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Meta Compute marca nova fase na corrida pela superinteligência

Meta Compute marca nova fase na corrida pela superinteligência

Nova iniciativa liderada por Mark Zuckerberg aposta em megainfraestrutura de IA, dezenas de gigawatts em energia e alianças globais para transformar capacidade computacional em vantagem estratégica.
Meta Compute marca nova fase da Meta na corrida pela superinteligência
Foto: Shutterstock.com

A Meta acaba de dar um passo decisivo para reposicionar sua estratégia na corrida global pela Inteligência Artificial. A empresa anunciou o lançamento do Meta Compute, uma iniciativa de alto nível voltada à construção e gestão de uma infraestrutura massiva de computação, capaz de sustentar seus projetos mais ambiciosos em IA e no que Mark Zuckerberg chama de “superinteligência pessoal”.

Segundo o CEO, o Meta Compute nasce como uma resposta direta à necessidade de escala, eficiência e controle estratégico da infraestrutura tecnológica.

“Hoje estamos estabelecendo uma nova iniciativa de alto nível chamada Meta Compute”, afirma Zuckerberg. Para ele, a forma como a empresa irá projetar, investir e firmar parcerias para essa infraestrutura será determinante para o futuro da companhia.

Escala sem precedentes

O anúncio chama atenção principalmente pelos números envolvidos. Zuckerberg revela que a Meta planeja construir capacidade para dezenas de gigawatts ainda nesta década, com a ambição de alcançar centenas de gigawatts ou mais ao longo do tempo.

Trata-se de um volume energético comparável ao consumo de pequenas cidades, ou até de países inteiros, evidenciando o impacto estrutural da IA sobre o setor de energia e de data centers.

“A forma como criamos, investimos e estabelecemos parcerias para construir essa infraestrutura se tornará uma vantagem estratégica”, reforça o executivo em publicação na plataforma Threads.

Liderança técnica no Meta Compute

Para comandar o Meta Compute, Zuckerberg anuncia uma liderança dividida entre dois executivos com perfis complementares. Santosh Janardhan, atual chefe de infraestrutura global da Meta, seguirá responsável pelo núcleo técnico da operação.

“Santosh continuará liderando nossa arquitetura técnica, pilha de software, programa de silício, produtividade do desenvolvedor e a construção e operação da nossa frota global de data centers e rede”, diz o CEO. Assim, Janardhan é peça-chave para garantir que a expansão ocorra de forma integrada.

Ao lado dele, Daniel Gross assume a liderança de um novo grupo focado no futuro da capacidade computacional da empresa.

Segundo Zuckerberg, “Daniel liderará um novo grupo responsável pela estratégia de capacidade de longo prazo, parcerias com fornecedores, análise da indústria, planejamento e modelagem de negócios”.

Gross, que ingressou recentemente na Meta, traz uma visão estratégica voltada à antecipação de gargalos e oportunidades em um mercado cada vez mais disputado por energia, chips e capacidade de processamento. O movimento sinaliza que a Meta quer reduzir dependências externas e ganhar previsibilidade em um setor marcado por escassez e competição intensa.

Parcerias globais

Outro pilar central do Meta Compute é a articulação institucional. Zuckerberg destaca o papel de Dina Powell McCormick, que acaba de assumir como presidente e vice-presidente do conselho da Meta.

“Eles trabalharão de perto com Dina Powell McCormick, que se juntou à Meta para trabalhar em parcerias com governos e soberanos para construir, implantar, investir e financiar a infraestrutura da Meta”, afirma.

A aproximação com governos e investidores institucionais indica que a empresa enxerga a infraestrutura de IA como um tema geopolítico e econômico, não apenas tecnológico. Energia, financiamento de longo prazo e licenças passam a ser ativos estratégicos no jogo da Inteligência Artificial.

Corrida da IA

O lançamento do Meta Compute acontece em um momento sensível para a empresa. Apesar de investimentos bilionários, que podem chegar a US$ 72 bilhões em 2025, a Meta enfrenta desafios na disputa com rivais após a recepção morna de versões recentes do modelo Llama. Ao apostar em infraestrutura própria e escala massiva, Zuckerberg sinaliza que vê na base computacional o diferencial para recuperar protagonismo.

“Estou ansioso para trabalhar de perto com Daniel, Santosh, Dina e suas equipes para escalar o Meta Compute e entregar superinteligência pessoal a bilhões de pessoas ao redor do mundo”, finaliza.

A empresa ainda está cortando mais de mil vagas, ou 10% dos cargos, na divisão Reality Labs, responsável por esforços em produtos para o metaverso. O objetivo é concentrar forças em dispositivos wearables e para smartphones com IA, além de tornar o negócio mais sustentável. Desde 2021, o Reality Labs perdeu cerca de US$ 70 bilhões, uma vez que os investimentos não vêm gerando retornos consideráveis.

Ao mesmo tempo, a colaboração entre Meta e EssilorLuxottica, com seu óculos inteligente, vem apresentando uma crescente em vendas. Em 2025, as duas empresas reforçaram a parceria com a compra de uma fatia minoritária na fabricante de óculos pela Meta.

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