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Na rua, na chuva ou na fazenda: como é consumo musical do brasileiro?

Na rua, na chuva ou na fazenda: como é consumo musical do brasileiro?

Do vinil ao Spotify, pesquisa mostra hábitos de consumo musical, gêneros mais amados e plataformas mais escolhidas

Considerada uma das expressões culturais mais importantes, a música atravessa gerações. Sua finalidade vai desde acalmar a agitar o ouvinte. Além disso, é responsável por marcar e embalar momentos distintos da vida. Porém, os hábitos de consumo musical entre os brasileiros têm mudado com o decorrer dos anos, desde as diferenças nas preferências pelos mais variados gêneros existentes, ao uso das plataformas escolhidas pelos ouvintes.

O estudo da Opinion Box, “Comportamento do consumidor de música no Brasil”, entrevistou mais de 2.048 pessoas, em novembro de 2022, para entender os hábitos de consumo de músicas dos brasileiros. Foram ouvidos homens (48%) e mulheres (52%), com idades a partir dos 16 anos e até mais de 50 anos. Os integrantes da classe AB são 17%, enquanto os das classes CDE representam 83% dos que responderam à pesquisa.

Entre os questionamentos estão: quando o brasileiro mais consome música, em quais situações, o estilo preferido do público, as plataformas mais utilizadas e quais redes sociais contribuem para novas descobertas.

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Enquanto sertanejo lidera a pesquisa, piseiro ocupa última posição no consumo musical do brasileiro

O estilo que assumiu a liderança da pesquisa, com 48% das respostas, é o sertanejo. A diferença é pouca para o público que opta por ouvir pop, representando 45% dos entrevistados. Já os amantes da MPB, o público com mais de 50 anos, ocupam o terceiro lugar; o gênero musical foi escolhido por 44% dos alcançados pela pesquisa. Os ouvintes do rock representam 41%, enquanto os que optam pela música cristã somam 32%, empatados com o pagode. Houve também um empate entre o samba e a música eletrônica, com 25% de votos cada. Com porcentagem igual, respectivamente em penúltimo e último lugar, estão funk e piseiro, ambos com 19%.

Sertanejo, pop e funk são os ritmos preferidos dos mais jovens, com 16 a 29 anos.

Semanalmente, por quanto tempo o brasileiro consome música?

Os números mostraram também que 31% dos entrevistados afirmaram que, diariamente, deixam as canções fazerem parte da rotina ao menos um pouco. Em segundo lugar, com 21%, estão os que ouvem músicas todos os dias, durante a maior parte do tempo. Já 20% dos entrevistados contaram ouvir músicas todos os dias, o dia todo. 15% fazem o consumo musical vários dias por semana. Em penúltimo lugar, representando 10%, estão aqueles que escutam canções poucas vezes de domingo a segunda. Por último, os ouvintes menos assíduos, que ouvem músicas menos de uma vez por semana; eles são 3% dos interrogados.

Leia mais: Inteligência Artificial impacta debates de direitos autorais em músicas

Qual o momento mais embalado pelas trilhas sonoras?

Questionados sobre o momento em que mais escutam músicas, os entrevistados pela Opinion Box citaram as seguintes situações: 59%, enquanto arrumam a casa; o trânsito foi escolhido por 47% das pessoas; já aqueles que ouvem suas canções durante o banho representam 32% do público; houve um empate entre “no trabalho” e “na academia”, com 30% cada; antes de dormir está em penúltimo lugar, com 20%; e, na última posição, aqueles que são consumidores musicais assíduos e ouvem música durante todo dia, representando 11% dos entrevistados.

Até que ponto as redes sociais influenciam na descoberta de novas músicas e consumo musical?

Os dados mostram que as redes sociais são determinantes para apresentar novas canções aos ouvintes entrevistados. Elas são usadas por 49% dos entrevistados para a descoberta de novas músicas. O YouTube, com 75% dos votos, ocupa a primeira posição na preferência do público. O Instagram aparece logo em seguida, escolhido por 70% dos ouvidos no estudo. 37% das pessoas ouvidas pela pesquisa conhecem novas músicas pelo TikTok. Enquanto o Twitter, que recentemente passou a se chamar “X”, é responsável por apresentar melodias para 7% dos que opinaram no estudo.

Visto como inovação em 1951, vinil só é preferido por 2% dos atuais consumidores de música

Em 1951, o Brasil produziu e lançou seu primeiro LP. O disco pioneiro foi batizado como “Carnaval em Long-Playing” e tinha oito marchinhas. Hoje, apenas 2% dos entrevistados ouvem músicas em discos de vinil. Os CDs, que fizeram os LPs começarem a perder espaço na década de 1980, são escolhidos por 7% do público da pesquisa. Já os aparelhos de MP3, queridinhos dos anos 2000, e os tablets aparecem na pesquisa com, respectivamente, 9% e 8% dos votos. Assistentes virtuais, como Alexa e Google Home, são usados para ouvir músicas por 14% dos entrevistados pelo estudo.

Em 1922 aconteceu oficialmente a primeira transmissão radiofônica no Brasil. Hoje, um século após esse acontecimento, o rádio é usado por 33% das pessoas que integram a música à rotina. Ele fica pouco atrás das caixas de som portáteis, que tiveram 37% dos votos.

O pódio é ocupado por computadores, TV/Smart TV e celulares. Eles representam, seguidamente, 41%, 44% e 86% das escolhas dos entrevistados.

93% dos respondentes disseram que escutam mais músicas por mídias digitais (mp3, YouTube, serviços de streaming). Além disso, 43% acreditam que os CDs e outras mídias físicas terão seu fim em breve.

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Spotify no topo das escolhas dos ouvintes, enquanto Tidal está na lanterna

Lançado oficialmente em 2008, ao longo dos anos o Spotify viu sua ascensão entre as plataformas de streaming voltadas à música e está como preferido dos entrevistados, com 53% dos votos. Apesar de mais velho, o YouTube, atualmente, retém menos da metade do público, se comparado ao Spotify: 24%. Com 14% dos votos, o Amazon Music está na terceira colocação, seguido pelo Google Play, com 10%. A Apple Music retém 5% do público, enquanto nas três últimas colocações estão SoudCloud, com 3% de escolha do público, Napster e Tidal, ambos sendo preferidos por 1% dos votantes.



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