O Mercado Livre quer que a marca seja sentida e não só vista na tela. É por isso que a 3ª edição do Meli Music, seu festival próprio, chega maior, ao ar livre – no gramado do Mercado Livre Arena Pacaembu – e com a promessa de transformar o evento em uma experiência inesquecível que começa no digital, ganha corpo no físico e volta para o online.
Durante coletiva realizada na Arena, em São Paulo, a marca confirmou que edição do festival em 2026 será 100% sertaneja, com show marcado para 24 de maio, expectativa de mais de 20 mil pessoas curtindo 6 horas de evento e ingressos já à venda. No palco, estão confirmadas Ana Castela, Lauana Prado e Hugo Henrique, além de uma atração surpresa que será anunciada em breve.

A escolha do gênero não foi por “tendência”, e sim por escala cultural. Para Ulises Gasparini, diretor geral da GTS, parceira do Meli no festival, o sertanejo é uma espécie de “coluna vertebral” da música brasileira – um gênero que atravessa idades, regiões e se mistura com outros ritmos. Segundo levantamento realizado por eles, 73% dos brasileiros gostam desse estilo de música e 83% acreditam que ele represente a cultura do País. “Quando a gente fala de sertanejo, não fala apenas de um gênero, fala de um movimento cultural”, resume.
Do feed para o gramado
O ponto central do festival é a experiência. E, para o Mercado Livre, isso tem tudo a ver com um desafio antigo de marcas digitais: tornar tangível algo que nasce no aplicativo.
Na coletiva, Iuri Maia, diretor de Estratégia de Marca do Mercado Livre, reforçou que os principais “ativos físicos” da marca continuam sendo os mais simples – e talvez os mais poderosos: a van e a caixa. “A caixa tangibiliza a experiência. É o momento mágico do unboxing: você pediu, chegou rápido, com o que precisava”, disse, lembrando como esse ritual virou símbolo do que a marca promete entregar.
O mesmo raciocínio vale para a decisão de ocupar o Mercado Livre Arena e levar o festival para o campo: criar presença real. “A gente constrói uma marca que nasce num ambiente digital e leva essa experiência para um ambiente físico, como sempre foi com a caixa e a van e outras ações que já realizamos, mas agora ainda mais forte com o Meli Music”, explica.
Por que o Meli Music virou estratégia
O Meli Music começou menor: em 2025, o projeto teve duas edições no Mercado Pago Hall, área com capacidade de 6.500 pessoas, dentro da Mercado Livre Arena Pacaembu. A estreia do festival focou no trap e recebeu Matuê, Veigh e Budah. Já a seguinte apostou no pop, com Luísa Sonza, Livinho e Carol Biazin como atrações. Ambas pensadas para aprender com o formato e falar com a GenZ. Agora, o festival muda de tamanho e de ambição.
Segundo dados compartilhados na coletiva, as duas primeiras edições já mostraram impacto em marca e negócio:
- +7 pontos percentuais de crescimento em preferência de marca entre pessoas impactadas pelas campanhas/ativações do Meli Music;
- No recorte 18 a 24 anos, o aumento foi maior: +9 pontos percentuais;
- No atributo “uma marca que reforça minha individualidade”, o crescimento foi ainda mais expressivo: +13 pontos percentuais;
- E houve reflexo em vendas: +11 pontos percentuais no volume de vendas em moda e +21 pontos percentuais em beleza, na comparação ao período anterior.
Experiência também é ecossistema
A proposta do festival está longe de oferecer apenas shows: é plataforma para ativações e marcas parceiras. No ano passado, o evento reuniu experiências com empresas como L’Oréal, Mondelēz, Nestlé e Johnnie Walker, além de ações com produtos e interações pensadas para gerar lembrança.
E, como tudo hoje precisa “voltar” para o digital, o Meli Music também é desenhado para ser compartilhável, com ativações com criadores e espaços que estimulem a produção de conteúdo para ampliar o alcance do evento fora do estádio. “O físico e o digital se retroalimentam”, disse Iuri.
O que muda em 2026

Ao ampliar o festival e apostar no sertanejo, o Mercado Livre sinaliza um movimento que vai além do entretenimento: o desejo de consolidar ainda mais o Meli Music como um produto de marca – com narrativa, dados, creators e presença física.
No fundo, a estratégia é simples de entender (e difícil de executar): fazer a marca sair do app e levá-la para a vida social, sem perder o timing da internet. No Meli Music, o plano é que a experiência comece no clique, aconteça no gramado e continue rolando no feed – em forma de conversa, conteúdo e, claro, compra.





