos): O app é conforto e praticidade. Demonstram altíssima aderência para reposições rápidas de itens de farmácia e mercado.
O avanço das multicategorias
Dados internos do iFood endossam o impacto em escala da expansão da plataforma para além da entrega de refeições. O índice de uso de múltiplas categorias no iFood – que mede quantos usuários pedem de mais de uma vertical na plataforma – saiu da base 100, em 2021, para 402 em 2025, um crescimento de 302% em quatro anos, a um ritmo oito vezes superior ao registrado no início do período.
No segmento de farmácia, por exemplo, o aplicativo converteu-se no “botão de emergência” do cotidiano: 1 em cada 2 pedidos são de entrega expressa, chegando em até 19 minutos. Além disso, 63% das compras feitas entre 1h e 2h da manhã possuem caráter emergencial.
Já a gôndola digital de supermercados registrou alta de mais de 34% em volume de pedidos no último ano, impulsionada por bebidas que representam 44% das cestas e doces, com 32%. O segmento Pet acompanha a mesma tendência de reabastecimento previsível, registrando 43,5% de crescimento em pedidos.
Uma alavanca de oportunidades
A pesquisa prova que o iFood é mais do que uma ferramenta de conveniência, é um motor de consumo e de oportunidades para o varejo brasileiro. Atingindo a marca histórica de 180 milhões de pedidos por mês em 2025 e engajando 65 milhões de usuários ativos, o ecossistema do iFood movimenta sozinho 0,64% do PIB nacional.
Uma fórmula que Ana Paula Duarte. resume em três alavancas da plataforma: promoção para abrir portas, visibilidade para construir preferência e inovação para fidelizar. “É o que transforma a curiosidade natural do consumidor em hábito – e o hábito em resultado para as marcas parceiras”, conclui a executiva.





