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Ganhar dinheiro no Metaverso: sonho ou possibilidade?

Ganhar dinheiro no Metaverso: sonho ou possibilidade?

O metaverso ganhou evidência há cerca de um ano. Mas participar dele vai trazer dinheiro ou somente novos custos?
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A nova corrida do ouro digital, como já foram o e-commerce, o Big Data, a social media, o Bitcoin, agora é o metaverso. Os ambientes digitais que emulam o cenário e a ação vertiginosa dos games, trazem uma promessa de novos negócios e oportunidades ainda longe de serem palpáveis. Claro, já podemos ver cases de grande sucesso nas primeiras experiências, aqui e ali, no metaverso, como o “Iate Clube do Macaco Entediado”, o tênis virtual da Balenciaga e shows no Fortnite, além de “terrenos” no Decentraland.

Mas a questão central permanece muito aguda: será possível fazer dinheiro real no metaverso? Ele será acessível à maior parte das empresas e empreendedores ou será mais uma plataforma que irá concentrar enorme poder nas mãos de poucos?

Esse foi o tema do painel “Monetizando o metaverso”, no Web Summit, que Consumidor Moderno e Oásis Lab estão cobrindo em parceria. O painel reuniu Amy Peck, fundadora e CEO DA EndeavorXR; Amanda Cassett, CEO da Serotonin; Maha Abouelenein, fundador e CEO da Digital & Savvy e Lipton Saiidi, influenciador do YouTube e Tiktok.

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Há muita curiosidade em torno do Metaverso. A definição das pessoas acerca desse ambiente e suas possibilidades ainda é cheia de dissonâncias. De todo modo, segundo Maha, da Digital & Savvy, o Metaverso traz inúmeras possibilidades de reunir e gerar oportunidades de conexão e negócios para a maior parte das pessoas. Ele rompe os limites do espaço/tempo e faz da atividade imersiva um novo tipo de experiência aplicada às atividades cotidianas ou mesmo para evolução do nosso pensamento acerca do significado da imersão.

Já para Amy Peck, o metaverso é um espectro da realidade, que ainda está em construção, a partir de uma infraestrutura ainda em construção. De todo modo, como podemos monetizar essas possibilidades imersivas e as atividades dentro desse novo lugar de desenvolvimento digital. Maha faz questão de ressaltar que os gamers já estão naturalmente mais adaptados para o que o metaverso representa. Amanda Casset, da Serotonin, lembra que ainda há a necessidade de se formar mais profissionais para trabalharem nessa construção. O metaverso é uma abertura, uma paisagem infinita, com muita chance de extração de valor e de valor de troca, que irão gerar novos padrões de captação de receita e monetização.

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O metaverso depende de educação

Será necessário entender e buscar informação, “se educar” a respeito dos conceitos relacionados ao metaverso. O que são NFTs, criptoativos, avatares, dinâmica dos games, e como essas inovações se adaptam ou tenham afinidade com os valores e atividades da sua empresa. O que sua empresa faz que possa ser reproduzido, adaptado de forma interessante e se tornar relevante e engajador no metaverso.

Assim, há várias inquietações acerca dessa plataforma, que está no centro de uma nova corrida do ouro. Uma empresa B2B poderá gerar valor no metaverso? De que forma? Que produtos ou matérias-primas existentes no construto da Web 3.0 podem ser utilizados para formatar um modelo de negócio viável no metaverso?

Lipton Saiidi, como influenciador indaga quais as oportunidades mais ao alcance das pessoas comuns para que façam parte dessa evolução do metaverso como negócio. Amy Peck afirma que há uma oportunidade de explorar essa nova geração da internet, que consiga romper o poder das Big Techs, na forma de coalizões entre pessoas e empresas.

Quem irá vencer essa corrida do ouro, ainda é uma questão em aberto. Mas a história mostra que não será aquele que oferece o espaço, mas provavelmente quem cria e oferece as ferramentas que permitam a um usuário extrair “produto” ou “negócios” desse espaço. Quem serão os vendedores de pás, picaretas e quem fará as estradas de ferro que una os diversos “metaversos”?

Quem serão os vendedores de pás, picaretas e quem fará as estradas de ferro que una os diversos “metaversos”?

Um exemplo muito recente está na cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que já oferecem acesso a serviços públicos e documentos pelo metaverso, para que o cidadão não sofra com filas e consiga obter o que procura com maior rapidez.

Outro exemplo, esse já razoavelmente conhecido, é a arte digital que prolifera intensamente via NFTs e como ela será valorizada nessa nova era. O metaverso é tão amplo e tão aberto que as possibilidades de geração de valor e criação de demanda são ilimitadas. O que faz sentido para as pessoas com essa versão do futuro na qual podemos mergulhar ainda que amarrados à nossa realidade?

*A cobertura do Web Summit é uma parceria da Consumidor Moderno com Oásis Lab.


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