/
/
Como o Mercado Livre transformou o Pacaembu em experiência de marca

Como o Mercado Livre transformou o Pacaembu em experiência de marca

Ao ir além do estádio, a arena passa a operar como um ecossistema de experiências, serviços, cultura e convivência na cidade.
Mercado Livre Arena Pacaembu, São Paulo.
Mercado Livre Arena Pacaembu, São Paulo.
Foto: Consumidor Moderno.
Desde que fechou um contrato de R$ 1 bilhão pelos naming rights do Pacaembu, em 2024, o Mercado Livre vem transformando o espaço em um polo de experiências que integra esporte, serviços, lazer e cultura. O movimento revela uma virada estratégica da marca que deseja ultrapassar a tela e fazer parte da rotina das pessoas.

Há um tipo de transformação que pode ser percebida sem precisar abrir qualquer relatório. É quando um lugar deixa de ser “o destino” e vira parte do caminho. Você passa para correr, encontra amigos, toma um café, resolve uma pendência, assiste a um show, posta nos stories e, quando vê, aquilo já virou parte da rotina.

O antigo Estádio do Pacaembu, hoje Mercado Livre Arena Pacaembu, está exatamente nesse ponto. Menos estádio, mais polo de experiências. Desde que o Mercado Livre assumiu o espaço, em janeiro de 2024, após fechar um contrato de R$ 1 bilhão pelos naming rights do complexo por 30 anos, o endereço passou a operar com outra lógica: não mais dependente de grandes jogos ou eventos pontuais, mas integrado ao dia a dia da cidade.

Por anos, o discurso dominante sobre marcas digitais era de que o futuro é online. Eis que o futuro chegou. E ele tem cheiro de café, som de passos correndo na pista e conversa atravessando mesas. No caso do Mercado Livre, a aposta no físico não é nostalgia e nem capricho. É uma continuação lógica de um ativo que todo mundo já conhece muito bem: a experiência do app que se materializa em caixa na porta de casa – e que agora também quer virar cidade, presença e memória.

Um estádio que virou hub de vida real

A Mercado Livre Arena Pacaembu foi redesenhada para funcionar mesmo quando não há espetáculo. O complexo integra pista de corrida, natação, quadras de basquete, vôlei, futsal e tênis para uso. Além de um mix de consumo com lojas, alimentação e serviços – com marcas como Live!, The Coffee e Bacio di Latte.

É a lógica do “vem por um motivo, fica por vários”. A pessoa vai correr e termina com um café. Marca um encontro e resolve um treino. Vai a um evento e emenda um passeio. Para a cidade, isso é urbanismo informal: um equipamento que vira ponto de encontro. Para o Mercado Livre, é algo ainda mais estratégico: um jeito de tornar palpável uma marca que nasceu no digital.

O físico que alimenta o digital

“Os principais ativos físicos que a gente tem são a van e a caixa. Elas tangibilizam a experiência. Você pediu algo, chegou rápido e o unboxing ainda traduz muito do nosso serviço”, explica Iuri Maia, diretor de Estratégias de Marca do Mercado Livre.

A entrega sempre foi o momento em que, para o Mercado Livre, o digital vira real. A caixa na porta de casa é experiência, é foto, é story. A Arena entra nesse mesmo raciocínio, só que em escala urbana. Em vez de a marca chegar até você, ela passa a te encontrar pela cidade.

E, para uma geração hiperconectada, o físico não disputa atenção com a tela. Ele a completa. A experiência presencial gera história, imagem, conversa e prova social e tudo isso circula nas redes depois. “Quando trazemos o Mercado Livre para experiências físicas e reais, isso soma muito ao nosso propósito. A marca nasce no digital, mas ganha força quando a experiência acontece no mundo real. Essa relação se retroalimenta”, diz Maia.

Nesse contexto, para eles a pergunta estratégica deixa de ser “como eu apareço como marca?” e passa a ser “como eu viro algo que as pessoas querem viver e depois contar?”.

Entretenimento como meio de conexão

O Meli Music, festival de música proprietário da marca, entra nesse desenho como uma das expressões mais visíveis dessa lógica. Não como evento pontual, mas como plataforma proprietária de experiência, na qual cultura, presença física e conversa digital se cruzam.

Para o Mercado Livre, entretenimento virou território estruturante. “Trazemos futebol, Fórmula 1, música e reality shows. Essa é uma boa maneira de mostrar a nossa linguagem própria e falar com a maior quantidade de pessoas levando relevância cultural. E nesses casos como o festival ou BBB a conversa não acontece só naquelas horas ao vivo, ela vai depois para rede social e vira conversa, principalmente com o público mais jovem”, explica Maia.

A tese por trás da Arena Mercado Livre

Depois da explosão do digital, as marcas começam a reconhecer o impacto que ainda possui a presença física. E ele não se resume a abrir lojas. O que importa agora é criar pontos de contato memoráveis, onde serviço, lazer, comunidade e conteúdo se misturam.

A Mercado Livre Arena Pacaembu virou símbolo desse movimento. Um espaço onde o digital ganha corpo e o cotidiano ganha palco. A caixa continua chegando na sua casa. Mas agora, a marca também quer ser aquele lugar por onde você passa e, eventualmente, volta com uma história para contar.

Porque, segundo eles, em 2026, o que fideliza não é só conveniência. É conexão. “A conexão quase sempre nasce quando uma marca consegue fazer diferente e proporcionar uma experiência inesquecível. É isso que queremos”, finaliza.

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

O aplicativo de receitas que está redefinindo o CX no varejo alimentar
Ao combinar chef, nutricionista e personal shopper, aplicativo de receitas Cooklist mostra como ir além do atendimento e redefinir a relação do varejo alimentar com IA agêntica
Em meio à disputa por atenção, marcas descobrem que visibilidade não é mais sinônimo de relevância e que confiança se constrói na consistência, não na exposição.
Quando relevância deixa de ser discurso e passa a gerar conexão real
Em meio à disputa por atenção, marcas descobrem que visibilidade não é mais sinônimo de relevância e que confiança se constrói na consistência, não na exposição.
Starlink no celular? Entenda o que muda após decisão da Anatel
Conselho Diretor da Anatel abre as faixas de espectro necessárias para que um satélite converse diretamente com um smartphone comum
Cogna Educação reorganizou sua gestão financeira para manter o aluno dentro da sala de aula, e mudança revela uma nova visão sobre recuperação no ensino superior.
A estratégia da Cogna para transformar recuperação em permanência
Cogna Educação reorganizou sua gestão financeira para manter o aluno dentro da sala de aula, e mudança revela uma nova visão sobre recuperação no ensino superior.
SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]


Leandro Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

Rodrigo Santinelo
rodrigo.santinelo@gpadrao.com.br

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Carolina Paes
Danielle Ruas 
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Gerente
Leonam Dias

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

Celular com defeito: a loja precisa trocar na hora? O que o mercado premium revela sobre riqueza no Brasil Golpe da falsa central bancária ganha novos disfarces Fim da Jornada 6×1